Forte da Graça

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ARMORIAL: JORGE GUERREIRO VICENTE
ILUMINURA: 
Publicação das Armas:
 “Portaria”, 1982, Junho, 30 in OE, 1982, 1.ª série, n.º 9, pp. 1137-1138

ARMAS:
ESCUDO: de negro, uma urtiga de prata carregada de uma rosa de vermelho, apontada de verde e abotoada de ouro.
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
CORREIA: de vermelho perfilada de ouro.
PAQUIFE E VIROL: de negro e de prata.
TIMBRE:: uma reixa levadiça de prata.
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:
“FIRMEZA E PRONTIDÃO”
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SIMBOLOGIA:
O NEGRO: Representa a Terra onde o Forte firma os seus portentosos caboucos para garantir o cumprimento da missão de vigilância e defesa da fronteira
A URTIGA: Como qualquer espinhosa simboliza a defesa periférica empregue nas fortalezas para negar a conquista do seu centro – o coração de todo o sistema defensivo. Noutra acepção representa também a casa de Schaumburg.
A ROSA:  É o símbolo de regeneração, tal como o forte em relação aqueles que sentiram dificuldades em aceitar a disciplina militar. Desde há séculos é também peça tradicional das armas da Casa de Lippe.
A URTIGA – Schaumburg e a ROSA – Lippe: recordam Frederico Guilherme Ernesto, Conde Reinante de Schaumburg, Conde e Nobre Senhor de Lippe e Stramberg, Marechal general das Tropas de Sua Majestade Fidelíssima – em portugal conhecido simplesmente por “Conde de Lippe”.
Na organização da defesa do reino determinou a construção do forte, sob o risco do engenheiro S. Etienne e sob a direcção do Coronel de Valleré, tendo sido considerado pelos mais esclarecidos juízes sobre arquitectura militar do tempo, como obra prima no seu género. denominado inicialmente por Forte de Lippe, foi o seu nome alterado por ordem de D. Maria I, para a sua actual designação: Forte da Graça”
A REIXA:  levadiça – Porta deslizante de ferro que proibia o acesso ao interior as Fortalezas – alude não só ao Forte da Graça, como também à Praça de Armas de Elvas, bastião fundamental de toda a defesa do meio-dia Português.
A DIVISA: “FIRMEZA E PRONTIDÃO” resume a afirmação de bem cumprir, na determinação de aceitar qualquer espécie de luta que, em qualquer tempo, lhe venha a ser imposta.
SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
OURO: A fortaleza anímica necessária para alcançar a recuperação dos transviados.
PRATA: A humildade de quem apenas espera  contribuir para o prestígio da Instituição Militar
VERMELHO: O esforço na formação ética  do pessoal à sua responsabilidade
VERDE: A esperança no êxito da sua Missão
NEGRO: A firmeza de sempre agir de acordo com os seus elevados ideais.
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FORTE DA GRAÇA
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SÍNTESE:

Teve origem no Depósito Disciplinar – 1894 em Elvas (Forte da Graça).
Em 1955, Mudou de designação para Forte da Graça.

Foi Extinto em 1989, sendo as suas Tradições Militares entregues em fiel depósito ao Regimento de Infantaria de Elvas.

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Título: “O Forte de Nossa Senhora da Graça”, Monumentos, n.º 28, pp. 44-51″
Autora: GUERRA, Sofia

Forte de Nossa Senhora da Graça
(Via: Direcção Geral do Património Cultural)

