Unidade Militar de Medicina Veterinária

UMMV

ARMORIAL: JOSÉ DE CAMPOS E SOUSA
ILUMINURA:
 JOSÉ ESTEVÉNS COLAÇO
Aprovação:
Despacho s/n.º de 02 de Junho de 2017
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 08/2017 (1ª série) – pp. 173-176

NOTA: Por despacho do Chefe de Estado-Maior do Exército de 02 de Junho de 2017, General Frederico José Rovisco Duarte é instituída a Unidade Militar de Medicina Veterinária (UMMV) como herdeira das tradições militares e do património histórico da extinta Escola Veterinária Militar (EPSVM). (In: Ordem do Exército nº 07/2017 – 1ª Série pp. 162)

Aprovação e Publicação: das Armas:
(Originais)
HOSPITAL MILITAR VETERINÁRIO – 
“Portaria”, 1970, de 28 de Agosto, Publicado em Ordem do Exército (1.ª série), n.º 9, pp. 332-333.

ARMAS:
ESCUDO: de ouro, três caldeiras de vermelho, e em abismo um cavalo passante, também de vermelho;
ELMO militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra;
CORREIA de vermelho perfilada de ouro;
PAQUIFE E VIROL: de ouro e de vermelho;
TIMBRE: um caduceu de medicina veterinária, com seu feixe de varas e seu espelho de
prudência, e nele enrolada uma serpente de Epidauro, mirando-se no espelho, tudo de ouro;
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas,
de estilo elzevir
“PRÓ VETERINÁRIA CASTRENSE”.

SIMBOLOGIA:
As CALDEIRAS: simbolizam a inspeção dos alimentos destinados ao Exército, missão
principal do Serviço de Medicina Veterinária.
O CAVALO simboliza os animais tratados normalmente pelo Serviço, e que são, segundo
ordem decrescente de importância quantitativa, o cavalo, o cão, o boi e o pombo.
O FEIXE DE VARAS simboliza a união que deve existir entre os médicos veterinários.
ESPELHO mostra ao clínico que se deve poder rever, sem remorso, no espelho da sua
consciência.
A SERPENTE simboliza a astúcia, a sagacidade e a subtileza que devem presidir ao juízo
clínico

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
O OURO: metal nobre por excelência, significa nobreza e pureza;
O VERMELHO: força e vida

 

UNIDADE MILITAR DE MEDICINA VETERINÁRIA

Comando do Exército – Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Por despacho s/n.º de SExa. o General CEME, de 02 de Junho de 2017, é instituída a Unidade Militar de Medicina Veterinária (UMMV) como herdeira das tradições militares e do património histórico da extinta Escola Veterinária Militar (EPSVM).

ÚLTIMA ACTUALIZAÇÃO:
14 de Dezembro de 2017

UMMV

CRÉDITOS:

Fotografia de Cabeçalho:  Delegação da Unidade Militar de Medicina Veterinária (UMMV) constituída pela sua Diretora e o Chefe da Equipa de Segurança Alimentar e Vigilância Epidemiológica realizaram uma visita à Alemanha, mais concretamente ao Public Health Commande Europe (PHCE) sediado em Landsthul, Kaiserslautern e participaram no 63rd International Veterinary Medicam Simposium que decorreu no Lodge Hotel, em Garmisch. 12 e 19 de maio 2017 (Exército Português)

 

Portugal
UNIDADES DO EXÉRCITO PORTUGUÊS
© 2013 – 2018

 

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Agrupamento Sanitário

 

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ARMORIAL: CRISTÓVÃO FLÓRIDO DA FONSECA
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Aprovação: Despacho s/nº do GEN. CEME de 18 de Fevereiro de 2016
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 05/2016 (1ª série) – pp. 76-78

ARMAS:
ESCUDO: de púrpura, uma espada antiga com lâmina de prata, guarnecida, empunhada e macenetada de ouro, acompanhada e entrelaçada de duas serpentes afrontadas e aladas de prata, iluminadas e linguadas de vermelho.
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho a três quartos para a dextra;
CORREIA:  de vermelho, perfilada de ouro
PAQUIFE E VIROL: de púrpura e prata.
TIMBRE: uma espada antiga, com lâmina de prata, guarnecida, empunhada e macenetada de ouro, carregada de uma esfera armilar de prata.
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:
“PARATI ET VOLUNTATE ET FACULTATIBUS”

