Grupo de Auto-Metralhadoras

GAM

ARMORIAL: CRISTÓVÃO FLÓRIDO DA FONSECA
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Aprovação: Despacho s/nº do GEN. CEME de 09 de Agosto de 2011
Publicação das Armas:
 Ordem do Exército nº 09/2013 – pp. 659 a 662
NOTA: O Grupo de Autometralhadoras da Brigada de Intervenção, enquanto Força Nacional Destacada, constitui-se como unidade independente. Como tal, de acordo com o Regulamento de Heráldica do Exército – portaria n.º 213/87 de 24 de Março (Art. 24.º, Cap.º IV) , tem direito a armas próprias. A Secção de Heráldica desenvolveu um estudo conducente à atribuição das Armas, em articulação com a unidade interessada merecendo a concordância da mesma.

ARMAS:
Escudo de negro, seis folhas de carvalho de prata, acompanhadas em ponta por duas asas de dragão do mesmo
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
Correia de vermelho perfilada de ouro
Paquife e virol de negro e de prata
Timbre: um cavalo saínte de prata segurando o escudete da Brigada de Intervenção (de azul, a planta de uma fortaleza de prata)
Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir
“CAVALEIROS A QUEM NENHUM SE IGUALA” – (“Os Lusíadas – Canto IV, Est 37)

SIMBOLOGIA:
O NEGRO do campo lembra a cor das armas do Regimento de Cavalaria n.º 6, unidade “mãe” do Grupo de Autometralhadoras.
As FOLHAS DE CARVALHO, que com a sua reconhecida resistência nas condições mais difíceis, representam as virtudes militares, nomeadamente a coragem e a bravura presentes no espírito e atitude do GAM/FND, simbolizando também o Agrupamento MIKE/BrigInt/KFOR força nacional destacada sua antecessora. O seu número é uma alusão clara ao Regimento de Cavalaria n.º 6, unidade que abraça o aprontamento do GAM
As ASAS DE DRAGÃO clara alusão ao RC6 que nas suas armas tem um Dragão de ouro, símbolo dos cavaleiros vigilantes das terras de Entre-Douro e Minho
O CAVALO, animal nobre que pela sua rapidez e versatilidade actua onde é necessário, representa a prontidão e operacionalidade do GAM/FND. Segura o ESCUDETE da Brigada de Intervenção numa referência à Grande Unidade Operacional responsável pelo aprontamento da força
A DIVISA “CAVALEIROS A QUEM NENHUM SE IGUALA” (“OS LUSÍADAS – Canto IV, Est 37), esta divisa alude aos cavaleiros e invoca o espírito de sacrifício e de cumprimento da missão presente no soldado português e mais especificamente nos militares do GAM/FND.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
A PRATA, franqueza e verdade
O NEGRO, sabedoria e constância nas adversidades
O AZUL, generosidade e integridade.

1ª Proposta para as Armas do Grupo de Autometralhadoras:

GAM

ARMORIAL: CRISTÓVÃO FLÓRIDO DA FONSECA
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Publicação das Armas: NÃO APROVADAS / NÃO PUBLICADAS

ARMAS:
Escudo, de negro, Esfera Armilar com mapa mundo encabeçado por um dragão alado lançando chamas
Elmo militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
Correia, de vermelho perfilada de ouro
Paquife e virol, de negro e de prata
Timbre, um cavalo saínte de prata segurando o escudete da Brigada de Intervenção (de azul, a planta de uma fortaleza de prata)
Divisa, listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro maiúsculas de estilo elzevir:
“SEMPER FIDELIS

SIMBOLOGIA:
O NEGRO do campo lembra a cor das armas do Regimento de Cavalaria N.º 6, Unidade “mãe” do Grupo de Autometralhadoras.
A ESFERA ARMILAR, a envolver o Planeta Terra, representa o mundo que os navegadores portugueses descobriram e conectaram nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e conhecimento. Na actualidade e à luz dos compromissos internacionais assumidos, representa o carácter eminentemente expedicionário da Brigada de Intervenção, e a sua possibilidade de emprego em qualquer parte do mundo. Alude ainda à blindagem das Autometralhadoras que confere protecção e segurança ao planeta Terra.
O DRAGÃO, simboliza os cavaleiros, sentinelas vigilantes das terras de entre Douro-e-Minho. Situa-se no topo da Esfera Armilar, cuspindo fogo para defender e proteger o planeta terra e dissuadir as ameaças que ponham em causa o seu equilíbrio natural.
O CAVALO, animal nobre que pela sua rapidez e versatilidade atua onde é necessário, representa a prontidão e operacionalidade do GAM. Segura o ESCUDETE da Brigada de Intervenção numa referência à Grande Unidade operacional do Exército a que pertence.
A DIVISA “SEMPER FIDELIS” (Sempre Leal), evoca o exemplar espírito de servir incondicionalmente, até à morte, se necessário.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
A PRATA, eloquência, esperança, franqueza, humildade e verdade
O AZUL, zelo, lealdade, galhardia, integridade e perseverança
O NEGRO, constância nas adversidades, firmeza, sabedoria, prudência e virtude.

GAM

GRUPO DE AUTOMETRALHADORAS – GAM/BrigInt/KFOR
O Grupo de Autometralhadoras da Brigada de Intervenção, foi uma Sub-Unidade do Regimento de Cavalaria nº 6 que se constituiu como Força Nacional Destacada (FND) para o Teatro de Operações do Kosovo e do Afeganistão. Foi criado a 16 de Junho de 2005 e Extinto através da Nota nº 007999 da Direcção de Planeamento de Forças do Estado Maior do Exército, de 11 de Novembro de 2015.

GAM
Cerimónia Militar de entrega do Estandarte Nacional do GAM/KFOR que regressou do Kosovo. – 10 de Outubro de 2015, esta foi a última Cerimónia Militar do GAM e marcou 10 anos de existência.

SÍNTESE:

001O GAM surge no âmbito da transformação da Brigada Ligeira de Intervenção (BLI) em Brigada de Intervenção (BrigInt), no quadro da transformação do Exército levada a cabo a partir do ano de 2004, com a aprovação do Sistema de Forças Nacional (SFN 04 – COP). Por despacho de 25JAN05, de Sua Excelência o General (Gen) Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) aprovou a proposta das tarefas a implementar, durante o ano de 2005, para a transição para a nova estrutura definida na Diretiva para a transformação do Exército, no âmbito das ações para transformar a BLI em BrigInt

O Grupo de Autometralhadoras (GAM) da Brigada de Intervenção, foi uma das forças Operacionais geradas no Regimento de Cavalaria 6.
A 16 de Junho de 2005, por despacho Sua Excelência o Gen CEME, foi criado o GAM, cujo levantamento deveria estar concluído até 30 de Setembro de 2005.
O GAM Destaca-se pela sua participação em três Forças Nacionais Destacadas, (FND) em Operações de Apoio à Paz, duas no Teatro de Operações do Kosovo e outra no Afeganistão

O GAM é oficialmente extinto através da Nota nº 007999 da Direção de Planeamento de Forças do Estado Maior do Exército, de 11 de novembro de 2015, que refere o seguinte: “Com a aprovação do Quadro Orgânico do Grupo de Reconhecimento, é extinto o Grupo de Autometralhadoras da Brigada de Intervenção.”

GAM
GAM / Exercício Dragão 06 Participação do 1ºEAM/GAM no exercício anual da Brigada de Intervenção

GRUPO DE AUTOMETRALHADORAS – GAM/BrigInt/KFOR
Brigada de Intervenção / Regimento de Cavalaria 6

Por: Nuno Chaves

O Grupo de Auto-Metralhadoras (GAM) terá sido porventura umas das Unidades Operacionais do Exército Português com menor tempo útil de vida, contudo esse factor não impediu o GAM de intensamente alcançar os seus objectivos e de chegar ao fim da sua missão com um sentimento de dever cumprido, deixando assim uma marca forte em todos quantos a ele estiveram ligados. Em apenas uma década (2005-2015) O Grupo de Auto-Metralhadoras da Brigada de Intervenção soube orgulhosamente dignificar e fazer jus ao seu lema “Cavaleiros a Quem Nenhum se Iguala”

Como FND participou nos Teatros de Operações (TO) do Kosovo e do Afeganistão:

– O Agrupamento MIKE – (MIKE/BrigInt/KFOR) no Kosovo onde assumiu a missão de Reserva Táctica da KFOR-(KTM) entre Setembro de 2008 a Março de 2009.

– Como Unidade Independente (GAM/BrigInt/KFOR) por duas vezes (nos períodos compreendidos) entre  Setembro de 2011 a Março de 2012 e entre Abril de 2015 a Outubro de 2015.

– No Afeganistão como 5.º Módulo de Apoio da OMLT CAPITAL DIVISION, tendo por missão garantir sustentação e apoio às OMLT Portuguesas no TO do Afeganistão entre Abril de 2010 a Outubro de 2010.

 Unidades do Exército Português
Histórico de Missões

*  *  *

 AGRUPAMENTO MIKE – (MIKE/BrigInt/KFOR)
KOSOVO – 2008-2009

AGRUPAMENTO MIKE
Passagem da Bandeira Nacional e do Guião da KTM do 1º Batalhão de Infantaria Paraquedista para o Agrupamento MIKE. Cerimónia presidida pelo TGen Emílio Gay a 25 de Setembro de 2008

AGRUPAMENTO MIKE

 5º MÓDULO – (Ap/BrigInt/ISAF)
AFEGANISTÃO – 2010

GAMGAM2

GRUPO DE AUTO-METRALHADORAS – (GAM/BrigInt/KFOR)
KOSOVO – 2011-2012 | 2015

GAM
Transferência de Autoridade, presidida pelo MGen Francesco Paolo Figliuolo, Comandante da KFOR, materializada pela passagem do Guião da KTM do 1BIPara para o GAM/KFOR – 06 Abril de 2015

GAMGAM 5GAM

em construção

 

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Agrupamento Base de Santa Margarida

AGR BASE SM

ARMORIAL: JORGE GUERREIRO VICENTE
ILUMINURA:
 JOSÉ ESTEVÉNS COLAÇO
Aprovação: Aprovada  pela “Portaria” de 09 de Fevereiro de 1987
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 07/1987 (1ª Série) – pp. 517-519
NOTA: As Armas aprovadas para a actual: UNIDADE DE APOIO DA BRIGADA MECANIZADA (UnAp) são as mesmas do ABSM

ARMAS:
Escudo de negro, cinco espadas em pala, alinhadas em triângulo, acompanhadas em chefe de uma caldeira com arco e asa serpentíferos, tudo de ouro.
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
Correia de vermelho perfilada de ouro.
Paquife e virol de negro e de ouro.
Timbre: um sobreiro de ouro.
Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:
“LEAIS E SEMPRE PRONTOS”.

SIMBOLOGIA:
AS ESPADAS: Simbolizam as cinco Armas do Exército cujas unidades baseadas no CIMSM, saõ apoiadas pelo ABSM
A CALDEIRA: que ostentavam os ricos-homens medievais simbolizando a riqueza que lhes permitia sustentar e manter as suas forças privativas, representa o apoio de Serviços que o ABSM tem como missão.
O SOBREIRO: Árvore nobre dominante da flora local, assinala a implantação geográfica do Agrupamento.
A divisa «LEAIS E SEMPRE PRONTOS» exprime a decisão de, com lealdade e prontidão imediata, cumprir as tarefas administrativas e de apoio a todos os corpos instalados no CIMSM.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
OURO: a firmeza, preserverança, vigor e fé postos no cumprimento da missão.
NEGRO: a prudência, a discrição e constância nas adversidades essenciais à prestação de serviço.

ABSM

AGRUPAMENTO BASE DE SANTA MARGARIDA
Desde 2006 designada por: UNIDADE DE APOIO DA BRIGADA MECANIZADA

O Agrupamento Base de Santa Margarida (ABSM), teve origem no Destacamento do Campo de Instrução Militar de Santa Margarida (CIMSM) em 1953 em Santa Margarida.
Em 1981, Mudou de Designação para Agrupamento Base de Santa Margarida (ABSM)

Em 1952, tiveram início os trabalhos de organização destinados ao local e treino de uma Divisão (3ª) de Infantaria.
Em 1953, em consequência da necessidade de manutenção das infra-estruturas que foram sendo construídas é criado o Campo de Instrução Militar de Santa Margarida (CIMSM) que integrava uma Unidade Territorial designada por Destacamento do campo.
A partir de 1961 com o eclodir da guerra na províncias Ultramarinas aquela Unidade prestou larga contribuição à preparação e treino operacional dos Batalhões mobilizados.
Em 1978, é criado com sede permanente na área do Campo de Instrução Militar, a 1ª Brigada Mista Independente (1ª BMI), herdeira das tradições históricas da 3ª Divisão de Infantaria.
Em 1981, após as mudanças verificadas nas instalações da 1ª Brigada Mista Independente, é criado o Agrupamento base de Santa Margarida (ABSM), por transformação do destacamento do Campo. Esta criação dá-se devido à extensão física, ao volume de tarefas de apoio e serviços e à necessidade de ministrar instrução aos mancebos do CIMSM.
Em 1993, no âmbito da remodelação do Exército, o ABSM é extinto pelo Despacho 72/MDN/93 de 30 de Junho, sendo criado o Batalhão de Comando e Serviços (BCS).

