Regimento de Comandos

regimento de comandos

ARMORIAL: JORGE GUERREIRO VICENTE
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Aprovação: “Portaria”, 1982, Agosto, 4
Publicação das Armas:
 Ordem do Exército nº 10/1982 (1ª série) – pp. 1205- 1207

ARMAS: 
ESCUDO: de vermelho, uma adaga de oiro.
ELMO militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
CORREIA: de vermelho, perfilada de ouro.
PAQUIFE E VIROL: de vermelho e oiro.
TIMBRE: Uma pantera negra, naturalista, rampante de sua cor, animada, lampassada e armada de vermelho.
CONDECORAÇÕES: Circundando o escudo, o Colar de Membro Honorário da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
DIVISA: Num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:
“A SORTE PROTEGE OS AUDAZES”.
GRITO DE GUERRA: Num listel de branco, ondulado, sobreposto ao timbre, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:
“MAMA SUMAE”

SIMBOLOGIA:
A ADAGA: Símbolo de condição militar, materializa a bravura e a capacidade individuais que garantem ao conjunto o poderio necessário ao estabelecimento e manutenção da justiça e da paz.
Arma de fortes, o relâmpago fulgurante do seu bote, ao vibrar o golpe de misericórdia para aniquilar o inimigo, só por olhos de predestinados pode ser suportado.
Na representação da luta e da força é sinal de vitória, da vocação militar, do próprio Deus da Guerra.
A PANTERA: Imagem do caçador, que na sua camuflagem perfeita à luz forte do sol meridiano ou na espessa sombra nocturna, não hesita em desferir, em agilidade e força, o repentino ataque contra adversários tanta vez mais poderosos.
Alude aqueles que na tranquila consciência do seu próprio valor, se sabem eleitos por pertencer à casta fechada dos guerreiros que buscam a vitória na explosão súbita da sua força implacável.
A Divisa: “A SORTE PROTEGE OS AUDAZES” é uma invocação propiciatória  que baseia a decisão do empenhamento de Comandos em missões quase impossíveis
O Grito de Guerra ” MAMA SUMAE” – Aqui Estamos – Brado Tradicional de uma tribo bantu no início da caçada ao leão, é uma afirmação de valor e orgulho, no desafio de estar presente no momento do perigo.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
OURO:  A sua fé no êxito da missão a cumprir, a sua força controlada no agir e a sua fidelidade aos ideais que defendem
VERMELHO: A consciência do seu próprio valor, a sua valentia perante o perigo e a sua audácia no ataque decisivo
NEGRO: a sua constância moral na adversidade, e obediência activa de quem voluntariamente se subordina ao grupo

regimento de comandos

REGIMENTO DE COMANDOS

SÍNTESE CRONOLÓGICA:

Designações:

1971 – O Regimento de Comandos teve a sua origem no Batalhão de Caçadores nº 11
(04 Julho de 1974) – É criado o Batalhão de Comandos nº 11, que fica aquartelado na Amadora, onde são integradas ou formadas as Companhias de Comandos
1975 – Muda de Designação para Regimento de Comandos (RC)
(25 Novembro de 1975) – O Regimento de Comandos intervém vitoriosamente e de forma altamente meritória nos destinos político-militares de Portugal, consolidando em definitivo a democracia e a liberdade conquistada a 25 de Abril de 1974
1976 – Nos diversos Centros de Instrução e até 1976, formaram-se um total de 67 Companhias de Comandos, que souberam sempre combater com determinação e valor, em todos os Teatros de Operações
1993 – (01 Outubro de 1993) –  O Regimento de Comandos é extinto.
1996 – É ministrado o 99º Curso de Comandos, no Centro de Instrução de Operações Especiais / Lamego
09Maio02 – É reactivada a Unidade de Comandos, de escalão Batalhão a 2 Companhias, sedeada no Regimento de Infantaria Nº 1 – Serra da Carregueira

16Set02 – Início do 100º Curso de Comandos.

01Jul06 – É criado o Centro de Tropas Comandos (CTCmds). Por Despacho nº 131/CEME/2006 de 26Junho, com base no Anexo ao DL nº 115/2006 (2ª série) de 16 de Junho.

31Mar08 – O CTCMDS é transferido do Quartel do Alto da Vela para o Quartel da Carregueira pela Directiva Nº12/CEME/08 de 10 de Janeiro.