SIMBOLOGIA:
A PÚRPURA do campo, representa a ciência e o conhecimento, elementos basilares que unem o sentimento do dever com o saber para poder cumprir
As SERPENTES ALADAS realçam a capacidade de projecção e simbolizam o eterno combate entre a saúde e a doença, o bem e o mal;
A ESPADA  antiga simboliza o carácter operacional e castrense do Agrupamento ;
A ESFERA ARMILAR simboliza o mundo e realça a capacidade de projecção e mobilidade da unidade na defesa dos interesses estratégicos;
A DIVISA “PARATI ET VOLUNTATE ET FACULTATIBUS” (Prontos “a ajudar” com a vontade e com os recursos), alude ao carácter da missão e afirma a confiança no cumprimento da mesma.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
PÚRPURA:  ciência  e dever consciente de cumprir
PRATA:  a esperança de ajudar e a humildade na execução

AGRUPAMENTO SANITÁRIO
(Fotografias Exército Português)

SÍNTESE:

O Agrupamento Sanitário (AgrSan), foi criado oficialmente por despacho do Chefe do Estado-Maior do Exército de 26 de Março de 2015 e constitui-se como um Elemento da Componente Operacional do Sistema de Forças da componente terrestre, pertence às Forças de Apoio Geral e de Apoio Militar de Emergência na dependência do Comando das Forças Terrestres para emprego operacional.

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Cerimónia de entrega do Estandarte Heráldico do Agrupamento Sanitário
30 de Março de 2016

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O Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General Faria Menezes, procede à entrega do Estandarte Heráldico do Agrupamento Sanitário do Exército ao seu Comandante, Tenente-Coronel Cavalaria João Santana.
Esta cerimónia decorreu no Quartel-General da Brigada de Reação Rápida em Tancos no dia 30 de Março de 2016.
Durante a alocução proferida enalteceu o profícuo trabalho desenvolvido por todos os militares do Agrupamento durante esta fase da criação da Subunidade, cuja missão é a de garantir o apoio sanitário até Role 2 Enhanced (Role 2E), Emergência médica, Evacuação tática e Reabastecimento da classe VIII em todo espectro das operações militares, no âmbito Nacional ou Internacional.

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Visita de trabalho ao Agrupamento Sanitário (AgrSan) unidade sob o Comando das Forças Terrestres (CFT)
11 de Fevereiro de 2015

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No contexto das visitas de trabalho às Unidades sob o Comando das Forças Terrestres (CFT), o Agrupamento Sanitário (AgrSan) do Exército aquartelado na Unidade de Aviação Ligeira do Exército em Tancos, recebeu no dia 03 de fevereiro de 2015, a visita do Exmo. Comandante da Forças Terrestres, TGen António Xavier Lobato de Faria Menezes.

A visita teve início às 16h00, com as Honras Militares regulamentares, seguido da apresentação de cumprimentos no edifício do Comando da BrigRR e por fim a visita às novas instalações do AgrSan, onde se visitou as obras em curso das infraestruturas onde irá ficar instalado o AgrSan, assim como um módulo da Estrutura Sanitária de Campanha, flexível e projetável,  destinado a  prestar apoio sanitário aos militares do Exército, destacados em operações ou em treino, fora ou dentro do Território Nacional.

Para além do Exmo. Comandante da Brigada de Reação Rápida, MGen Carlos Alberto Grincho Cardoso Perestrelo, do Comandante do AgrSan, Sr. TCor Cavalaria João Carlos Pinto Bouça Flôres Noné Santana, acompanharam ainda a visita do Exmo Tenente-General CFT, o 2º Comandante da BrigRR, Coronel Tirocinado Cavalaria, Pedro Miguel Andrade da Fonseca Lopes, o CEM da BrigRR, Tenente-Coronel Inf Pára Hilário Dionísio Peixeiro, entre outros Oficiais e Sargentos do Comando das Forças Terrestres e do Comando e Estado-Maior da BrigRR.
Fonte: (Exército Português)