Em 2006, no âmbito de nova remodelação do Exército Português é extinto o BCS por despacho de 30 de Junho do General CEME, e a 1 de Julho de 2006. é criada a UNIDADE DE APOIO, como Unidade orgânica da Brigada Mecanizada (BrigMec).
Mantém as responsabilidades do BCS em termos de apoio de serviços às Unidades e manutenção das áreas comuns do Campo de Santa Margarida.

LEAIS E SEMPRE PRONTOS

ABSM

 ABSM

Agrupamento Índia

AGR ÍNDIA

ARMORIAL: CRISTÓVÃO FLÓRIDO DA FONSECA
ILUMINURA:
JOSÉ ESTEVÉNS COLAÇO
Aprovação: 
Despacho s/nº CEME/12 de 26 Junho de 2012
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 09/2013 – pp. 675-677

ARMAS:
Escudo de negro, uma pala bretessada de ouro carregada de quatro moletas de negro
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
Correia de Vermelho, perfilada de ouro
Paquife e Virol de negro e de ouro
Timbre: Um Cavalo Sainte, erguendo o escudete da Brigada Mecanizada
Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo em letras de negro, maiúsculas de estilo elzevir:
“DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA”

SIMBOLOGIA:
O NEGRO: do campo representa a terra por onde a bravura e a galhardia dos nossos antepassados trilharam o caminho da honra e da glória;
A PALA bretessada de OURO lembra o rasto do trilho das viaturas mecanizadas, aludindo à natureza das unidades da Brigada Mecanizada que constituem o Agrupamento Índia, rasgando no negro da terra o caminho da honra e da glória;
As MOLETAS evocam as esporas de ouro que, após um feito de armas, eram solenemente entregues àqueles que, jurando não recear a morte, eram armados cavaleiros. O seu número é uma alusão ao antigo Regimento de Cavalaria nº 4, antecessor do atual Quartel de Cavalaria da Brigada Mecanizada, unidade responsável pelo aprontamento e organização do Agrupamento Índia e das quatro unidades da Brigada Mecanizada que contribuem com forças para o agrupamento, o Grupo de Carros de Combate, o Esquadrão de Reconhecimento, o Grupo de Artilharia de Campanha e a Bateria de Artilharia Antiaérea;
O CAVALO alude ás características de mobilidade e protecção blindada dos materiais que equipam o agrupamento Índia;
O ESCUDETE da brigada Mecanizada representa a grande Unidade mobilizadora do Agrupamento Índia.
A divisa “DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA” (“Os Lusíadas”, Canto I), alude ao carácter da missão do Agrupamento Índia e afirma a confiança no cumprimento da mesma;

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
– O OURO, a nobreza de carácter do militar português e a firmeza da sua conduta;
– O NEGRO: a constância na adversidade e o senso necessário na acção.

Dia da Brigada Mecanizada - 2013 Fotografia: Brigada Mecanizada
Dia da Brigada Mecanizada – 2013
Fotografia: Brigada Mecanizada

KFOR

AGRUPAMENTO ÍNDIA – AgrÍndia/FND/KFOR

O Agrupamento Índia, foi uma FND (Força Nacional Destacada) mobilizada pela Brigada Mecanizada para o Teatro de Operações do Kosovo integrada na KFOR (Kosovo Force) no período de 27 de Setembro de 2012 a 27 de Março de 2013
Forças Nacionais Destacadas – (Histórico de Missões)

agrupamento índia

GALERIA DE IMAGENS:
(para uma melhor visualização, clique nas imagens)

Grupo de Dragões de Angola

gda

Armorial: José Campos e Sousa 
Publicação das Armas: “Portaria”, 1970, Agosto, 20 in OE, 1970, 1.ª série, n.º 8, pp. 275 e 276

ARMAS:

Escudo de negro, duas espadas antigas de prata com guardas, punhos e maçanetas de ouro, passadas em aspa, acompanhadas em chefe, em ponta e nos flancos de quatro dragões rampantes de ouro.
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
Correia de vermelho perfilada de ouro.
Paquife e virol de negro e de ouro.
Timbre um dragão rampante de ouro segurando na garra dianteira dextra uma espada antiga.
Grito de guerra: num listel de prata, ondulado, sobreposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:

“DRAGÕES… CARREGAR!” 
(estas armas foram ordenadas sem divisa)

SIMBOLOGIA:

O Campo do Escudo simboliza a terra de Angola, no continente negro.
As Duas Espadas Antigas simbolizam a Arma de Cavalaria.
Os Quatro Dragões de ouro simbolizam os componentes do Grupo e o seu valor militar.
O Timbre simboliza um componente do Grupo, prestes a carregar.
O Grito de Guerra é histórico e alude à voz dada pelo comandante do 2º Esquadrão de Dragões do Planalto, Tenente Alfredo Pedreira Martins de Lima, na Campanha dos Cuamatos: “Dragões ao galope!

O OURO: nobreza e fé.
A PRATA: riqueza e eloquência.
O NEGRO: firmeza e prudência

Carlos Palhinha (furriel miliciano do CITC)  Falecido em 2013 Foto cedida por: DRAGÕES DE ANGOLA

Carlos Palhinha (furriel miliciano do CITC)  | Falecido em 2013 | Foto cedida por: DRAGÕES DE ANGOLA
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SÍNTESE:

gda(Via Wikipédia) Os Dragões de Angola constituíram as tropas a cavalo que o Exército Português empenhou na Guerra do Ultramar em Angola, no final da década de 1960 e início da de 1970. Historicamente, constituíram provavelmente as últimas tropas de genuínos dragões (infantaria a cavalo) a serem empregues em operações de combate.

A designação “Dragões de Angola” era apenas honorífica. Inicialmente aplicou-se como título meramente honorífico às unidades de cavalaria blindada e motorizada de guarnição normal em Angola. Como tal, foi aplicada sucessivamente ao Esquadrão de Reconhecimento de Luanda, ao Grupo de Reconhecimento de Angola e ao Grupo de Cavalaria n.º 1. Com o surgimento das subunidades de tropas a cavalo, a designação passou a aplicar-se mais especificamente a estas.

As unidades de dragões fizeram parte das guarnições dos territórios africanos de Portugal, desde o século XVIII até ao início do século XX. EmAngola e Moçambique, essas unidades ainda chegaram a ser empregues em combate contra os alemães, durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, pouco depois, essas unidades passaram a ser motorizadas e blindadas, mantendo, no entanto, o título honorífico de “Dragões”.

As tropas de Dragões – no sentido original e não honorífico do termo – ressurgiram no Exército Português, no contexto da Guerra do Ultramar. Em 1958 foi criada a primeira unidade da arma de Cavalaria, sedeada em Angola (Luanda) desde logo adoptando a designação de “Dragões de Angola”. Posteriormente veio a ser criado o Grupo de Reconhecimento de Angola, (mais tarde designado por Grupo de Cavalaria nº 1 ou GCav1),com sede na cidade de Silva Porto (Bié), integrando esse Esquadrão e dado origem à constituição de mais 2 esquadrões operacionais e um esquadrão de comando e serviços. Em Luanda ficou sedeado o ECav401 (1º Esquadrão), em Silva Porto o ECS e o ECav402 (2º Esquadrão) e na cidade do Luso o ECav403 (3º Esquadrão). Estas unidades estavam equipadas com blindados Panhard (EBR e ETT) de origem francesa, que haviam sido sujeitos às necessárias adaptações ao teatro operacional. Mais tarde foram também integradas unidades blindadas, de características diferentes, as AML. Esses veículos eram, preferencialmente utilizados em escoltas a colunas (militares ou civis), designados por MVL. Em 1966, devido às condições de combate no Leste de Angola, o Comando do Exército Português decidiu então criar um pelotão experimental a cavalo. Essa unidade mostrou-se ideal para a actuação na região, pois os militares a cavalo tinham uma boa visão do terreno coberto por capim elevado, conseguindo fazer uma aproximação silenciosa às forças inimigas.

O armamento padrão da unidade era uma espingarda G3, para uso em combate apeado, e uma pistola Walther P38, para tiro a cavalo. O seu sucesso foi de tal monta que a unidade experimental deu lugar a três esquadrões a cavalo, integrados no já citado GCav1. O GCav1 veio também a integrar uma unidade de atiradores de cavalaria, designada por CCav1407, com sedeado na povoação do Andulo. Esse sucesso incentivou ainda, no início da década de 1970, a criação de uma unidade deste tipo em Moçambique. Na atuação dos dragões destaca-se as operações onde estes “empurravam” as forças inimigas numa direção, as quais eram, posteriormente, cercadas por tropas, lançadas de helicóptero na retaguarda daquelas.

Regimento de Cavalaria de Santa Margarida

rc4

Armorial: Cor. Jorge Guerreiro Vicente 
Publicação das Armas: “Portaria”, 1981, Janeiro, 22 in OE, 1981, 1.ª série, n.º 5, pp. 223-225

Em 1993, a  designação regressa à forma numérica tradicional voltando a designar-se:

REGIMENTO DE CAVALARIA Nº 4

ARMAS:

Escudo de negro, duas palas bretessadas de ouro; chefe do primeiro sustido do segundo, carregado de quatro moletas do mesmo.
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
Correia de vermelho perfilada de ouro.
Paquife e virol de negro e ouro.
Timbre: um cavalo empinado de negro, sainte, caparazonado de ouro.
Condecoração: circundando o escudo o colar de comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:

“PERGUNTAI AO INIMIGO QUEM SOMOS”.

SIMBOLOGIA:

PALAS DE OURO, os rastos dos trilhos dos carros de combate rasgam no NEGRO da terra, o caminho da Honra e da Glória;
As MOLETAS invocam as esporas de ouro que, no campo de batalha após um feito de armas, ou na austeridade hierática de uma catedral depois da longa velada de armas, solenemente recebiam aqueles que, jurando não recear a morte, eram então armados cavaleiros;
As moletas são QUATRO em memória dos feitos dos homens do 4 de Cavalaria que na Guerra Peninsular e nas Campanhas de África escreveram “páginas brilhantes e consoladoras” na História e assim souberam ganhar o título do seu maior orgulho: haver merecido o nome de “Soldados”;
Nada novo mas novo, Carristas hoje (negro foi também o seu primeiro uniforme) outrora Cavaleiros medievais – Homem e Carro, Homem e Cavalo – irmanados ao longo dos tempos na mesma audácia de agir, na mesma fé de vencer, na mesma certeza de servir por bem, e, de vitória em vitória, orgulhosamente deixar ao inimigo o dever de os julgar e de deixar ao mundo quem são;

OURO: a potência das suas cargas fulgurantes e a fidelidade aos ideais da Cavalaria;

NEGRO: a obediência abnegada das suas temerárias acções de sacrifício e firmeza na preservação das tradições da Arma.

No timbre, o CAVALO armadurado evoca as velhas tradições da Cavalaria de antanho

CONDECORAÇÕES:
Direito Próprio:
– Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, concedida ao 1º pelotão do RC 4 em 1914/1915 em Angola-Cuamato.
– Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao 3º Esquadrão do RC 4 em 1915 em Agola – Cuanhama
– Cruz de Guerra de 1ª classe, concedida ao 3º Esquadrão do RC 4 em 1914/1915 em Angola – Môngua.

LEGENDAS:
Por citações, louvores ou condecorações têm atribuídas as seguintes legendas:

Herança:
– LADOEIRO – 1810 (RC4)
– FUENTES DEL MAESTRO – 1812 (RC4)
– SALAMANCA – 1812 – (RC4)
– PIRINÉUS – 1813 (RC4/RC11)
– VIELLA – 1814 (RC4)
– CUAMATO – 1914/15 (RC4)
– MÔNGUA – 1915 (RC4)
– CUANHAMA – 1914/15 (RC4)

SÍNTESE:

RC4O Regimento de Cavalaria de Santa Margarida (RCSM) teve origem no regimento de Cavalaria nº 4 (RC4) – 1964 em Santa Margarida.
Em 1975, recebeu a designação de RCSM.