31Jul15: Em cumprimento do determinado no Decreto Regulamentar n.º11/2015, o Centro de Tropas Comandos retomou a designação de Regimento de Comandos (RCmds)

Síntese:

Os Comandos portugueses nasceram como tropa especial de contra-guerrilha, correspondendo à necessidade do Exército Português de dispor de unidades especialmente adaptadas a este tipo de guerra com que, em 1961, se viu enfrentada, durante a Guerra do Ultramar. A força destinava-se a:
– realizar acções especiais em território português ou no estrangeiro;
– combater como tropas de infantaria de assalto;
– dotar os altos comandos políticos e militares de uma força capaz de realizar operações irregulares.

A instituição torna-se operacional a 25 de junho de 1962, quando, em Zemba, no Norte de Angola, foram constituídos os primeiros seis grupos do que seriam considerados os antecessores dos comandos. Seria criado o CI 21 (Centro de Instrução de Contra-Guerrilha), que funcionou perto do Batalhão de Caçadores 280, e que contou como instrutor com o fotógrafo italiano e antigo sargento da Legião Estrangeira, Dante Vacchi, que já trazia experiência das guerras em Argélia e Indochina.

Dado que os seis grupos preparados neste centro obtiveram excelentes resultados operacionais, o comando militar em Angola decidiu integrá-los na orgânica do Exército entre 1963 e 1964, criando os CI 16 e CI 25, na Quibala, Angola. Surgia assim, pela primeira vez, a designação de “Comandos” para as tropas aí instruídas.

Em 1988, duas mortes por exaustão no 89.º curso de Comandos e uma outra por explicar em 1990, com os consequentes inquéritos, levaram à extinção, em 1993, do então Regimento de Comandos.

EM CONSTRUÇÃO

ÚLTIMA ACTUALIZAÇÃO
27 SETEMBRO 2016

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Estrutura e Distribuição Territorial do Exército 2016

exercito logo

Despacho n.º 3 706/2016
Publicado na Ordem do Exército nº 03/2016 (1ª Série) – pp. 40 a 43

Considerando que o artigo 32.º do Decreto-Lei n.º 186/2014, de 29 de dezembro, em conformidade com o disposto nos números 5 e 6 do artigo 5.º da Lei Orgânica n.º 1-A/2009, de 7 de julho, alterada e republicada pela Lei Orgânica nº 6/2014, de 1 de setembro, estabelece que a relação das unidades, estabelecimentos e demais órgãos do Exército, correspondente ao sistema de forças, consta de despacho do Ministro da Defesa Nacional, sob proposta do Conselho de Chefes de Estado-Maior; Considerando a necessidade de dar cumprimento ao disposto nos referidos preceitos legais, e na sequência de proposta do Conselho de Chefes de Estado-Maior de 28 de janeiro de 2016; Determino o seguinte:
1 — As unidades, estabelecimentos e demais órgãos do Exército, bem como a respectiva localização, são os constantes do anexo ao presente despacho;
2 — A criação e a transferência de unidades, estabelecimentos e órgãos que decorrem do presente despacho tornam-se efectivas por despacho do Chefe do Estado-Maior do Exército.

18 de fevereiro de 2016 — O Ministro da Defesa Nacional
José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes

Relação das unidades, estabelecimentos e demais órgãos do Exército

Comando do Exército

Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército – Lisboa
Jornal do Exército – Lisboa
Gabinete do Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército – Lisboa
Direção de Comunicações e Sistemas de Informação – Lisboa
Direção de História e Cultura Militar – Lisboa
Arquivo Geral do Exército – Lisboa
Arquivo Histórico-Militar – Lisboa
Biblioteca do Exército – Lisboa
Museu Militar de Lisboa (1) – Lisboa
Museu Militar do Porto – Porto
Museu Militar de Elvas – Elvas
Museu Militar de Bragança – Bragança
Museu Militar do Buçaco – Buçaco
Direção de Educação – Lisboa
Colégio Militar – Lisboa
Instituto dos Pupilos do Exército (a) – Lisboa
Academia Militar – Lisboa e Amadora