DIA FESTIVO DO AGRUPAMENTO SANITÁRIO:
Por Despacho sem n.º do Chefe do Estado Maior do Exército de de 12 de abril de 2016, em suplência, de 12 de abril de 2016, é instituído o dia 26 de Março como o Dia Festivo do Agrupamento Sanitário.
(In: OE  nº 04/2016 (1ª série) – Página 59)

ÚLTIMA ACTUALIZAÇÃO:
04 de Outubro 2016

Batalhão do Serviço de Saúde (BSS)

BSS

ARMORIAL: MIGUEL DE PAIVA COUCEIRO
ILUMINURA:
JOSÉ ESTEVÉNS COLAÇO
Aprovação: “Portaria” 2 de Outubro de 1981
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 12/81 (1ª série) – pp. 666-669

ARMAS:
ESCUDO de prata, uma folha de hera de verde.
ELMO MILITAR de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
CORREIA de vermelho perfilada de ouro.
PAQUIFE E VIROL de prata e de verde.
TIMBRE: um cão de prata sentado, coleirado de verde, com barril do mesmo.
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:
“SERVIR OS QVE À PÁTRIA SE DÃO”

SIMBOLOGIA:
A PRATA: Imagem límpida da luz pura reflectida no cristal, simboliza a pureza da intenção, na afirmação clara da plena consciência da rectidão nos processos de agir
A HERA: que eternamente verde se fixa até morrer no local onde lançou as primeiras raízes, é símbolo de persistência e dedicação permanentes.
O VERDE: foi na idade média a cor da toga dos médicos que com os seus simples lutavam com a doença, e foi a cor consagrada aos farmacêuticos que do verde reino vegetal extraíam a base das suas manipulações curativas
O TIMBRE: sugere o cão de São Bernardo, tornado célebre pelas suas qualidades de socorrista. Há mais de mil anos que os Monges Agostinhos utilizam estes corajosos animais para procurar e socorrer os viajantes perdidos
A Divisa: “SERVIR OS QVE À PÁTRIA SE DÃO” enunciando a missão geral da sua disponibilidade permanente para apoio, afirma a vocação do Batalhão ao referir o objecto preferencial da sua acção

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
PRATA: Pureza e humildade
VERDE: Esperança e Vida

BATALHÃO DO SERVIÇO DE SAÚDE

BSS
Convento de Bracanes – Setúbal

SÍNTESE:

Em Construção

ESCOLA DO SERVIÇO DE SAÚDE MILITAR – ESSM

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Escola do Serviço de Saúde Militar

Armorial: José Manuel Pedroso da Silva

Armas

Escudo
de púrpura, uma serpente enroscada num facho, acompanhada de três livros abertos, tudo de ouro;
Elmo militar
de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra;
Correia
de vermelho perfilada de ouro;
Paquife e virol
de púrpura e de ouro;
Timbre:
um leão-marinho alado, segurando na garra dextra um livro aberto, tudo de ouro;
Divisa:
num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro maiúsculas, de estilo elzevir
“INTER ARMA DOCENDO”. 

Simbologia e Alusão das Peças

A PÚRPURA do campo lembra os mantos tingidos pelos fenícios com o precioso corante obtido a partir de certas espécies de moluscos da família Muricidae , segundo um processo que, para a época, exigia um considerável saber científico.

A SERPENTE simboliza a sabedoria e a prudência, atributos que conjugados produzem a cura: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a sobre uma haste e todo aquele que for mordido e olhar para ela, ficará curado (NUM 21:8-9) ”.

O FACHO representa a luz do conhecimento.

Os LIVROS representam a ciência, o saber e a transmissão de ambos. O seu número lembra os três ramos das Forças Armadas em proveito dos quais a Escola do Serviço de Saúde Militar desenvolve a sua acção pedagógica.

O LEÃO-MARINHO ALADO, animal fabuloso capaz de se mover na terra, no mar ou no ar alude ao Estado Maior General das Forças Armadas sob cuja dependência directa a Escola do Serviço de Saúde Militar foi criada em 1979.