O RCSM integra as tradições MIlitares das seguintes Unidades:
– Grupo Divisionário de Carros de Combate, criado em 1955 em Santa Margarida e integrado em 1964
– Grupo de Carros de Combate /RC8, criado em 1956 em Santa Margarida e integrado em 1964

O RCSM é herdeiro das tradições Militares das seguintes Unidades:
– RC4 com origem no Regimento de Cavalaria de Mecklemburg – 1762 em Lisboa, extinto em 1834/Lisboa
– RC4 com origem no Regimento de Cavalaria Ligeira de Almeida – 1715 em Almeida, extinto em 1955 em Santarém
Regimento de Cvalaria nº 8 (RC8), com origem no Regimento de Cavalaria nº 11 (RC11) – 1926 em Catelo Branco, extinto em 1975

Das Unidades antecessoras com ligação a este Regimento, destacaram-se:
– Uma Companhia do RC4 que conjuntamente com outra Companhia Inglesa atacaram um departamento de Cavalaria Francês no Ladoeiro em 1810
– O RC4, pela sua participação no combate de Fuentes del Maestro em 1812
– Na mesma altura e dando continuidade ao plano do Duque de Wellington, liderar as comunicações entre os exércitos franceses de Soult e Marmot, participou o RC11  no assalto a Salamanca.
– O RC4  e o RC11 pela sua participação nos combates dos Pirinéus  em 1813. o RC4 em 1814, demonstrou o seu valor no combate de Viella
– O RC 4 participou ainda na defesa de Angola (1914/15), durante a 1ª Guerra Mundial, mobilizando um Esquadrão de Cavalaria.
– O RC 8, que durante a Guerra do Ultramar (1961/1974) mobilizou:
Para Angola: 5 Companhias de Cavalaria
Para a Guiné: 7 Esquadrões de Reconhecimento
Para Moçambique: 1 batalhão de Cavalaria
– O RC 4, que durante a mesma ocasião mobilizou:
Para Angola: 4 Batalhões de Cavalaria e 22 Companhias de Cavalaria
Para a Guiné: 4 Companhias de Cavalaria
Para Moçambique: 6 Batalhões de Cavalaria e 12 Companhias de Cavalaria

REGIMENTO DE CAVALARIA Nº 4

RC4

Em 1762, quando em Portugal reinava D. José I e governava como Primeiro Ministro o Marquês de Pombal, dá-se o início a uma grande reforma das Forças Armadas Portuguesas – quase se podendo dizer com mais propriedade que só agora elas aparecem como tal – tendo em vista a situação que então se vivia na Europa e que indicava já a futura «Guerra dos Sete Anos».

A execução da reforma a que nos referimos é entregue a um oficial muito competente – o Conde de Lippe – que para esse efeito é contratado pelo governo e que se faz acompanhar de outros oficiais para com ele colaborarem no mesmo fim. A um destes últimos – o Príncipe Mecklembourg – Sterlitz – é dado o comando de um dos dez Regimentos de Cavalaria que a nova estrutura criara.

Nasce assím, em 26 de Julho de 1762, na Feitoria de São Julião da Barra, O REGIMENTO DE CAVALARIA DE MECKLEMBOURG, em homenagem, segundo os usos da época, ao seu primeiro comandante.

RC4

Mais tarde, em Maio de 1806, é aumentado o número dos Regimentos de Cavalaria que passam a ser numerados de 1 a 12, cabendo ao Regimento de Meclembourg o número 4.

Com a primeira invasão Francesa, o Gen Junot, cumprindo ordens expressas de Napoleão, apressa-se a desactivar o Exército Português. Para tal cria uma brigada que deverá partir para França enquadrada pelos melhores oficiais portugueses, entre os quais figuravam alguns do Regimento, e decreta a extinção da grande maioria das Unidades existentes.

No entanto em 1808, Junot é obrigado a retirar de Portugal, após a Convenção de Sintra e de novo são reorganizados 12 Regimentos de Cavalaria.

O REGIMENTO DE CAVALARIA Nº4 fica então aquartelado em Belém e, a partir de 1808, passa a fazer parte da 3ª Brigada, do comando do Brigadeiro Conde de Sampaio, preparando-se activamente para a nova invasão que vai dar início à «Guerra Peninsular».

Defendendo as passagens do Vouga, dá o Regimento início a uma serie de acções em que tomou parte até a 1814 – entrou no total de 3 Batalhas, 22 Combates e 2 Defesas – que mereceram os maiores elogios dos comandos superiores e o cobriram de glória.

Aquartelado successivamente em Vila Franca, Carregado e Azambuja, passa a designar-se, em 1831, por 2º REGIMENTO DE CAVALARIA DE LISBOA  e, em 1834, novamente por REGIMENTO DE CAVALARIA Nº4, com quartel em Belém.

No decorrer da Guerra Civil e extinto pela Convenção de Évoramonte, extinção que dura poucos meses, mantendo-se depois successivamente aquartelado em Lisboa (1835), Torres Novas (1836), Santarém (1844), Torres Novas (1846), Santarém (1863), Lisboa (1872).

Entretanto teve novamente oportunidade de mostrar o que valia no decorrer das campanhas de Moçambique – em que acompanhou em muitas acções o seu antigo oficial Mouzinho de Albuquerque e foi merecedor de elogios que atestam o seu valor -, e de Angola onde no Combate de Môngua, se tornou digno de ser condecorado com a Cruz de Guerra que hoje ostenta no seu Estandarte.

Em 1888, por Decreto de D. Luís, passa a designar-se por REGIMENTO Nº4 DE CAVALARIA DO IMPERADOR DA ALEMANHÃ GUILHERME II, sendo este nomeado seu Coronel honorário, situação que se mantem até 1911, passando, em face da reorganização do Exército promovida pela República, a designar-se de novo por REGIMENTO DE CAVALARIA Nº4.

No decorrer da 1ª Guerra Mundial voltou a Cavalaria nº4 a merecer a sua história escrevendo nessa altura os seus homens mais algumas páginas muito honrosas.

O seu aquartelamento passa, depois da Guerra, para Alcobaça (1919) e Santarém (1927) onde, em 1955 é transitoriamente extinto.

RC4

Em 1964 é reorganizado o Regimento de Cavalaria nº4, com base na fusão do Grupo de Carros de Combate do Regimento de Cavalaria nº8 e do Grupo Divisionário de Carros de Combate e o seu aquartelamento fica agora situado em Santa Margarida.

A partir de 1968, o Regimento passa a mobilizar unidades para o Ultramar onde, mais uma vez, estas não deixaram de honrar as tradições a que os dois séculos de existência gloriosa do Regimento as obrigavam e cujo brilhante comportamento é atestado pelos diversos louvores e condecorações que a sua acção mereceu e pelos nomes que se vieram a inscrever nas lápides dos mortos em combate ao serviço da Pátria e deste Regimento.

Em 1993 passa o Regimento a chamar-se por Regimento de Cavalaria nº4.

Herdeiros das glórias e tradições do passado, conscientes dos modernos meios que possuem os homens de Cavalaria de Santa Margarida hão de saber sempre aquilo que um dia Beresford deles disse e que hoje de forma mais simples mas de igual significado, se encontra sintetizado na legenda do Regimento:

«PERGUNTAI AO INIMIGO QUEM SOMOS»

Os Regimentos de Cavalaria

EPC

 

O termo “terço”, já em 1571 tinha um significado análogo a Regimento, como refere Christovam Ayres, na História da Cavalaria Portuguesa. Na verdade esta denominação começa a aparecer na legislação portuguesa em 1632, período do domínio espanhol. Deste modo, em 1707, a Cavalaria Ligeira e os Dragões passaram, em Portugal, a constituir Regimentos de 12 Companhias, como refere o mesmo autor.

Em 1715 a Cavalaria Portuguesa estava organizada em dez Regimentos.

A organização de 19 de Maio de 1806, consequência da derrota de 1801 frente à Espanha e que levou à assinatura da Paz de Badajoz, introduziu várias alterações, aparecendo pela primeira vez a numeração dos Regimentos. A Arma de Cavalaria passa a contar com doze Regimentos numerados de 1 a 12 e repartidos pelas Divisões Norte, Centro e Sul.

rc 6Em Novembro de 1807, Andoche Junot invade Portugal. O Exército é completamente desarmado e a Arma de Cavalaria é reduzida a três Regimentos. A reacção dos portugueses não se fez esperar. A revolta iniciada no Porto alastra rapidamente a todo o Reino. A Junta Provisional do Governo Supremo, formada nesta cidade, determina em 20 de Julho de 1808, que os oficiais e soldados, que não se encontrem legitimamente ocupados, se reunam às Unidades a que pertenciam.

Esta reorganização não originou novos Regimentos, dando, isso sim, continuidade aos existentes antes da invasão de Junot.

A Napoleão não agrada esta situação e, mais uma vez, invade Portugal com uma força sob o comando de Soult, que não obtém sucesso frente às tropas anglo-lusas.

Pela terceira vez, Napoleão tenta conquistar Portugal enviando, em 1810, cerca de 70.000 homens sob o comando de Massena.

A reacção das tropas anglo-lusas faz-se sentir logo no Buçaco, mas Massena, só ao fim de cinco meses de combates é que inicia a retirada, perseguido até Toulouse pelas tropas anglo-lusas, das quais fez parte uma Brigada de Cavalaria composta pelos Regimentos n.º 1, 6, 11 e 12.

Resolvida a questão com os franceses, era necessário reorganizar o Exército, o que vai suceder com o Alvará Régio, dado no Palácio do Rio de Janeiro em 29 de Fevereiro de 1816. Deste modo, a Arma de Cavalaria passa a ser composta por 12 Regimentos, sendo propostos para os Regimentos nº 6, 9 e 12 os Quartéis em Monção, Chaves e Bragança respectivamente, conforme a Ordem do Dia de 21 de Outubro de 1816.

O descontentamento contra a regência inglesa vai aumentando, e forma-se a Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, que acaba com ela e com o governo absoluto, organizando, provisoriamente, várias Brigadas do Exército.

regimento de lanceirosA 6ª Brigada de Cavalaria é formada pelos Regimentos nºs 6 e 12 e comandada pelo Brigadeiro António Carlos Cary.

D. Miguel, confiante na sua popularidade, reúne em Vila Franca de Xira as tropas que lhe são afectas e proclama o regime absoluto em Maio de 1823, dando origem a um movimento que veio a ficar conhecido por “Vila Francada”.

D. João VI adere a este movimento, abole a Constituição de 1822 e nomeia D. Miguel General Comandante do Exército.

As ambições de D. Miguel não são satisfeitas com esta nomeação. Em 30 de Abril de 1824, leva a efeito uma acção, conhecida por Abrilada, contra seu pai no intuito de o obrigar a abdicar em seu favor e que não surtiu efeito porque D. João VI contou com a ajuda dos ingleses. Como consequência deste acto, D. Miguel é demitido do Comando do Exército e expulso de Portugal.

Com a morte de D. João VI em 1826, levanta-se o problema da sucessão. D. Miguel regressa a Portugal em 22 de Fevereiro de 1828 e formam-se dois grupos distintos, com interesses bastante diversos. Por um lado os absolutistas, apoiantes de D. Miguel e, por outro, os liberais defensores de D. Pedro.

A situação torna-se cada vez mais complexa e a divisão dos portugueses atinge o próprio Exército.

Por uma comunicação da “Junta Provisória”, encarregada de manter a legítima Autoridade de El-Rei o Senhor D. Pedro IV, feita ao Exército, pela Ordem do Dia n.º 5 de Maio de 1828, podemos constatar que, dos Regimentos de Cavalaria existentes, só os Regimentos nºs 6,9,10,11 e 12 é que tributam obediência a esta Junta.

Em 29 de Maio de 1828, o Exército Liberal conta com uma Brigada de Cavalaria, composta pelos Regimentos nºs 6,9,10 e 12 sob o comando do Coronel de Cavalaria, José António da Silva Torres, mas, logo no ano seguinte, a situação foi alterada.

Pela Ordem do Dia n.º 58 de D. Miguel, é declarado que as forças que tomaram parte na rebelião contra o seu governo se considerassem extintas e que as restantes forças deixassem de ser designados por números, passando a ter o nome das terras onde se encontram sediadas.

RC3No ponto sétimo desta Ordem, D. Miguel ordena que, com os contingentes dos extintos Regimentos de Cavalaria 6,9 e 12, da província de Trás-os-Montes, se forme um Regimento denominado de Regimento de Cavalaria de Chaves.

A alteração da denominação das diversas Unidades não foi efectuada, uma vez que faltou publicar a Ordem indicando os Quartéis permanentes que elas deveriam ocupar, conforme a Ordem do Dia n.º 59 de 19 de Agosto de 1829.

Todavia, pela Ordem do Dia nº 42 de D. Miguel, verificamos que os Regimentos de Cavalaria são designados por números, excepto o Regimento de Cavalaria de Chaves.