Órgão de Estado-Maior

Estado-Maior do Exército – Lisboa

Órgãos Centrais de Administração e Direção

Comando do Pessoal (2) – Porto
Direção de Administração de Recursos Humanos – Porto
Gabinete de Classificação e Seleção da Amadora (b) – Amadora
Gabinete de Classificação e Seleção de Vila Nova de Gaia (c) – Vila Nova de Gaia
Centro de Recrutamento de Lisboa – Lisboa
Centro de Recrutamento de Vila Nova de Gaia (d) – Vila Nova de Gaia
Direção de Serviços de Pessoal – Vila Nova de Gaia
Banda do Exército – Queluz
Fanfarra do Exército – Carregueira
Estabelecimento Prisional Militar (3) – Tomar
Direção de Formação – Évora
Escola das Armas – Mafra
Escola dos Serviços (e) – Póvoa de Varzim
Escola de Sargentos do Exército – Caldas da Rainha
Direção de Saúde – Lisboa
Centro de Saúde Militar de Coimbra – Coimbra
Centro de Saúde Militar de Tancos/Santa Margarida – Tancos/Santa Margarida
Unidade Militar Laboratorial de Defesa Biológica e Química (3) – Lisboa
Unidade Militar de Medicina Veterinária (3) – Lisboa
Centro de Psicologia Aplicada do Exército – Queluz
Comando da Logística (2) – Paço de Arcos

Órgãos Centrais de Administração e Direção

Direcção de Material e Transportes – Paço de Arcos
Regimento de Manutenção – Entroncamento
Unidade de Apoio Geral de Material do Exército (4) (f) – Benavente
Regimento de Transportes – Lisboa
Direção de Infraestruturas – Lisboa
Direção de Aquisições – Paço de Arcos
Centro de Informação Geoespacial do Exército – Lisboa
Direção de Finanças – Lisboa

Comando das Forças Terrestres

Quartel-General do Comando das Forças Terrestres (5) – Amadora
Quartel-General da Zona Militar dos Açores (6) (g) – Ponta Delgada
Regimento de Guarnição n.º 1 – Angra do Heroísmo
Regimento de Guarnição n.º 2 – Ponta Delgada
Destacamento de Santa Maria/Regimento de Guarnição n.º 2 – Santa Maria
Museu Militar dos Açores – Ponta Delgada
Quartel-General da Zona Militar da Madeira (6) (h) – Funchal
Regimento de Guarnição n.º 3 – Funchal
Museu Militar da Madeira – Funchal
Quartel-General da Brigada Mecanizada (6) – Santa Margarida
Campo Militar de Santa Margarida (i) – Santa Margarida
Quartel-General da Brigada de Intervenção (6) – Coimbra
Regimento de Infantaria n.º 13 – Vila Real
Regimento de Infantaria n.º 14 – Viseu
Regimento de Infantaria n.º 19 (7) – Chaves
Regimento de Artilharia n.º 5 – Vendas Novas
Regimento de Artilharia Antiaérea n.º 1 – Queluz
Regimento de Cavalaria n.º 6 – Braga
Regimento de Engenharia n.º 3 (8) – Espinho
Regimento de Transmissões – Porto
Quartel-General da Brigada de Reação Rápida (6) – Tancos
Regimento de Paraquedistas (j) – Tancos
Regimento de Comandos (k) – Carregueira
Centro de Tropas de Operações Especiais – Lamego
Regimento de Infantaria n.º 1 – Beja
Destacamento de Tavira/Regimento de Infantaria n.º 1 – Tavira
Regimento de Infantaria n.º 10 – São Jacinto
Regimento de Infantaria n.º 15 – Tomar
Regimento de Artilharia n.º 4 – Leiria
Regimento de Cavalaria n.º 3 – Estremoz
Regimento de Lanceiros n.º 2 – Amadora
Regimento de Engenharia n.º 1 – Tancos
Regimento de Apoio Militar de Emergência – Abrantes
Centro de Segurança Militar e de Informações do Exército – Amadora

Órgãos de Conselho

Conselho Superior do Exército – Lisboa
Conselho Superior de Disciplina do Exército – Lisboa
Junta Médica de Recurso do Exército – Lisboa

Órgão de Inspecção

Inspecção-Geral do Exército – Lisboa

Observações:
(1) Inclui o espaço museológico do Movimento das Forças Armadas, na Pontinha, e o Núcleo Museológico de Artilharia de Costa, na Parede.
(2) Inclui o Comando, o Gabinete e a Unidade de Apoio.
(3) Órgão de apoio a mais que um ramo.
(4) Inclui os Paióis de Santa Margarida e os de Tancos.
(5) Inclui o Comando, o Gabinete e o Estado-Maior.
(6) Inclui o Comando, o Gabinete, o Estado-Maior e a Unidade de Apoio.
(7) É extinto após a transferência do Regimento de Engenharia n.º 3 para o aquartelamento de Chaves.
(8) A transferir para Chaves, após a extinção do Regimento de Infantaria n.º 19.