A DIVISA, “INTER ARMA DOCENDO” assinala a função básica da Escola do Serviço de Saúde Militar – ensinar a socorrer e a curar – aplicada aos três ramos das Forças Armadas.

Os Esmaltes Significam

O OURO, significa: sabedoria;
A PÚRPURA, significa: ciência

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Pequena Síntese:

essm(Consulta de apoio: Exército Português)
A Escola do Serviço de Saúde Militar é presentemente (2013) um estabelecimento de ensino superior, integrado na rede do ensino superior politécnico.

 Foi criada em 2 de Agosto de 1979 pelo decreto-lei nº 266/79, ficando colocada na dependência directa do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), e classificada como um estabelecimento de ensino técnico-militar.

Com a sua criação foram extintas a Escola de Enfermagem da Armada e a Escola do Serviço de Saúde do Exército, sendo portanto a herdeira destas escolas, revertendo para si os respectivos patrimónios escolares.

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1000077_564754366915934_532724962_nEm 10 de Setembro de 1980 foi publicado o seu primeiro regulamento (portaria nº 522).

O ensino nesta escola abrange essencialmente três áreas distintas, dependentes de uma direcção de ensino: a enfermagem, os cursos de tecnologias de saúde e os cursos de saúde militar.

O curso de enfermagem foi sempre o de maior expressão, sobretudo pelo número de alunos que o frequentaram e frequentam, relativamente aos outros cursos. Foi também o que sofreu maiores transformações, acompanhando a evolução do ensino de enfermagem ocorrida a nível nacional. Passou a conferir o grau de bacharel em 1998 e o grau de licenciatura em 2001. Desde esta data, e à semelhança de outras escolas de enfermagem, são ministrados, paralelamente, cursos de Complemento de Formação em Enfermagem, destinados à aquisição do grau de licenciados, pelos profissionais detentores do grau de bacharel. Os cursos de Tecnologias de Saúde, nas áreas de Análises Clínicas, Saúde Pública, Cardiopneumografia, Farmácia, Fisioterapia e Radiologia conferem o grau de bacharel desde 1998.

Para uma melhor Visualização das fotos, clicar nas mesmas

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Os cursos de saúde militar, não são conferentes de grau académico e envolvem diversas áreas de formação, nomeadamente socorrismo, emergência médica e patologia de adição (alcoolismo e toxicodependência).

Na sequência de uma reforma operada em 1993, a ESSM transitou para a dependência do Chefe do Estado-maior do Exército, ficando hierarquicamente dependente do Seu Comando de Instrução. Manteve-se como um órgão de apoio a mais que um ramo, cuja missão primária é assegurar a formação na área da saúde, dispondo para isso de recursos humanos facultados pelos ramos (decreto-lei nº 50/93 de 26 de Fevereiro).

O decreto regulamentar nº4/94 de 18 de Fevereiro classificou-a como um estabelecimento militar de ensino superior politécnico e aprovou o seu Estatuto. Conferiu-lhe capacidade para ministrar formação superior aos quadros permanentes dos três ramos das forças armadas nos domínios da enfermagem e das técnicas paramédicas, para realizar cursos de formação profissional de nível não superior na área da saúde noutros domínios, para além dos anteriormente referidos e ainda para organizar e realizar estágios e tirocínios de aperfeiçoamento, de reciclagem ou de actualização no âmbito da saúde. Atribuiu-lhe também a responsabilidade da formação de pessoal de saúde da Guarda Nacional Republicana, da Polícia de Segurança Pública, e do pessoal civil dos três ramos das Forças Armadas, bem como de outros países, no âmbito da 11499_564754863582551_1007250504_ncooperação técnico-militar.

Estabeleceu que a aprovação nos cursos de ensino superior politécnico. confere o grau académico de bacharel ou o diploma de estudos superiores especializados (pós-graduação), enquanto que a aprovação nos cursos de formação de nível não superior confere um diploma de frequência e aproveitamento. Desde 2001 (portaria nº 853/2001, de 37 de Julho), conforme anteriormente se afirmou, a ESSM passou a conferir o grau de licenciado nos cursos de enfermagem.

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Em 2005 foi superiormente decidida a externalização dos cursos de licenciatura, na sua vertente técnica. Nesse mesmo ano foi estabelecido um protocolo de formação de licenciatura em enfermagem com a Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian.