O Exército liberal, com o apoio do monarca D. Pedro, adquire cada vez mais força. Assim, por Decreto de 28 de Fevereiro de 1834 é reorganizado, na cidade do Porto, o Regimento de Cavalaria nº 6 que recebe os homens, materiais e animais existentes no Depósito desta cidade. Neste Depósito, estavam colocados todos os militares apoiantes dos liberais que deixaram os seus Regimentos afectos a D. Miguel. Desta forma, os liberais, que possuíam os Regimentos de Cavalaria 10 e 11, aumentam a sua força com mais dois Regimentos, o nº 1 em Lisboa e o nº 6 no Porto.

D. Miguel, depois de duas derrotas sucessivas, em Almoster, a 12 de Fevereiro de 1834, e em Asseiceira, a 16 de Maio de 1834, depõe as armas e assina a Convenção de Évora Monte, em 26 de Maio de 1834, pondo-se fim à Guerra Civil.

Dado que a última Organização do Exército comportava poucas vantagens, surge uma nova Reorganização, em 1837, mais ponderada e mais condizente com a realidade nacional. A Arma de Cavalaria passa a ser composta por oito Regimentos a três Esquadrões, sendo quatro de Lanceiros e quatro de Caçadores. Os Regimentos de Cavalaria nºs 2,4 e 6 vão fornecer os Esquadrões necessários para a formação do n.º 8.

Em 1868, a Arma de Cavalaria passa a ser composta por sete Regimentos, sendo dois de Lanceiros e cinco de Caçadores. Estes Regimentos serão a três ou a quatro Esquadrões.

No ano seguinte, a Ordem do Exército nº 49 de 6 de Outubro de 1869 cria novamente o Regimento de Cavalaria nº 7 com os Esquadrões que tinha em 1868.

Alguns anos depois, o Exército vai sofrer nova reorganização. Assim, por decreto de 1884, a Arma de Cavalaria passa a ser constituída por dez Regimentos, sendo cada um a quatro Esquadrões, três activos e um de reserva.

Com a viragem do século, o Exército é alvo de uma nova Reorganização. Em 1911, para dar cumprimento ao disposto no Decreto de 11 de Junho, o Ministro da Guerra leva a efeito algumas alterações no Exército, que constam da OE nº 14 – 1ª Série de 30 de Junho. No que concerne à Arma de Cavalaria, os Regimentos vão sofrer algumas alterações na sua composição.

rc4Durante o ano de 1926, devido às mudanças políticas operadas em Portugal, o Exército torna a ser novamente remodelado. Mais uma vez, a Arma de Cavalaria sofre algumas alterações. Organizam-se duas Brigadas de Cavalaria a três Regimentos conforme a OE nº 10 – 1ª Série de 31 de Agosto de 1926. Mas, a condicionante económica vai interferir novamente na vida do Exército Português. Assim, em 1927 são supridas algumas Unidades de várias Armas e Serviços (OE nº 7 – 1ª Série de 30 de Junho de 1927).

Durante o período correspondente ao Estado Novo não se verificam alterações de monta na organização e localização dos regimentos.

Em 1974, a Revolução de 25 de Abril, vai provocar grandes transformações na vida dos portugueses. O Exército, como não podia deixar de ser, vai ser remodelado. O decreto-lei nº 181/77 de 4 de Maio (OE nº 5 – 1ª Série de 31 de Maio de 1977) considera que a sua remodelação tem por objectivo fundamental torná-lo numa força eficiente e apta para desempenhar a sua missão, tendo em conta as capacidades económicas do País.

A inserção de Portugal na Comunidade Europeia; a constatação de que segurança passou a ser, e tende cada vez mais a ser, uma acção colectiva, aliada ao facto da esmagadora maioria dos Exércitos dos Países Europeus procurarem reduzir os seus efectivos, deram origem a que, através do decreto-lei nº 50/93 de 28 de Fevereiro, o Exército sofresse nova reorganização. Esta reorganização visava conferir versatilidade, modernidade e capacidade de resposta eficiente às missões que lhe estão cometidas e foram norteadas pela racionalização, economia e maior rentabilidade dos meios existentes. O Exército, através das actividades de recrutamento, instrução e treino, constitui um corpo gerador de forças que, sem prejuízo da manutenção de um sistema permanente de reduzida dimensão, possuirá grande mobilidade, prontidão e flexibilidade, capaz de crescer por mobilização. No que se refere às unidades de Cavalaria, apesar da redução de algumas unidades, a implantação territorial não sofreu alterações significativas.

Regimento de Cavalaria de Braga

rc 6

Armorial: Cor. Jorge Guerreiro Vicente
Publicação das Armas: “Portaria”, 1980, Fevereiro, 22 in OE, 1980, 1.ª série, n.º 3, pp. 187-189

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Desde 14 de Julho de 1993, a  designação regressa à forma numérica tradicional voltando a designar-se:

REGIMENTO DE CAVALARIA 6

ARMAS:

Escudo de negro, um Dragão de ouro, animado, lampassado e calçado de vermelho, armado do primeiro, acompanhado de duas faixas ondadas de prata com uma burela de azul, uma em chefe e outra em ponta.
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
Correia de vermelho perfilada de ouro.
Paquife e virol de negro e de ouro.
Timbre: um cavalo brincão sainte, de ouro, sustenta um escudo de prata, com uma cruz firmada de azul. Condecoração: circundando o escudo a partir das suas pontas o colar de comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, estilo elzevir:

“AVANTE PARA A GLÓRIA”.

SIMBOLOGIA:

FAIXAS ONDADAS: representam o rio Minho e o rio Douro;
DRAGÃO: simboliza os Cavaleiros, sentinelas vigilantes nas terras de entre-Douro-e-Minho;
CAVALO: a mais bela conquista do homem, é o fiel companheiro de uma epopeia que começa no início da nacionalidade, a que alude o escudo com a cruz de azul, e se espande até aos nossos dias, passando pelas jornadas gloriosas de ARMIGNON e da MÔNGUA.

O oiro: significa fé e nobreza;
A prata: significa riqueza e eloquência;
O azul: significa o zelo e lealdade;
O vermelho: significa o ardor bélico e força;
O negro: representa a terra e significa firmeza e honestidade

CONDECORAÇÕES:

Direito Próprio:
– Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, concedida ao 4º pelotão do RC 11 em 1914 em Angola (Defesa de Angola – 1ª Guerra Mundial)
– Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, concedido ao RC 6 em 1919 / Movimento Monárquico do Norte.
– Cruz de Guerra de 1ª classe, concedida ao 3º Esquadrão do RC 11 em 1975 em Angola (Defesa de Angola – 1ª Guerra Mundial)

LEGENDAS:

Direito Próprio:
– Pirinéus  18313 – RC 6
– Espanha – 1835/37 – RC 6
– Chaves – 1912 – RC 6
– Cuamato – 1914/15 – RC 11
– Cuanhama  – 1915 RC 11
– Môngua – 1915 – RC 11

Cronologia:

RC61709 – criação do Regimento de Dragões de Trás-os-Montes
1756 – divisão dos Dragões de Trás-os-Montes em dois regimentos, o dos Dragões de Chaves e o de Cavalaria Ligeira de Bragança
1762 – os dois regimentos são transferidos para o Ribatejo, aquartelando-se o de Dragões em Santarém e o de Cavalaria Ligeira na Golegã
1764 – os dois regimentos voltam às cidades de origem, sendo, a partir destes, criado um outro regimento o de Cavalaria de Miranda
1806 – os regimentos do Exército Português passam a ser numerados, a Cavalaria de Bragança passa a ser o Regimento de Cavalaria Nº 6, a de Chaves, RC9 e a de Miranda, RC12
1808 – na sequência da reorganização do Exército, o RC6 é transferido para o Porto, o RC9 para Braga e o RC12 para Chaves
1829 – por ordem de D. Miguel I os RC6, RC9 e RC12 são refundidos num único regimento, denominado Regimento de Cavalaria de Chaves, integrando o exército realista
1834 – por ordem D. Pedro IV os militares liberais que abandonaram os regimentos de cavalaria realista do Norte, entre os quais Regimento de Chaves são integrados no novo Regimento de Cavalaria Nº 6 organizado no Porto;1835 – na sequência da vitória liberal na Guerra Civil o Regimento de Cavalaria de Chaves (realista) é extinto, sendo o RC6 (liberal) transferido para o seu quartel em Chaves
1927 – o RC6 é transformado no 3º Grupo de Esquadrões (em Chaves) do Regimento de Cavalaria Nº 9 (sedeado no Porto)
1939 – O RC 9 é transformado em Regimento de Cavalaria Nº 6 com sede no Porto e o seu 4º Esquadrão destacado em Chaves;1956 – o 4º Esquadrão é recolhido à sede do RC 6 no Porto
1975 – o RC 6 passa a denominar-se Regimento de Cavalaria do Porto
1979 – o regimento é transferido para Braga, passando a denominar-se Regimento de Cavalaria de Braga
1993 – o regimento readopta a designação de Regimento de Cavalaria Nº 6

Síntese:

RC6

A sua origem remonta ao início do século XVIII e advém de dois marcos distintos:
– os Regimentos de Cavalaria de Trás-os-Montes implantados naquela região no dealbar do século XVIII;
– a reorganização do Exército de 1901.

 Em 1709 é referenciado o então Regimento de Dragões de Trás-os-Montes, que tem pôr Comandante o Coronel Filipe de Sousa Carvalho, o qual toma a designação de Regimento de Dragões de Chaves em 1754 simultaneamente com a criação do Regimento de Cavalaria Ligeira de Bragança. Estes dois Regimentos são destacados em Abril de 1762 para o Ribatejo, o de Bragança designado pôr Regimento de Cavalaria de Trás-os-Montes c acantonado na Golegã e o de Chaves designado por Regimento de Dragões de Trás-os-Montes e acantonado em Santarém.
Por alvará de 24 de Fevereiro de 1764 passam a existir três Regimentos de Cavalaria na província de Trás-os-Montes: o Regimento de Cavalaria da cidade de Bragança cujo Comandante é o Coronel Duarte Smith, o Regimento de Cavalaria da praça de Chaves, sendo Comandante o Coronel D. Pedro Manuel de Vilhena e o Regimento de Cavalaria da cidade de Miranda comandado pelo Coronel Baltazar Jacome do Lago.
Com a organização do Exército de 1806 (Decreto de 19 de Maio) nova nomenclatura se opera, aparecendo pela primeira vez a numeração dos Regimentos: Regimento de Cavalaria N° 6 em Bragança, N° 9 em Chaves e N° 12 em Miranda. Em 1808, após a retirada de Junot, os Regimentos da Divisão Norte são reorganizados: Regimento de Cavalaria N° 6 no Porto, N° 9 em Braga e N° 12 em Chaves.

RC6
Já em clima de Guerra Civil no ano de 1829, na Ordem do Dia N° 58, D. Miguel ordena que dos contigentes dos extintos Regimentos de Cavalaria números 6, 9 e 12, que se tinham revoltado (a maioria dos militares em apoio dos liberais), se forme um Regimento denominado Regimento de Cavalaria de Chaves.
Em 28 de Fevereiro de 1834 D. Pedro reorganiza na cidade do Porto o Regimento de Cavalaria N° 6, que fora extinto por D. Miguel em 1829, integrando nele todos os militares apoiantes da sua causa, e que tinham abandonado os Regimentos de Cavalaria do Norte apoiantes dos absolutistas. Após a Convenção de Évora Monte são extintos os Regimentos apoiantes de D. Miguel, e o Regimento de Cavalaria N° 6, sob o comando do Coronel Simão da Costa Pessoa, em Março de 1835, passa a ocupar o quartel de Chaves onde permanece até 1927. Nesta data, por necessidade de contenção de despesas, o Regimento de Cavalaria N° 6 (Chaves) transforma-se no 3° Grupo de Esquadrões do Regimento de Cavalaria N° 9, Unidade sediada no Porto em consequência da organização do Exército de 1901. No ano anterior, em 1926, o RC 9 passa a ter em Braga um Esquadrão pela integração do pessoal, material e animal do Regimento de Cavalaria N° 11 que é extinto. Este RC 11 teve uma vida efémera, pois tinha sido formado em Braga em 1911 por decreto do Governo Provisório da República aproveitando o 4° Esquadrão do RC 6, o 4° Esquadrão do RC 9 e o 3° Esquadrão do RC 8, sendo extinto em 1926.