Denominação anterior da unidade, estabelecimento ou órgão:
(a) Instituto Militar dos Pupilos do Exército
(b) Gabinete de Classificação e Seleção de Lisboa
(c) Gabinete de Classificação e Seleção do Porto
(d) Centro de Recrutamento do Porto
(e) Escola Prática dos Serviços
(f) Depósito Geral de Material do Exército
(g) Zona Militar dos Açores
(h) Zona Militar da Madeira
(i) Unidade de Apoio da Brigada Mecanizada
(j) Escola de Tropas Paraquedistas
(k) Centro de Tropas Comandos

Direcção de Recrutamento

DORH

ARMORIAL: JOSÉ MANUEL PEDROSO DA SILVA
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Aprovação: Despacho n.º 236 do CEME de 21 de Setembro de 1999
Publicação das Armas:
 Ordem do Exército nº 12/1999 (1ª série) – pp. 581-583

ARMAS:
ESCUDO: cortado trevado de verde e de prata.
ELMO militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
CORREIA de vermelho perfilada de ouro.
PAQUIFE E VIROL: de verde e de prata.
TIMBRE: um galo cantante de prata.
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, estilo elzevir:
“POIS QUE A PAZ SE TURVOU QUE TOMEM ARMAS”.

SIMBOLOGIA:
O VERDE: cor repousante, suavizadora e humana, em sintonia com a juventude, simboliza a renovação perpétua do ciclo natural da vida
A PRATA: que no seu conceito primitivo, em sânscrito, significava branco e brilhante – candidus – é a cor do candidato, daquele que vai mudar de condição
O TREVADO: lembra as folhas do trevo que, tradicionalmente, se ligam ao factor “sorte” e, historicamente, à expressão ir “às sortes” que corresponde, actualmente, às provas de classificação e selecção
AS TRÊS PEÇAS: aludem aos três ramos das Forças Armadas
O GALO: símbolo da luz nascente, de vigilância guerreira, de coragem quer ainda pela segurança com que anuncia o nascer do Sol
A DIVISA: “POIS QUE A PAZ SE TURVOU QUE TOMEM ARMAS”, (Versão em português da ENEIDA de VIRGÍLIO, Canto VII, V.V. 467 e 468) alude à decisão tomada por TURNO, chefe de um povo do LÁCIO, preterido em favor do estrangeiro ENEIAS, de tomar armas em defesa da sua terra natal.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
A PRATA: esperança e pureza
O VERDE: fé e idade juvenil

DORH

O Prédio Militar da Avenida de França, (PMAF) está ancorado junto a um dos principais eixos de tráfego da cidade do Porto, a Avenida da Boavista que termina na Praça Mouzinho de Albuquerque, (Rotunda da Boavista).
Situado numa localização privilegiada, junto á Estação do Metro “Casa da Música” encontra-se rodeado por locais e edifícios de interesse publico, nomeadamente a Casa da Música, o edifício Capitólio, o Palácio de Cristal, a Fundação de Serralves e o Parque da Cidade que se encontram a poucos minutos de distância.

O espaço foi dividido em oito pisos, (seis andares e duas caves), ocupados por vários Órgãos do Exército… Direcção de Obtenção de Recursos Humanos; Centro de Recrutamento do Porto; Direcção de Justiça e Disciplina, Policia Judiciária Militar

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Mesmo ao lado da estação de metro Casa da Música no Porto encontra-se o edifício que alojou a DORH, desde Agosto de 2006, no Prédio Militar da Avenida de França (PMAF) n.º 235, 2º Andar.