A Escola do Serviço de Saúde Militar foi criada no ano de 1979 e ocupa desde essa data, as instalações do antigo quartel de Campo de Ourique.
Este é um dos edifícios mais emblemáticos do bairro de Campo de Ourique. Condicionou a evolução do plano urbanístico e foi determinante no traçado da malha geométrica das ruas.

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Sucedeu a um dos muitos abarracamentos militares, distribuídos pela capital depois do terramoto de 1755, cuja função era preservar a ordem e a segurança públicas, e simultaneamente, servir de estaleiros das obras de reconstrução da cidade. O edifício militar marca um dos limites do bairro e foi construído nos finais do séc. XVIII, por ordem do conde de Lippe (Frederico Guilherme Ernesto, conde reinante de Schaunburg-Lippe), general com vasta experiência militar, formado na escola de Frederico II da Prússia. O conde de Lippe, recomendado ao marquês de Pombal pelo duque de Choiseul, desembarcou em Lisboa a 7 de Julho de 1762, com a incumbência de reorganizar o Exército, para o que lhe foi concedido o título de marechal-general.

Neste processo de reorganização e reforma foram construídas fortificações militares e edifícios, propositadamente destinados a aquartelamentos militares, entre os quais figura o quartel de Campo de Ourique, que tinha como anexo um vasto campo de treino e adestramento militar.

Este quartel foi ao longo dos tempos, guarida de várias unidades militares, algumas das quais protagonizaram episódios significativos, em momentos cruciais da nossa história.

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Em 1816 já era sede do regimento da infantaria 4. Este regimento havia participado nas lutas contra a dinastia dos Bonapartes e mais tarde, participou activamente nas lutas entre liberais e absolutistas, alinhando pela causa liberal.

Em 1820 surgiu no Porto um movimento revolucionário, inspirado em ideais liberais, que incluía personagens como Silva Carvalho, Ferreira Borges e Fernando Tomás, entre outros, visando a promulgação de uma constituição liberal. Estas ideias, em grande parte inspiradas na mística democrática da Revolução Francesa ganharam força no seio do Exército e das forças de segurança, culminando na saída para a rua, de alguns regimentos militares, entre os quais se encontrava o regimento de Infantaria 4. Foi na sequência deste movimento e depois de ser vencido pelas forças absolutistas em Setembro de 1831, que ocorreu a sua dissolução, e a execução, por fuzilamento, dos militares revoltosos, na rampa que dá acesso à porta principal do quartel, conhecida como a “rampa dos oficiais”.

Biblioteca
Biblioteca

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Fotografias:
Atrium Grupo Cultural
– A Conversa dos Outros

O Regimento de Infantaria 16, fiel a D. Miguel e considerado um dos esteios do absolutismo, ocupou de imediato este aquartelamento, e aí se manteve até ao ano de 1912. Em 1912 foi levada a cabo uma reorganização do Exército, que incluiu a transferência da 3ª Companhia de Saúde para o quartel de Campo de Ourique, onde se manteve até 1917, data em que deu lugar ao Regimento de Sapadores de Caminhos-de-Ferro, uma importante unidade de engenharia militar que participou na 1ª Grande Guerra. Aqui se manteve até 1979, data da instalação da Escola do Serviço de Saúde Militar.

Durante a longa história deste aquartelamento, foram feitas obras de restauro e de acrescentamento dos edifícios, mas manteve-se o núcleo principal com a traça original, constituído pelos edifícios do comando e por duas alas de edifícios paralelas, separadas por uma calçada, denominada parada do conde de Lippe.

De entre as unidades que ocuparam as instalações deste quartel, a que mais se empenhou em obras de restauro foi a Companhia de Sapadores de Caminhos de Ferro, que marcou a sua presença com inscrições e insígnias dispersas por vários locais da unidade, nomeadamente no pórtico de entrada, na sala de Oficiais e na Biblioteca.

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Localização:

Rua da Infantaria 16, nº 30
1269-091 Lisboa

ARTIGOS E LINKS ÚTEIS SOBRE A ESSM:

Site Oficial
–  Quartel de Campo de Ourique

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