2
Em 1939 o Regimento de Cavalaria N° 9 toma o nome de Regimento de Cavalaria N.° 6 com sede no Porto e com o 4º Esquadrão destacado em Chaves.
Em 1956, o agora Regimento de Cavalaria N° 6, recolhe o seu 4° Esquadrão destacado em Chaves e passa a ter como destino a cidade de Guimarães para onde nunca viria a ser mudado.
Em 1975 o Regimento de Cavalaria N° 6 passa a ser designado pôr Regimento de Cavalaria do Porto (RCPORTO) e é criado o Destacamento de Espinho (RCPOE), sediado em Paramos, destinado à instrução de escolas de recrutas.
Em 1976 o Destacamento é transferido para as instalações da Carreira de Tiro de Espinho, em Silvalde, onde se mantém até ser extinto em 30 de Julho de 1979.
Nesse mesmo dia 30 de Julho de 1979 o Regimento é transferido para a cidade de Braga, instalando-se no Quartel do Areal do extinto Regimento de Infantaria 8, e passando a designar-se Regimento de Cavalaria de Braga.
Em 14 de Julho de 1993 voltou a designar-se por Regimento de Cavalaria N° 6, retomando o seu número de origem.

artigo em actualização

Regimento de Lanceiros nº 2

RL 2

ARMORIAL: JORGE GUERREIRO VICENTE
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Aprovação: Despacho s/nº do CEME de 27 de Janeiro de 2015
Publicação das Armas:
 Ordem do Exército nº 02/2015 (1ª série) de 28 de Fevereiro 2015 -pp. 46-48
ALTERAÇÕES: A 11 de Dezembro de 2008 foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Avis. Passa a ostentar a Cruz da Ordem Militar de Avis com que foi condecorada por Alvará (extrato) nº 5/2009 de 14 de Janeiro da Chancelaria das Ordens Honorificas Portuguesas, Presidência da República.
Publicado em Diário da República, (2.ª série) nº 19 de 28 de Janeiro de 2009, com título de Membro Honorário da Ordem Militar de Avis o Regimento de Lanceiros N.º 2

ARMAS:
ESCUDO: de ouro, duas lanças, com bandeiras de duas pontas, tudo de vermelho, passadas em aspa, brocante sobre o cruzamento uma caveira de negro com as cavidades orbitais e nasal e dentes de prata, tendo sotoposto duas tíbias passadas em aspa, também de negro
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
CORREIA: de vermelho, perfilada de ouro
PAQUIFE E VIROL: de ouro e de vermelho
TIMBRE: pescoço e cabeça de cavalo, de negro, animado e com narinas de vermelho
CONDECORAÇÃO: Sotoposta ao escudo a cruz da Ordem Militar de Avis
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir
“MORTE OU GLÓRIA”

SIMBOLOGIA:
AS LANÇAS: em cruz, sotopostas à caveira e às tíbias consubstanciam o paradigma de clara vitória da vida sobre a morte.
O OURO: do campo atribui a aura de glória ao herói, a sua própria transfiguração infinita e eterna.
-Constitui com o timbre uma sigla que expressa a perenidade da força do espírito sobre a matéria: o homem na sua harmoniosa união mística com o impetuoso cavalo.
O CAVALO: alude directamente a Lisboa cujo étimo advém, segundo Plínio o Velho de Aulissippo local de reunião de cavalos.
– Tal simbologia confere ao Regimento de Lanceiros de Lisboa um perfil que os seus cavaleiros,
os seus lanceiros traçaram, merecendo assim a legenda “MORTE OU GLÓRIA”, que é a sua divisa atual.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
O OURO: a fé, a nobreza, a força
A PRATA: o sentido da esperança
O VERMELHO: o valor, a vitória, a audácia, a grandeza de alma
O NEGRO: a firmeza, a virtude

ARMAS DO REGIMENTO DE LANCEIROS DE LISBOA
(Com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos )

Aprovação: “Portaria” de 11 de Agosto de 1980
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 09/1980 – (1ª série) pp. 659-661
NOTA: O 1º Volume do Armorial do Exército Português (1992-1996) Não menciona na descrição heráldica das Armas do RL 2 a Medalha de Ouro de Serviços Distintos que este ostenta por Direito Próprio. Medalha atribuída à Companhia de Policia Militar (CPM) 8247 em Angola: Publicado na Ordem do Exército nº 21/78 (2ª Série) de 01 de Novembro de 1978

RL 2

REGIMENTOS DE LANCEIROS nº 2

rl2

SÍNTESE:

O Regimento de Lanceiros de Lisboa (RLL), teve origem em 1884 no Regimento de Cavalaria nº 2 (RC 2-Lisboa) Em 1888, mudou de designação para Regimento nº 2 de Cavalaria do Príncipe Dom Carlos e em 1890 para Regimento de Cavalaria nº 2 Lanceiros D’El rei, em virtude de D. Carlos I ter subido ao trono em Dezembro de 1887. Voltou à designação de Regimento de Cavalaria 2 (RC 2) em 1899 Em 1948, passou a designar-se Regimento de Lanceiros nº 2 (RL 2) A 1 de Abril 1975, foi-lhe atribuída a designação de Regimento de Polícia Militar (RPM), na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974, o regimento vive uma fase de instabilidade, a que, tal como em outras ocasiões anteriores, não será alheia a sua localização geográfica, próximo dos centros de poder. Em 1976, regressa à designação de Regimento de Lanceiros de Lisboa (RLL)
O regresso à estabilidade, a partir de 25 de Novembro de 1975, permite que a 9 de Fevereiro de 1976 a especialidade de PM se passe a designar por Polícia do Exército (PE) Em 1993, na reorganização do Exército, a sua designação regressa à forma numérica tradicional, voltando a designar-se: Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2).

É Herdeiro das Tradições Militares da seguinte Unidade:

  • Regimento de Cavalaria nº 2 Lanceiros da Rainha, criado em 1833 em Lisboa e extinto em 1884

É Fiel depositário das tradições Militares das seguintes Unidades:

  • Regimento de Cavalaria nº 1 (RC 1) com origem no regimento de Cavalaria de Alcântara em 1717 Alcântara e extinto em 1834 em Lisboa
  • Regimento de Cavalaria nº 7 (RC 7), com origem no regimento de Cavalaria do Cais em 1715 em Lisboa
  • O RC 7, com origem no Regimento de Cavalaria nº 10 (RC 10) em 1834 em Vendas Novas – Aveiro e extinto em 1975 em Lisboa
  • Centro de Instrução de Polícia do Exército, criado em 1979 em Portalegre e extinto em 1985

Das Unidades antecessoras com Ligação a este Regimento destacam-se:

  • O Destacamento do regimento de Cavalaria de Alcântara e do regimento de Cavalaria do cais que fizeram parte das forças com que o Conde de Lippe interveio na campanha da “Guerra Fantástica” de 1762
  • O RC 2 que durante a 1º Guerra Mundial (1914-1918) mobilizou para França 1 Grupo de Esquadrões de Cavalaria
  • Desde 1954 até 1960, o RL 2 mobilizou para o Estado da Índia em Esquadrão de Reconhecimento
  • As Companhias de Polícia Militar que nas Campanhas do Ultramar (1971/74), desempenharam funções de relevo destacando-se a CPM nº 8247 em Angola
  • o RL 2 que durante a Guerra do Ultramar (1961-1974) Mobilizou para:
    – Angola: 21 Companhias de Polícia MIlitar e 19 Pelotões de Polícia Militar
    – Guiné: 7 Companhias de Polícia Militar e 6 pelotões de Polícia Militar
    – Moçambique: 20 Companhias de Polícia Militar
  • O RC 7 que na mesma ocasião mobilizou para:
    – Angola: 6 Batalhões de Cavalaria – 31 Companhias de Cavalaria e 2 pelotões de Reconhecimento
    – Guiné: 4 Batalhões de Cavalaria – 22 Companhias de Cavalaria – 4 Esquadrões de reconhecimento e 5 Pelotões de Reconhecimento.

CONDECORAÇÕES:
Por Herança:
– Atribuída ao Regimento de Cavalaria 6 em Espanha, 1853/1837 – Oficio da Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra de 28 Junho de 1837, OE n.º 38 de 06 de Julho de 1837.

Por Direito Próprio:
– Medalha de Ouro de Serviços Distintos com Palma,concedida à Companhia de Policia Militar (CPM) 8247 em Angola (1961-1974) In: OE n.º 21, 2ª Série de 01NOV1978.

– Ordem Militar de Avis a 06 Fevereiro 2009

LEGENDAS:
Por Citações, Louvores ou Condecorações têm atribuídas as seguintes Legendas:

Direito Próprio:
– Angola – (1961-1974) – (CPM nº 8247)

Herança:
– Espanha – (1835-1837) – (RC 2 Lanceiros da Rainha)

RL 2

A Parada do Regimento de Lanceiros nº 2 (na Calçada da Ajuda)

O regresso à estabilidade, a partir de 25 de Novembro de 1975, permite que a 9 de Fevereiro de 1976 a especialidade de PM se passe a designar por Polícia do Exército (PE) Em 1993, na reorganização do Exército, a sua designação regressa à forma numérica tradicional, voltando a designar-se: Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2).

CRONOLOGIA: 

rl207 de Fevereiro de 1833 – O Regimento de Lanceiros da Rainha constitui-se como Unidade através do Decreto-Lei de 31 Janeiro de 1833 em OE de 07 Fevereiro de 1883

18 de Julho de 1834 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. Reorganização após o final da Guerra Civil, Decreto-Lei de 18JUL1834 e OD n.º 236 de 11AGO1834.

04 de Julho de 1837 – Regimento de Cavalaria 2, Santarém (eventual). Reorganização do Exército criando oito Regimentos de Cavalaria, quatro de Lanceiros e quatro de Caçadores a cavalo.

26 de Novembro de 1844 – Regimento de Cavalaria 2 – Lanceiros da Rainha, Ajuda – Lisboa. Decreto-Lei de 26NOV1844 e OE n.º 51 de 02DEC1844.

30 de Setembro de 1884 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. O Regimento é dissolvido devido a actos de insubordinação em 22 de Setembro, OE n.º 16 de 27SET1884.

01 de Outubro de 1884 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. É de novo criado um Regimento de Cavalaria que vai receber o N.º 2, as mesmas armas e as mesmas instalações, Decreto de 30SET1884 e OE n.º 17 de 01OUT1884. Em 1888, D. Luís I ordenou que o Regimento passasse a designar-se por Regimento de Cavalaria 2 do Príncipe D. Carlos, em homenagem ao príncipe herdeiro, facto este que, com a subida daquele ao trono, levou a que dois anos mais tarde se alterasse de novo a designação para Regimento de Cavalaria 2 – Lanceiros D’ El Rei. O despertar colonial nos finais do século XIX e as ameaças às nossas colónias, obrigaram ao envio de forças do Regimento em expedições à Índia em 1896 e a Moçambique em 1901.

RL 2

31 de Outubro de 1888 – Regimento de Cavalaria 2 do Príncipe D. Carlos, Ajuda – Lisboa. Decreto-Lei de 31OUT1888 e OE n.º 26 de 03NOV1888.

05 de Março de 1890 – Regimento de Cavalaria 2, Lanceiros D’El-Rei, Ajuda – Lisboa. A subida ao trono de D. Carlos levou à alteração da sua designação, Decreto 05MAR1890 e OE n.º 11 de 08MAR1890 Com a implantação da República em 1910, apesar de ser então considerado o Regimento mais aristocrático do País, e de durante a Revolução se ter batido ao lado das forças monárquicas, a Unidade não foi extinta, tendo apenas voltado à designação de Regimento de Cavalaria 2, com a reforma do Exército de 1911.

04/05 de Outubro de 1910 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. O Regimento coloca-se ao lado das forças leais à monarquia, combatendo com as forças de Paiva Couceiro os republicanos O eclodir da I Guerra Mundial e a posterior entrada de Portugal no conflito, mobilizou um grupo de Esquadrões deste Regimento que viriam a integrar o corpo expedicionário enviado à Flandres. O Ministro da Guerra louvou a força “pela forma correcta e reveladora do notável zelo com que se apresentaram”. A imposição das circunstâncias do teatro de operações, obrigou à renúncia do tradicional emprego com sub unidades montadas, o que não impediu que na Guerra de Trincheiras, os homens deste Regimento brilhassem uma vez mais.

rl217 de Janeiro de 1917 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. Embarque para França das forças incorporadas no CEP (dois Esquadrões). Durante a década de quarenta, com a dotação de novos equipamentos motorizados, o Regimento evolui no sentido de se constituir como Unidade Blindada de Reconhecimento, equipando-se inicialmente com a Auto-Metralhadora Humber , e já na década de cinquenta, com carros de combate ligeiros M5Stuart .

1943 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. O Regimento é dotado com a Auto-Metralhadora Humber e com Carros de Combate Valentine .

1945 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. Em 1948 o Regimento readquire o direito de ter na sua denominação oficial a menção da sua arma tradicional, passando a intitular-se Regimento de Lanceiros 2. É retomada a designação de Lanceiros, Despacho de 14AGO1948 e OE n.º 5 de 03AGO1948 – 1ª Série.