Este edifício foi adquirido em 20 de Setembro de 1976 para colmatar a alienação de três velhos quartéis da cidade do Porto, (Quartel da Torre da Marca, junto ao Palácio de Cristal; Quartel das Portas do Sol, à Praça da Batalha; Quartel de S. Bento ou das Taipas, junto ao Jardim da Cordoaria)
(Despacho n.º 12555/MDN/2006)

DIRECÇÃO DE OBTENÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

DORH

ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA
(Via Exército.pt)

Durante o período da Monarquia a organização militar era constituída pelas forças da coroa.
Já no período do regime republicano, no ano de 1911 é aprovada uma lei de recrutamento para o Exército, fundamentando assim as suas bases, ficando este trabalho a cargo de várias Direcções que dependiam da Direcção Geral da Secretaria da Guerra.
Por Decreto publicado a 25 de Maio de 1911 a Secretaria da Guerra foi organizada em duas Direcções Gerais, 1.ª e 2.ª, sob as ordens de dois Oficiais Generais
Por Decreto n.º 11856 de 5 de Janeiro de 1926, a 1.ª Direcção Geral ocupava-se de todos os assuntos que respeitam a pessoal.
O Decreto n.º 16407 de 19 Janeiro publicado em 25 de Janeiro de 1929 altera o Decreto n.º 11856, dizendo que a 1.ª Direção Geral depende do Ministério da Guerra, que funcionará sob as ordens de um Oficial General, que se denominará Ajudante – General.
Em 19 de Novembro de 1959 é publicado O Decreto-Lei n.º 42564 de 7 de Outubro, com a organização geral do Ministério do Exército. Desta organização faz parte um órgão designado Direção do Serviço de Pessoal;

No ano de 1988, sob a orientação do Brigadeiro Eurico António Sales Grade é elaborada a Informação n.º 8/88 de 18 de Janeiro, da DSP, que sugere a criação de uma Direção ou Chefia do Serviço de Recrutamento.
Em 1989 é criada uma Comissão Instaladora da Direção de Recrutamento, no Quartel da Graça, inicialmente presidida pelo Coronel Bilro, e em 01 de Fevereiro passou a presidir à Comissão Instaladora o Brigadeiro José António Silvestre Martins.

Com a publicação do Decreto-Lei 50/93 de 26 Fevereiro, o Exército faz uma grande reorganização e surge a Direção de Recrutamento (DR) integrada no Comando do Pessoal e na dependência direta do General Comandante do Pessoal, designado Ajudante-General do Exército.

Através do Decreto Regulamentar n.º 44/94 de 02 de Setembro, são publicadas as atribuições, competências e organização da Direcção de Recrutamento.

Por Despacho n.º 12555/2006 do MDN de 24 de Maio é alterada a designação e a localização da DR, passando a designar-se Direção de Obtenção de Recursos Humanos (DORH) e com assento no Porto, tornando-se esta alteração efectiva pela Diretiva n.º123/06 de 06 de Junho, do CEME.

O Decreto Regulamentar n.º 11/2015 de 31 de Julho, extingue a Direção de Obtenção de Recursos Humanos, passando a mesma a  ser parte integrante da Direção de Administração de Recursos Hmanos (DARH), como Repartição de Recrutamento (RR) conforme Quadro Orgânico 03.01.02 aprovado em 23 de Junho de 2015 plo General CEME.

DORH

DIA FESTIVO

O dia festivo da DORH, que se comemorava em 12 de Setembro, aprovado pelo Diretor da Direção de História e Cultura Militar (DHCM), por Despacho de 20 de Junho de 1995, passou a comemorar-se em conjunto, num único dia Festivo, o “Dia do Comando do Pessoal”, conforme Despacho n.º 53/CEME/2009, de 13 de Março de 2009.

PATRONO

A Direcção de Obtenção de Recursos Humanos tem como Patrono o Visconde de S. Januário. Comemora-se no dia 12 de Setembro o dia de S. Januário. Foi a figura do Visconde de São Januário institucionalizada como Patrono da Direcção de Recrutamento pelo Despacho n.º 109/CEME/2005 do General CEME.