Com a criação da Polícia Militar (PM) em 1953, sendo a sua missão atribuída ao Regimento, cumulativamente com as tradicionais da arma, iniciou-se por essa altura, com a constituição de uma Companhia de Polícia Militar (CPM), um serviço que se estende até aos nossos dias, e que gradualmente foi vinculando o Regimento à específica missão da PM. Neste âmbito, durante as campanhas do Ultramar de 1961 a 1975, sessenta e sete CPM e cinquenta e quatro Pelotões de PM, num total de cerca de oito mil homens foram mobilizados para as diferentes Províncias Ultramarinas, muito contribuindo para os êxitos alcançados pelo Exército Português, prestando inegáveis e prestigiosos serviços que honraram as tradições do Regimento. Disso são testemunho os seus mortos e feridos em campanha, as referências elogiosas, os vários louvores e a condecoração da CPM 8247 com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos com Palma.

Na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974, o regimento vive uma fase de instabilidade, a que, tal como em outras ocasiões anteriores, não será alheia a sua localização geográfica, próximo dos centros de poder. A sua designação, inclusivamente, volta a ser alterada em 1 de Abril de 1975 para Regimento de PM.

1993 – Na reorganização do Exército, a sua designação regressa à forma numérica tradicional, voltando a ser o Regimento de Lanceiros N.º 2.

2008 – A 11 de Dezembro o Regimento de Lanceiro nº 2 é feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Avis

2012 – O Regimento de Lanceiros n°2 apronta e projecta uma Companhia de Force Protection, integrando forças do Corpo de Fuzileiros e de Polícia do Exército, com destino ao Teatro de Operações do Afeganistão, sendo responsável pela segurança e controlo de acessos ao Aeroporto de Kabul.
no âmbito dos compromissos assumidos internacionalmente, o regimento apronta uma Companhia de Polícia Militar (Military Police Company, abreviado MP Coy), para se constituir como NATO Response Force no período de stand-by de 2013, a MP Coy/NRF 2013.

2015 – O Regimento de Lanceiros 2 é transferido do Quartel da Calçada da Ajuda para o Quartel da Amadora ocupando as Instalações da extinta Unidade de Apoio da Área Militar Amadora Sintra

RL 2

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RL 2

REGIMENTO DE LANCEIROS 2 Porta Código de Honra do GPE Década de 80

Regimento de Lanceiros 2 – Porta Código de Honra do GPE (Anos 80)

Land Rover PM modelo de 1970,recuperado pelo Comando e a Secção de Manutenção do RL2.Apresentado no Dia da Unidade em 2010

Land Rover PM modelo de 1970,recuperado pelo Comando e a Secção de Manutenção do RL2.Apresentado no Dia da Unidade em 2010

Regimento de Lanceiros nº2 Ao centro Principe D.Luis Filipe como Porta Estandarte do Regimento e respectiva Escolta.

Regimento de Lanceiros nº 2 Ao centro Príncipe D. Luís Filipe como Porta Estandarte do Regimento e respectiva Escolta.

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COMEMORAÇÃO DO 181º ANIVERSÁRIO DO RL 2 – (2014)
(Fotografia: Carlos Vilas)

RL2

COMEMORAÇÃO DO 181º ANIVERSÁRIO DO RL 2 – (2014)
(Fotografias de: José Manuel Amado Santos)
Clique nas fotos para uma melhor visualização

rl2

ASSOCIAÇÃO DE LANCEIROS
001

É uma Associação sem fins lucrativos, que foi constituída por um grupo de Antigos Oficiais em 20 de Setembro de 1994 sob a denominação de Associação de Antigos Oficiais de Lanceiros (AAOL), passando a designar-se por Associação de Lanceiros (AL), em 10 de Março de 2010, englobando todas as classes, Oficiais, Sargentos e Praças).

associação de lanceiros

Temos como objectivos fomentar o convívio e reforçar os laços de camaradagem e solidariedade entre os Associados, Lanceiros que prestaram ou prestam serviço no Regimento de Lanceiros nº2, no Centro de Instrução de Polícia do Exército (CIPE) e no Exército Português ou que se encontrem destacados, em vários teatros de operações ou missões oficiais (incluindo as de paz), tanto em território nacional, como no estrangeiro. Estabelecer adequada comunicação, entre os nossos  associados, através da publicação de revistas e outras de cariz militar, promover encontros regulares e diversificados, aí se incluindo também a prática desportiva com outras Unidades Militares, reforçar os laços de camaradagem e de solidariedade, celebrar as efemérides da história do Regimento de Lanceiros 2, incluindo as relativas à Arma de Cavalaria da qual a maioria dos Associados é oriunda e à qual pertence, e também às do Exército a nível nacional, ramo das Forças Armadas em que se integra a Unidade, manter vivo, na sociedade portuguesa, o culto e o respeito pela prática e seus valores militares, como expressão mais elevada dos próprios deveres cívicos, contribuindo para a existência de um salutar clima de confiança, amizade, compreensão, abertura e de mútuo entendimento entre o País, a Sociedade civil e as suas Forças Armadas, promover e participar em acções e parcerias de interesse social, sem qualquer objectivo financeiro e/ou contrapartida material para a Associação, mas de forma a apoiar, em cada momento e desinteressadamente, os mais carenciados e desfavorecidos (militares ou civis) em conformidade com as disponibilidades materiais da Associação e pelos meios mais convenientes e adequados aos critérios de contribuição e de distribuição definidos pela Direcção Nacional quanto à sua selecção e atribuição.

Informação e Fotografia: Associação de Lanceiros
Site Oficial: http://alanceiros.wix.com/associacaolanceiros
Página no Oficial no Facebook

MURAL DA MEMÓRIA NO QUARTEL DA AMADORA

MONUMENTOS DO RL 2

RL 2
9/11/2015 – Foto: (Associação de Lanceiros) Imagem do início da montagem das placas memoriais no Monumento aos Mortos pela Pátria, o qual foi construído de raiz nas novas instalações do Regimento de Lanceiros Nº. 2 na Amadora. Na outra foto, pormenor da identificação do limite das instalações na antiga estrada militar, entre a Amadora e Queluz

O QUARTEL NA AMADORA

2016

19 de Fevereiro 2016

Comemorações do 183º aniversário do RL 2, e pela primeira vez no Quartel da Amadora
Cerimónia Militar foi presidida pelo Exmo. Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo.
Do programa das Comemorações, constaram uma Guarda de Honra à Alta Entidade (AE) que presidiu à cerimónia, a Homenagem aos Mortos pela Pátria, inauguração do “Mural da Memória”, leitura do Código de Honra do Lanceiro, alocuções alusivas ao Dia da Unidade, proferidas pelo Exmo. Comandante do RL2 e pelo Exmo. Chefe do Estado-Maior do Exército e da imposição de condecorações. A Cerimónia Militar terminou com o desfile das forças em parada em continência à AE, um desfile histórico e uma demonstração de capacidades do Grupo de Polícia do Exército. Após a cerimónia militar, decorreu a abertura da Coleção Visitável “Os Lanceiros Portugueses” e as entidades presentes foram convidadas para um almoço convívio onde se fomentou a sã camaradagem e a convivência entre os Lanceiros de diversas gerações e de todos os convidados. Para encerrar as cerimónias, foi clamado de forma fervorosa o “Grito do Lanceiro”
Clique nas fotos para uma melhor visualização

25 de Abril 2016

Os Lanceiros na Homenagem ao Tenente Coronel Salgueiro Maia em Santarém

RL2

LINKS ÚTEIS:

 

ÚLTIMA ACTUALIZAÇÃO:
13 de Maio de 2016

Escola Prática de Cavalaria

EPC

ARMORIAL: JOSÉ DE CAMPOS E SOUSA
ILUMINURA: XXX
Aprovação: “Portaria” 3 de Fevereiro de 1972
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 02/1972 (1ª Série) –  pp. 50-51
ARMAS:
Escudo: de vermelho : Com duas espadas antigas de oiro passadas em aspa, encimadas por um livro de oiro, acompanhadas à dextra e à sinistra por duas moletas de oiro, raios do mesmo e em ponta por um elefante armado de oiro, encilhado de vermelho.
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
Correia de vermelho perfilada de oiro.
Paquife e virol de vermelho e de oiro.
Timbre: Um cavalo brincão espantado de vermelho, animado de prata.
Condecoração: Circundado o escudo o Colar de Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor Lealdade e Mérito.

Divisa: Sotoposto ao escudo, em letras negras, maiúsculas, de estilo elzevir:
“MENS AGITAT MOLEM”.
Grito de Guerra: Num listel branco, ondulado, sobreposto ao timbre, em letras negras, maiúsculas, de estilo elzevir:
“AO GALOPE…À CARGA!”.

SIMBOLOGIA:
ESPADAS – Antigas simbolizam a Cavalaria.
LIVRO – Aberto simboliza o carácter didáctico da Escola
MOLETAS – Simbolizam as rosetas das esporas dos cavaleiros, indispensáveis à arte de bem cavalgar.
ELEFANTE – Armado simboliza as características essenciais de Cavalaria: potência de posição e de deslocamento.
CAVALO – Simboliza o hipismo
A divisa e o grito de guerra são os tradicionais da arma de cavalaria. A divisa”MENS AGITAT MOLEM” (o espírito comanda a massa). O seu grito de guerra é tradicional da Arma de Cavalaria: Ao Galope, Ao Galope, Ao Galope! À Carga!
SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
OIRO – Fé e Nobreza
PRATA – Riqueza e Eloquência
VERMELHO – Ardor bélico e Força

ESCOLA PRÁTICA DE CAVALARIA
*
A Escola Prática de Cavalaria (EPC), foi criada em 1890 em Vila Viçosa.

Foi transferida em 1902 para Torres Novas

Em 1911, passou a designar-se Escola de Equitação

Em 1925, mudou de designação para Escola de Aplicação de Cavalaria e em 1926, volta a designar-se por Escola Prática de Cavalaria.

Em 1955 é transferida para Santarém para as antigas instalações, ocupadas pelo Regimento de Artilharia 6 e pelo regimento de Cavalaria 4. A transferência ficou concluída a 15 de Março de 1957.

Em 2006 a EPC, é transferida para Abrantes, ocupando as instalações do extinto Regimento de Infantaria 2

Em 2013 é desactivada, com efeitos imediatos desde 1 de Outubro do mesmo ano por Despacho de S.Exa o Ministro da Defesa Nacional, de 03 de Julho de 2013

epc
Escola Prática de Cavalaria Vila Viçosa
( 1890-1902)
Convento de Santo Agostinho
Escola Prática de Cavalaria - TorresNovas  ( 1902-1955) Fotografia: Postal de autor desconhecido
Escola Prática de Cavalaria – TorresNovas
( 1902-1955)
Fotografia: Postal de autor desconhecido
Escola Prática de Cavalaria - Santarém (1955-2006)
Escola Prática de Cavalaria – Santarém (1955-2006)
Escola Prática de Cavalaria - Abrantes (1955-2006)
Escola Prática de Cavalaria – Abrantes
(2006-2014)
A EPC é herdeira das tradições militares das seguintes Unidades:
– Depósito Geral de Cavalaria criado em 1834 em Lisboa e extinto em 1869 em Torres Novas
– Ramo de cavalaria da Escola Prática de Infantaria e cavalaria, criado em 1887 e extinto em 1890 em Mafra
.
A EPC é fiel depositária das tradições militares dos regimentos de cavalaria fiéis ao Rei D. Miguel I e extintos em 1834 pela convenção de Évora-Monte:
– Regimento de Cavalaria nº 6 (RC 6) com origem no regimento de Cavalaria de Chaves – 1829 em Chaves e extinto em 1834
– Regimento de Cavalaria nº 12 (RC 12) criado em 1834 em Bragança e extinto no mesmo ano.
– Regimento de Cavalaria  nº 9 (RC 9) criado em 1834 Miranda do Corvo e extinto em 1834
– Regimento de Cavalaria nº 10 (RC 10) criado em 1833 em Salvaterra e extinto em 1834
– Regimento de Cavalaria nº 11 (RC 11) criado em 1834 em Almeida e extinto em 1834
.
É ainda fiel depositária das tradições militares das seguintes unidades:
– Regimento de Cavalaria nº 5 (RC 5) com origem no RC 8 1837 em Almeida e extinto em 1967 em Aveiro
– Escola Normal para o Ensino de Ordenança de Cavalaria, criada em 1841 em Évora e extinta em 1841
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A EPC durante a Guerra do ultramar (1961-1974), mobilizou para Angola uma Companhia de Cavalaria.
.
Das Unidades antecessoras com ligação a esta Escola, destacaram-se:
– A Escola de Equitação, que durante a 1ª Guerra Mundial mobilizou um destacamento para França
– O RC 5, que desde 1954 até 1960, mobilizou para o Estado da Índia um Esquadrão de Reconhecimento.
.
CONDECORAÇÕES:
A EPC possui por direito próprio as seguintes condecorações:
– Membro Honorário da ordem Militar da Torre e espada, do Valor, Lealdade e Mérito, concedida em 1985
– Membro Honorário da Ordem Militar de Cristo, concedida em 1966
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Fotografia de: Alfredo Cunha http://olhares.sapo.pt/alfredocunha/
Fotografia de: Alfredo Cunha
http://olhares.sapo.pt/alfredocunha/
O nome de Salgueiro Maia, ficará para sempre ligado à Escola Prática de Cavalaria.
Coube à EPC na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, marchar sobre Lisboa e ocupar o Terreiro do Paço e, posteriormente, cercar o Quartel do Carmo para obrigar o Chefe do Governo a render-se. Composta por 2 esquadrões, um de atiradores auto-transportados e outra de auto-metralhadoras, esta força era comandada pelo então Capitão Salgueiro Maia.
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ANTECEDENTES:
(Via Exército)
Mouzinho de Albuquerque Fotografia oferecida a Henrique Paiva Couceiro
Mouzinho de Albuquerque
Fotografia oferecida a Henrique Paiva Couceiro

Sediada inicialmente em Vila Viçosa, a EPC vive nos seus primeiros anos um período simultaneamente agitado e complexo. Agitado, porque corresponde à participação da Cavalaria em vitórias militares decisivas para o estabelecimento da soberania portuguesa em África, nomeadamente em Moçambique com a actuação de Joaquim Mouzinho de Albuquerque.

Complexo, porque quer a nível Nacional quer a nível Internacional a conjuntura política, económica e cultural das últimas décadas da Monarquia foi extremamente perturbada. Quanto à EPC, depois de um período de 12 anos de instalação é deslocada em 30 de Janeiro de 1902 para Torres Novas. Aproximava-se assim dos grandes centros de decisão e dos eixos mais importantes, daí o seu papel também passar a ser mais relevante. A nova situação criada pelo 5 de Outubro de 1910 veio trazer, além da substituição de chefias, novas reformas ao Exército e à EPC, em particular. Em 24 de Dezembro de 1911 a Escola muda de nome para Escola de Equitação, com a natural restrição de funções que tal mudança deixa supor. A designação da Escola, como Escola de Equitação, não correspondia à verdadeira função da Unidade que formava em Torres Novas os cavaleiros da arma. A realidade impõe-se e a Escola passa a chamar-se Escola de Aplicação de Cavalaria. Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, a ainda Escola de Aplicação de Cavalaria é sujeita a novas reformas, volta então ainda em Torres Novas a designar-se por Escola Prática de Cavalaria. Assim, como grande novidade, surge a ideia da criação de um Centro de Instrução de Auto-Metralhadoras que, no entanto, do material necessário. Apesar de Portugal ter adquirido os seus primeiros meios blindados em França (1926) e Inglaterra (1928), não foram atribuídos à Escola. Para se manter actualizada do ponto de vista técnico e táctico, da simulação de situações e de meios, com auxiliares desta situação, a responsabilidade pela instrução prática da Arma levava a que, a iniciativa dos seus militares, fizesse da Escola de Torres Novas um núcleo activo e actual. A cavalaria continuava voltada para o emprego do cavalo, mas a 2ª Guerra Mundial iria demonstrar definitivamente que a velocidade, potência e segurança que caracterizavam as Unidades de cavalaria estavam dependentes de meios mecanizados e blindados.

otografia: José Carreira, 1º Sargento da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas espólio de seu neto: http://recuemos.blogspot.pt/2006/09/escola-prtica-de-cavalaria.html
otografia: José Carreira, 1º Sargento da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas
espólio de seu neto:
http://recuemos.blogspot.pt/2006/09/escola-prtica-de-cavalaria.html

O ano de 1943 foi aquele em que, já presentes os ensinamentos fornecidos pelo conflito mundial e feita a opção Portuguesa a favor dos Aliados, a EPC recebeu o seu primeiro material mecanizado. Equipam-se então pelotões com motos, viaturas “Bren”, camiões, canhões anti-carro e metralhadoras anti-aéreas. Com a constituição no ano seguinte de um esquadrão blindado com base em auto – metralhadoras “Humber”, a EPC passa a ocupar instalações no Entroncamento. O fornecimento destes materiais obrigou alterar significativamente as instalações e dependências de Torres Novas, bem como a preparação técnica e táctica dos quadros da Arma. Com a vinda em 1952 para Portugal de carros de combate M47, passou a EPC a ter o papel, não de apenas receber estes carros, mas também de dirigir a instrução no recém criado Centro de Instrução de Blindados, após a sua transferência do Regimento de Cavalaria 7, em Lisboa, para Santa Margarida. A 2ª Guerra Mundial e o pós-guerra alteraram significativamente o enquadramento diplomático e os compromissos militares Portugueses.

1971 - Pelotão de Instrução Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 – Pelotão de Instrução
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
EPC - 1971 - Carro de Combate M47 Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
EPC – 1971 – Carro de Combate M47
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 - Auto Metralhadora Humber Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 – Auto Metralhadora Humber
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 - Engenho de Transporte de Tropas, ETT Panhard Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 – Engenho de Transporte de Tropas, ETT Panhard
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
Parada Chaimite EPC
Parada Chaimite
EPC

Criada a OTAN, Portugal passa a integrar um bloco estratégico que lhe impõe uma determinada operacionalidade a nível militar. É criada a Divisão Nun´Álvares e, posteriormente, a 1ª Brigada Mista Independente. A transferência da EPC de Torres Novas para Santarém inicia-se em 01JAN1955 com a deslocação de um Destacamento, este mesmo destinou-se não só a manter segurança, como a preparar as instalações para a transferência que ficou concluída em 15MAR1957, ocupando assim as antigas instalações do Regimento de Cavalaria 4 e as do Regimento de Artilharia 6, vem marcar um ponto alto na transferência da instrução da cavalaria Portuguesa.

1971 - Desfile no Dia da Cavalaria Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 – Desfile no Dia da Cavalaria
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
http://ultramar.terraweb.biz/index.htm

As características da EPC entre 1961 e 1974 vão ser afectadas pelas novas necessidades que a guerra em África criou. A organização de forças para actuação em Angola, Guiné, e Moçambique foi condicionada pelas disponibilidades financeiras e de política internacional, de que resultou dificuldade na aquisição de meios no estrangeiro, donde ter havido uma preponderância do factor humano. O esforço desenvolvido pela Escola foi então o de fornecer grandes contingentes aos Regimentos de Cavalaria de todo o país. Este é o período durante o qual maior número de jovens passa pela Escola de Cavalaria. O arrastar da guerra, com o esforço social que acarretava, e a agudização das tensões sociais e políticas portuguesas levou, no início da década de 70, a que sectores das Forças Armadas manifestassem a sua preocupação por tal situação.

Fotografia: http://macores.forumativo.com/t140-25-de-abril-chaimit
Fotografia:
http://macores.forumativo.com/t140-25-de-abril-chaimit

Era convicção desses sectores que seria necessário pôr fim ao esforço da guerra, instaurar uma democracia e reabilitar o prestígio internacional. Nesse processo a EPC teve um papel relevante. Pela sua força em meios blindados coube à EPC na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, marchar sobre Lisboa e ocupar o Terreiro do Paço e, posteriormente, cercar o Quartel do Carmo para obrigar o Chefe do Governo a render-se. Composta por 2 esquadrões, um de atiradores auto-transportados e outra de auto-metralhadoras, esta força era comandada pelo então Capitão Salgueiro Maia. Desde essa data a missão da Cavalaria tem sido a de recuperar o seu papel específico no contexto das Forças Armadas. Com excepção das VBL “Chaimite” introduzidas em 1967, todo o material blindado foi renovado: 1977 – Chegaram os primeiros carros de combate M48A5; 1979 – Chegaram as viaturas blindadas “Ferret”. Já na década de 80, chegaram VBTP M113, as M106 e as Auto-Metralhadoras ligeiras “Saladine”. A colaboração entre a EPC e o Regimento de Cavalaria de Santa Margarida permitiu que, mesmo sem esse material, a EPC realizasse a instrução dos quadros necessários à Cavalaria portuguesa. Em 1990 a EPC recebeu duas AM V-150 “Cadillac Gage”, substituindo as AM “Saladine” existentes no Esquadrão de Reconhecimento. Em 1991 foram substituídas as VBRec “Ferret” pelas VBRec M11 “Panhard”, também existentes no ERec. Em 2006 a EPC é deslocada de Santarém para Abrantes e em 2007 recebe novo equipamento nomeadamente as VBR PANDUR que vieram substituir as VBL “Chaimite”.

EPC

EPC | Santarém
EPC | Santarém
Juramento de Bandeira - 2008 Abrantes Fotografia cedida por: Henrique Francisco
Juramento de Bandeira – 2008 Abrantes
Fotografia cedida por: Henrique Francisco
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ABANDONADOS: SIC (Maio 2015)

No 41º aniversário da Revolução, o Abandonados visitou o local de onde saiu o 25 de abril.
A Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, foi um antigo quartel do exército e berço do dia da liberdade em Portugal . Está abandonada desde 2006.

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Regimento de Cavalaria 3

RC3

REGIMENTO DE CAVALARIA DE ESTREMOZ
Armorial: Jorge Guerreiro Vicente

Publicação das Armas: “Portaria”, 1980, Dezembro, 3 in OE, 1981, 1.ª série, n.º 4, pp. 181-183.

ARMAS:
ESCUDO: De azul, dois dragões adossados de prata, lampassados, sacados e armados de vermelho, segurando nas garras dianteiras dextra e sinistra, respectivamente uma espada antiga de prata, ponta embutida de prata com alerião invertido de negro.
ELMO: Militar de prata, forrado de vermelho a três quartos para a dextra.
CORREIA: De vermelho perfilada de oiro.
PAQUIFE E VIROL: De azul e de prata.
TIMBRE: Uma cruz florenciada de verde, entre duas asas de dragão de prata armadas de vermelho.
CONDECORAÇÕES: Pendente do escudo a medalha de Prata de Valor Militar.
DIVISA:  Num listel de branco, ondulado sotoposto ao escudo, em letras negras maiúsculas, de estilo elzevir:
“CONDUTA BRILHANTE NA GUERRA”.
SIMBOLOGIA E ALUSÃO DAS PEÇAS:
Os DRAGÕES, adossados em sinal de unidade e camaradagem, aludem ao calor e ímpeto com que os corpos de cavalaria, espadas nuas, se lançavam sobre as posições inimigas em cargas de epopeia.
O ALEIRIÃO – águia despojada de bico e de garras – em queda, recorda as “águias” napoleónicas que tropas do Regimento obrigaram a morder o chão, vergadas na derrota.
As ASAS de dragão do timbre definem a Arma da Unidade, enquanto a CRUZ DE AVIS, localizando-a regionalmente, perpetua a velha Cavalaria de ALÉM-TEJO.
A PRATA simboliza a humildade com que a firmeza – O NEGRO – e a bravura – O VERMELHO – firmavam a esperança – O VERDE – de vitória, que ao longo da história cimentaram a fama – O AZUL – da sua brilhante actuação na guerra.OS ESMALTES SIGNIFICAM
A Prata: Humildade.
O Vermelho: Bravura.
O Azul: Fama.
O Verde: Esperança.
O Negro: Firmeza.

REGIMENTO DE CAVALARIA DE ESTREMOZ

rc 3

RC3O Regimento de Cavalaria de Estremoz (RCE) teve origem em 1762, no Regimento de Cavalaria Ligeira de Castelo Branco. Três anos mais tarde o Regimento foi transferido para Torres Novas. Em 1767, foi transferido para Penamacor, e em 1788, para Santarém, onde mudou de designação para Regimento de Cavalaria de Santarém.
Recebeu a designação de Regimento de Cavalaria nº 10 (RC 10) em 1806 e em 1814, transferiu-se para Torres Novas para, dois anos mais tarde voltar à cidade escalabitana. Em 1834, mudou novamente de designação para Regimento de Cavalaria nº 3 (RC 3); em 1835 foi transferido para Castelo Branco e em 1840, para Elvas, data que marcou a sua passagem definitiva para o Alentejo.
Assim em 1863 foi transferido para Vila Viçosa e em 1896 para Estremoz. Em 1901, mudou a sua designação para Regimento nº 3 de Cavalaria do Rei Eduardo VII de Inglaterra, designação devida à visita que o monarca britânico realizou ao nosso país. Em 1911, voltou a designar-se RC.
O Regimento toma parte activa no 25 de Abril de 1974 e no 25 de Novembro de 1975. Com a extinção do Regimento de Lanceiros Nº1 de Elvas e o Regimento de Cavalaria Nº 8 de Castelo Branco, em Abril de 1975, o Regimento de Cavalaria Nº 3 herda as tradições e património dos Regimentos extintos. Em 1 de Abril de 1975 passa a designar-se Regimento de Cavalaria de Estremoz.