DORH 3

VISÃO E MISSÃO

À Direcção de Obtenção de Recursos Humanos incumbe propor, dirigir e coordenar as operações de execução do recenseamento militar dos recursos humanos destinados aos três ramos das Forças Armadas e as do recrutamento normal, excepcional e especial dos recursos humanos destinados a satisfazer as necessidades do Exército, bem como colaborar na realização do Dia da Defesa Nacional. Compete, em especial, à Direcção de Obtenção de Recursos Humanos:

Dirigir e coordenar a execução das operações relativas ao recenseamento militar e, no âmbito do Exército, ao Dia da Defesa Nacional;

Dirigir e coordenar a execução das operações relativas ao recrutamento normal para o Exército, com vista à satisfação das necessidades de pessoal nos regimes de voluntariado e de contrato, ao recrutamento especial, para a satisfação das necessidades de pessoal para a prestação de serviço efectivo voluntário nos quadros permanentes, e ao recrutamento excepcional, para satisfação das necessidades fundamentais do Exército;

Dirigir e coordenar a actividade do Centro de Psicologia Aplicada do Exército, tendo em vista a preparação de métodos e técnicas a usar nos gabinetes de classificação e selecção e o tratamento estatístico de dados;

Dirigir e coordenar a actividade dos centros de recrutamento, dos gabinetes de atendimento ao público e dos gabinetes de classificação e seleção, com vista à realização oportuna das operações de recrutamento e à normalização e correção dos procedimentos adoptados, tanto no âmbito interno como nas relações com os órgãos civis intervenientes;

Assegurar o controlo dos cidadãos na situação de reserva de recrutamento e de reserva de disponibilidade;

Instruir os processos de adiamento e dispensa do cumprimento de deveres militares, bem como preparar e encaminhar para as autoridades competentes os processos relativos às situações de incumprimento de deveres militares;

Promover a divulgação dos concursos de admissão para o recrutamento normal;

Elaborar propostas de regulamentos, manuais e instruções sobre matérias do âmbito das suas atribuições;

Planear e coordenar a execução das acções de promoção e divulgação da prestação do serviço militar em regime de voluntariado e contrato e nos quadros permanentes no Exército;

Desenvolver a produção de material de apoio à promoção e divulgação dos regimes de voluntariado e de contrato e executar acções de divulgação em eventos de dimensão nacional.

Legislação de Suporte

A missão atribuída à DORH está definida no Decreto Regulamentar n.º 74/2007 de 02 de Julho de 2007 que define a missão, competência e estrutura desta Direção e foi publicada no DR – 1.ª série, N.º 125 de 02 de Julho de 2007.

DORH

ÚLTIMA ACTUALIZAÇÃO: 27/05/2016

Unidade de Apoio da Área Militar Amadora-Sintra

 

unidade-copia

ARMORIAL: JOSÉ MANUEL PEDROSO DA SILVA
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Aprovação: XXX
Publicação das Armas: XXX

ARMAS:
ESCUDO de azul, duas faixas nubladas de prata;
ELMO militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra;
CORREIA de vermelho, perfilada de ouro;
PAQUIFE E VIROL de azul e de prata;
TIMBRE uma cotovia de prata
DIVISA Num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro maísculas de estilo elzevir
“COM SUBLIME CORAÇÃO”

SIMBOLOGIA:
O AZUL do campo lembra o das armas do Comando da Logística, numa alusão às vestes e escudos dos guerreiros da Antiguidade, usados como sinal de vigilância, de espírito de servir e de amor a Pátria.

AS DUAS FAIXAS NUBLADAS aludem ao ultrapassar das dificuldades, pelo Grupo de Esquadrilhas Aviação República, na Amadora do passado e na do Presente, representa as dificuldades ultrapassadas pela Unidade de Apoio da Área Militar Amadora/Sintra (UnAp/AMAS).
A COTOVIA, espécie ornitológica de excelente capacidade de locomoção e de invulgar coragem, por abandonar o ninho, mesmo antes de saber voar. Simboliza a energia e coragem aplicadas às modelares capacidades de trabalho dos militares da Unidade de Apoio da Área Militar Amadora/Sintra.
A DIVISA “COM SUBLIME CORAÇÃO”, (Lusíadas  IV – 76) é a inquebrantável disposição dos militares da Unidade de Apoio da Área Militar Amadora/Sintra, para prestar um apoio logístico eficaz

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
A PRATA: riqueza e humildade
O AZUL perseverança e galhardia

UnApAMAS

SÍNTESE:

A Unidade de Apoio da Área Militar Amadora Sintra foi uma unidade Militar do Exército Português, sediada na Amadora criada em 2007. conforme lhe for determinado (de acordo com o QO aprovado em 05 de Abril de 2007) a missão da UnApAMAS foi prestar apoio logístico e administrativo às unidades, estabelecimentos e órgãos do Exército implantados na ´Área Militar Amadora e Sintra (AMAS). A Unidade dependeu do Comando da Logística do Exército.