Fotografia: http://100diasdebicicletaemportugal.blogspot.pt/2010/06/dia-27-estremoz.html
Fotografia:
http://100diasdebicicletaemportugal.blogspot.pt/2010/06/dia-27-estremoz.html

O RCE integra as tradições militares das seguintes unidades:
– Regimento de Cavalaria nº 5 (RC 5), criado em 1834 em Évora e integrado em 1939
– RC 10, criado em 1901 em Vila Viçosa e integrado em 1927

o RCE é herdeiro das tradições Militares do RC3, com origem no Regimento de Dragões de Santarém – 1738 em Santarém e extinto em 1834 em Elvas.

É fiel depositáriondas tradições militares das Seguintes Unidades:
– Regimento de Cavalaria nº 2 (RC 2), com origem no Regimento de Cavalaria de Moura -1754 em Moura, extinto em 1834 em Vila Viçosa
– Regimento de Cavalaria nº 8 (RC 8), com origem no Regimento de Cavalaria de Elvas – 1754 em Elvas, extinto em 1834 em Campo Maior.
– RC 5, com origem no Regimento de Dragões de Évora – 1736 em Évora extinto em 1834.
– Regimento de Lanceiros nº 1 (RL 1), com origem no regimento de Cavalaria nº 1 – 1834 em Lisboa, extinto em 1975 em Elvas.

Das unidades antecessoras com ligação a este Regimento, destacaram-se:
– O Regimento de Cavalaria Ligeira de Castelo Branco, que participou na Campanha de 1762 conjuntamente com o RC Moura, o RC Elvas eo Regimento de Dragões de Évora, sob o comando do Marechal-General do Exército Português o Conde Guilherme de Schaumburg-Lippe.
– Os RC 3, RC 5 e RC 8, que constituindo uma brigada, participaram em 1810, na batalha de Fuentes de Campos, durante a 3ª Invasão francesa a Portugal
Em 1993, com a ultima reorganização do Exército, ao RC3 é atríbuida com encargo o ERec/BAI.
Em 15 de Setembro de 1998, por ocasião das comemorações do 291º Aniversário do Regimento de Cavalaria Nº 3, o Estandarte do Regimento é condecorado com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
Em Agosto de 1999 o Esquadrão de Reconhecimento (ERec) integra o Agrupamento Bravo/BAI em missão no Kosovo e com regresso em Fevereiro de 2000.

Fotografia: http://rc3operacionais.blogspot.pt/search?updated-min=2010-01-01T00:00:00Z&updated-max=2011-01-01T00:00:00Z&max-results=50
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Guarda de Honra com o Marechal Spínola a presidir às cerimónias
Guarda de Honra com o Marechal Spínola a presidir às cerimónias
306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3 Fotografia: Digital Point https://www.facebook.com/digitalpointpt
306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3
Fotografia: Digital Point
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Mural em Azulejo, exposto na porta de Armas do Regimento de Cavalaria de Estremoz
Mural em Azulejo, exposto na porta de Armas do Regimento de Cavalaria de Estremoz
306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3 Fotografia: Digital Point https://www.facebook.com/digitalpointpt
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Direcção da Arma de Cavalaria

DIRECÇÃO DA ARMA CAVALARIA

ARMORIAL: JORGE GUERREIRO VICENTE
ILUMINURA: XXX
Aprovação: “Portaria” de 10 de fevereiro de 1982
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 04/82 (1ª série) – pp. 197-199

ARMAS:
ESCUDO de ouro, uma banda de vermelho.
ELMO militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
CORREIA de vermelho perfilada de ouro.
PAQUIFE E VIROL de ouro e de vermelho.
TIMBRE: uma aspa de vermelho carregada de uma moleta de ouro.
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir: “MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS”
GRITO DE GUERRA: num listel de prata, ondulado, sobreposto ao timbre, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir: “À CARGA!”

SIMBOLOGIA:
O ESCUDO: Simboliza o peito do cavaleiro realçado pela Boldrié
A BANDA: donde pende a espada que só desembainha em defesa dos ideais do seu código de honra – lealdade, generosidade, desprezo pela morte – pronto a, num momento de grandeza, tudo arriscar pelo intrínseco cumprimento do dever ou porque simplesmente lhe praz a beleza ou a temeridade de um gesto;
– Em adusto campo de batalha ou em engalanado terreiro de liça, o mesmo anseio: enristando a lança, honrar o juramento, em frémitos de júbilo prestado, de combater pela justiça e pela fé na defesa dos fracos e das mulheres;
– Sabre em punho, “À Carga!” o cavaleiro arranca e “numa galopada desenfreada através de uma saraivada de balas, vai completar com a carga e derrota do inimigo”:
Foi ao grito de guerra da Arma que a Cavalaria tantas vezes investiu, indómita e acutilante para se cobrir de lendária glória em:
– Fuentes de Cantos – “raríssimas vezes acontece haver na guerra uma conduta mais brilhante”;
– Armiñon – “arrancou por meio da mais brilhante carga a vitória que o o inimigo se ufanava ter alcançado”
– Macontene – “Cessar fogo! Cavalaria para a frente!”
– Mufilo – “Todo o quadrado os recebe com palmas e hurras”
– Môngua – “a Cavalaria é recebida entusiasticamente com a Portuguesa… enquanto os Landins entoam, com igual espontaneidade, o seu cântico de guerra”;
– São, entre outras, estas “páginas brilhantes” que justificam Mouzinho – Patrono da arma a quem o TIMBRE alude – ter podido com verdade dizer: “por isso nós também MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS; é esse o nosso maior orgulho”;
– Caçador ou dragão, lanceiro ou blindado, hoje como antanho, o cavaleiro aguarda impaciente o momento de saltar para a sela e, sabre em punho, mostrar ser digno das tradições da Arma, e ao continuar sua saga imortal, fazer jus a enfileirar na plêiade rutilante dos centauros de epopeia.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
OURO: A imortalidade da Fé e a constância e fidelidade aos ideais da Arma;
VERMELHO: A  bravura e a glória em campos de batalha, tantas vezes à custa de sangue generosamente derramado.

A ARMA DE CAVALARIA
(Pelo Armorial do Exército Português)

A Cavalaria Portuguesa é depositária das mais altas e nobres tradições do nosso país, continuando ainda a ensinar ao jovem aspirante a Cavaleiro o seu dever de honra em ser o primeiro a dar o combate ao inimigo. Vive, para honrar Portugal e em sua defesa fará sempre ecoar o grito AO GALOPE… À CARGA!

A Direcção da Arma de Cavalaria teve origem em 1926, em Lisboa e é herdeira das tradições Militares do Comando geral de Cavalaria, criado em 1863 e extinto em 1899, e da direcção de Cavalaria, criada em 19 e extinta em 1911.
integra ainda a Chefia do Serviço de Preboste, criado em 1959 em Lisboa e extinto em 1984.

dac

Mais do que uma forma de prestar uma determinada função militar, a cavalaria sempre esteve associada, desde a antiguidade, a uma ideia de uma ordem espiritual, que assim a distinguia das restantes exigências da arte militar. Prática, geralmente limitada à nobreza de uma sociedade – até por razões de ordem económica – a cavalaria impunha todo um conjunto de rituais para os iniciados e um rígido código de valores que acentuavam o seu carácter exclusivo.

Ideais desde há muito presentes nas culturas Europeia e mediterrânica, valorizados sobretudo pela exuberância ritualística  conhecida durante o efémero sonho carolíngio, marcaram toda uma postura inerente ao cultos dos altos valores da Honra, Lealdade e Defesa da Fé que ao cavaleiro cumpre culto elevado a proporções de maravilha mercê da existência e acção das Ordens Religiosas Militares.

Surgem assim na Europa, desde o século XII, algumas importantes referências literárias, musicais ou de outras formas de cultura, que exprimem as qualidades e virtudes de determinados cavaleiros, dos seus feitos, dos traços de comportamento que se espera ver noutros cavaleiros, enfim, de toda uma ordem muito própria onde impera a harmonia e o equilíbrio de todas as coisas. O livro da ordem de Cavalaria, escrito pelo missionário Catalão Ramon Lull em meados do século XIII, é disto exemplo magnífico e merece ser aqui citado:

“Ao princípio quando veio ao mundo, menosprezo de justiça por míngua de caridade, conveio que a justiça recuperasse a sua honra através do temor; e por isso todo o povo foi dividido em grupos de mil, e de cada grupo de mil foi eleito e escolhido um homem mais amável, mais sábio mais leal e mais forte e com mais ensinamentos e boa criação que todos os outros.

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Fotografia: Alfredo Serrano Rosa para: O Operacional

Procurou-se entre todos os animais o mais belo e mais veloz, e que pudesse suportar maior trabalho, e o mais conveniente para servir o homem. E porque o cavalo é o mais nobre animal e o mais conveniente para servir o homem, por isso de entre todos os animais foi escolhido o cavalo e dado ao homem que foi escolhido de entre mil homens; e por isso aquele homem tem por nome cavaleiro.”

GAM

Cerimónia Militar de entrega do Estandarte Nacional do GAM/KFOR que regressou do Kosovo. – 10 de Outubro de 2015, esta foi a última Cerimónia Militar do GAM e marcou 10 anos de existência.
Fotografia: GAM – 10 Anos (2005-2015)

A Cavalaria está, desde a primeira hora, associada à própria história de Portugal: a Cavalaria Vilã, aristocracia não nobre, e peça fundamental na consolidação do poder Real e na defesa do território, foi o sustentáculo do Fundador que nela procurou o apoio, furtando-se assim aos compromissos políticos com as grandes casas senhorias de Riba Douro; as Ordens Religiosas Militares, para quem o mesmo rei criou as condições de existência entre nós com vista a permitir a sua administração político-administrativa e militar das terras de além Tejo; o enorme potencial humano, espiritual e científico dos Cavaleiros de Cristo, importante matriz geradora da epopeia dos descobrimentos, tão sabiamente aproveitado por Dom Dinis.

Com a conquista de Ceuta em 1415, abre-se toda uma nova dimensão para o exercício do espírito de Cavalaria que tanto condicionou a administração político-militar do Império, como deixou indeléveis traços na nossa cultura. O Cavaleiro cavalheiro ou a associação da ideia de Cavalaria com cortesia, expresso numa das maiores novelas de Cavalaria de todos os tempos – e de provável origem Portuguesa – o Amadis de Gaula, nos doze de Inglaterra e nos Lusíadas, constitui retrato fiel da presença oficial de Portugal no mundo; Império construído pelo sangue e a inteligência dos nossos maiores, nele se revê a Cavalaria de Portugal, pelo desempenho da função militar e pelo espírito de missão, das almogavarias africanas até à Índia.

RL 2

Regimento de Lanceiros nº 2 Porta Código de Honra do GPE Década de 80

No acordar jovem e forte da nação em 1640, deu a cavalaria Portuguesa  glória e brilho ás páginas da história do Portugal restaurado, na metrópole e no Império, sucedendo-se as batalhas e actos heróicos em que se envolveu, irmanada com as excelentes Infantaria e Artilharia, nunca permitindo que o nome de Portugal sofresse a humilhação da derrota sem honra.

GAM

esteve a Cavalaria Portuguesa com o Marquês da Minas quando o arguto militar tomou Madrid em 1706; como imprescindível pilar na Guerra Fantástica e sabendo adaptar-se ás novas exigências tácticas e constituindo na maior parte das vezes unidades mistas luso-britânicas, prestou contributo inestimável na libertação de Portugal do jugo Francês.

Ainda no fecho do século de oitocentos, teve a Cavalaria Portuguesa acção proeminente na defesa da África Portuguesa, nomeadamente em Moçambique. Mouzinho de Albuquerque, Português verdadeiro, soube com dignidade e determinação que lhe eram conhecidas, mostrar como Cavaleiro era intransigente na defesa da honra: a da Pátria e a de sua Rainha, servindo ambas com igual denodo e abnegação.

04

Aspecto do Esquadrão de Cavalaria de Moçambique

03

José dos Reis Bravo, montando um cavalo do ECM
Fotografias

O século XX trouxe as mais extraordinárias mutações tecnológicas e a cavalaria sofreu as mais profundas transformações. A guerra moderna privou o Cavaleiro da maior parte da sua razão de existir; o Cavalo. Quebrou-se assim uma ligação milenar em que homens e animais, em perfeita harmonia, construíram história durante séculos e séculos a fio. o Cavalo porventura um dos animais mais nobres e inteligentes que no mundo existe, foi hoje substituído pela máquina, pelo carro de combate que obviamente o supera. Por tudo isto, o espírito de Cavalaria encontra-se hoje mudado, natural reflexo das rápidas mudanças culturais que a vida contemporânea impõe.

As Unidades de Cavalaria no: Unidades do Exército Português