UnApAMAS.jpg

Organização:

A UnApAMAs foi uma unidade de Escalão Regimento, ou seja comandada por um Coronel incluindo:

Comando,
Estado-maior,
Batalhão de comando e serviços.
Área Militar Amadora Sintra

A Área Militar Amadora Sintra (AMAS) constitui um perímetro militar que agrupa vários aquartelamentos, ocupando uma parcela do concelho de Sintra (freguesia de Belas e Queluz) e uma parcela do concelho da Amadora.

No interior do perímetro existem:

Palacete da Arcada / Quartel do Regimento de Artilharia Antiaérea n.º 1 – parte do complexo do Palácio Nacional de Queluz;
Aquartelamento da Amadora da Academia Militar – antigo quartel do Batalhão de Carros de Combate e, depois, do Batalhão de Engenhos;
Quartel da UnApAMAS – quartel do tipo CANIFA, construído na década de 1950 para albergar o Regimento de Infantaria n.º 1 e depois ocupado pelo Regimento de Comandos;
Instalações desportivas militares.
O perímetro militar era referido no passado como Centro Militar da Amadora. Ali esteve já instalado o Grupo de Esquadrilhas de Aviação “República” (GEAR) e o respetivo aeródromo, o Batalhão de Engenhos, o Batalhão de Carros de Combate, o Regimento de Infantaria n.º 1 e o Regimento de Comandos. Na década de 1950, esteve para ali prevista a construção de um segundo quartel do tipo CANIFA que deveria alojar um regimento de cavalaria e um Estádio Militar. Outros projetos para o local incluiam a construção de uma nova sede para o Comando do Exército.

Possibilidades:

De acordo com o QO, aprovado em 05 de Abril de 2007 a Unidade de Apoio apresenta as seguintes possibilidades:

– Assegurar a administração dos recursos humanos, materiais e financeiros, conforme lhe for determinado;
– Assegurar o apoio de serviços em proveito das UEO aquarteladas, nomeadamente:Manutenção e conservação das infra-estruturas, Funcionamento dos sistemas de abastecimento de água, electricidade e da rede de esgotos; Serviços de lavandaria, messes e bares Comunicação e sistemas de informação; Manutenção de viaturas;Apoio Sanitário; Apoio Veterinário; Apoio de depósitos, reabastecimento, transportes e alimentação; Garante a segurança do pessoal, material e instalações das UEO aquarteladas na AMAS;
– Apoiar a realização de exercícios, conforme o que lhe for cometido em directivas específicas;
– Colaborar em acções no âmbito das outras missões de interesse público, de acordo com as determinações superiores e legislação em vigor.

EXTINÇÃO:

a) Pela Diretiva n.º 65/CEME/15, de 01 de Junho de 2015, são difundidas as instruções gerais
para a transferência do Regimento de Lanceiros n.º 2 para a Amadora e a extinção da Unidade de Apoio da Área Militar Amadora Sintra.

b) Através do Despacho n.º 152/MDN/14, de 24 de outubro, de S. Exa. o MDN, foi aprovado o
Dispositivo de Forças de 2014 e o Plano de Redução do Dispositivo Territorial, no qual se prevê a extinção da UnApAMAS em 2015

A Unidade de Apoio da Área Militar Amadora Sintra foi Extinta a 1 de Junho de 2015
Nas suas instalações passou a estar aquartelado o Regimento de Lanceiros nº 2 transferido da Calçada da Ajuda para a Amadora.

Despacho n.º 88-A/CEME/15
Fiel Depositário do Património Histórico da Extinta
Unidade de Apoio da Área Militar Amadora/Sintra

PATRIMÓNIO HISTÓRICO:
Despacho n.º 88-A/CEME/15
Fiel Depositário do Património Histórico da Extinta UnApAMAS

Considerando que: Não havendo uma Unidade que assuma, no essencial, a missão que era atribuída à UnApAMAS e tendo em conta o definido no Despacho n.º 12/84, de 8 de Fevereiro do Chefe do Estado-Maior do Exército, sobre a defesa do património histórico militar determino que a Unidade de Apoio do Comando da Logística seja instituída como Fiel Depositária do património histórico da extinta UnApAMAS

Lisboa, 22 de Julho de 2015.
O Chefe do Estado-Maior do Exército
Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo, General.