O Forte da Graça foi mandado construir por D. José I, no monte onde se encontrava a antiga capela de Nossa Senhora da Graça. O monte da Graça é um dos pontos mais altos da região, constituindo portanto um local de grande importância estratégica. Durante o cerco de Elvas (1658-1659), no contexto da Guerra da Restauração, o exército espanhol tomou o local e nele instalou uma posição de artilharia, a partir da qual atacou severamente a cidade. A situação repetiu-se em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando Elvas foi novamente sitiada. Finalmente, e logo em 1763, D. José I determinou a construção de uma fortaleza que permitisse completar o circuito defensivo da cidade. Do seu planeamento foi encarregado o Marechal Wilhelm von Schaumburg-Lippe, mais conhecido como Conde de Lippe, que viera de Inglaterra no ano anterior, para dirigir a defesa do reino.
A ermida de Santa Maria da Graça foi destruída, tendo a imagem da Virgem que guardava transitado para a capela do forte, donde veio a desaparecer mais tarde com as invasões francesas. A obra foi muito exigente para a região, tendo nela trabalhado 3 a 4 mil homens, entre 1763 e 1792. O forte ficou de imediato conhecido como Forte de Lippe, e mais tarde, em 1777, por ordem de D. Maria I, por Forte de Nossa Senhora da Graça. A edificação resistiu ao ataque das tropas espanholas durante a Guerra das Laranjas (1801), e ao bombardeamento infligido pelas tropas francesas do general Soult, no contexto da Guerra Peninsular (1811).
O forte é uma obra-prima da arquitectura militar europeia do século XVIII, tanto pela originalidade das soluções aí apresentadas, como pela sua monumentalidade. É constituído por três linhas de defesa. A obra mais exterior consta de um caminho coberto, defendido por canhoeiras, um hornaveque(do alemão hornwerk), composto por dois meios-baluartes ligados por uma cortina, e por um fosso seco, com 10 metros de largo. Segue-se uma estrutura quadrangular com 150 m de lado, com quatro baluartes nos vértices. Os panos de muralha, ou cortinas, são cobertos por revelins e rasgados pela porta principal, denominada Porta do Dragão, a Sul, e por “portas posteriores” ou poternas, protegidas por canhoeiras. Entre as cortinas e o segundo fosso desenvolvem-se inúmeras dependências, incluindo casernas e outras edificações. O reduto propriamente dito é uma torre de planta octogonal, com pisos abobadados, constando de capela no piso térreo e Casa do Governador nos pisos nobres. Por baixo da capela existe uma notável cisterna. O reduto é defendido por três ordens de baterias em casamatas, com canhoneiras.

GALERIA DE IMAGENS:
(Direcção Geral do Património Cultural)
(Para visualização detalhada e descritiva abra a galeria)

Foi classificado desde o dia 30 de Junho de 2012 como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO

Em 2014, o Forte Nossa Senhora da Graça foi integrado num novo projecto do Ministério da Defesa Nacional, criado com o apoio do Turismo de Portugal, chamado Turismo Militar, que apresenta roteiros históricos baseados em heróis portugueses.

Devido à forte necessidade de preservação, em 2014 o Forte entrou para a lista bienal do World Monuments Watch.

Obras de Requalificação do Forte da Graça

Após onze meses em obras de recuperação num investimento de 6,1 milhões de euros, o Forte da Graça reabriu ao Público a 27 de Novembro de 2015, contou com a presença do Presidente da República Professor Aníbal Cavaco Silva. O emblemático forte, espera receber 100 mil visitantes, em 2016.
A realização das obras surgiu na sequência da transferência, em 2014, de cerca de 30 prédios militares, situados na cidade raiana de Elvas, no distrito de Portalegre, do Estado para o município, sendo o Forte da Graça um dos mais emblemáticos.
O protocolo com o Estado estipulou a recuperação e reutilização deste monumento nacional que se encontrava degradado, sendo a cedência por um período de 40 anos e, eventualmente, renovável por outros períodos até perfazer o total de 75 anos.

Fotografias: ElvasNews

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VIDEOS:

LINKS:
– Direcção Geral  do Património Cultural (DGPC)
Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA)

Regimento de Engenharia 1

RE1 - Cópia

ARMORIAL: JORGE GUERREIRO VICENTE
ILUMINURA: JOSÉ ESTEVÉNS COLAÇO
Publicação das Armas: “Portaria”, 1981, Outubro, 2 in OE, 1982, 1.ª série, n.º 1, pp. 21-23
ALTERAÇÕES: À descrição do Timbre – Por despacho do Chefe de Estado-Maior do Exército, foi aprovada a alteração da descrição das Armas do Regimento de Engenharia N.º1, cuja simbologia e alusão da ASPA aludia a Lisboa, conforme se descreve:
Onde se lia: A ASPA – alude a Lisboa, onde a unidade, sempre esteve aquartelada (…)
Passa a ler-se: – A ASPA: alude a Lisboa, onde a unidade esteve aquartelada até Dezembro de 2014, através da figura do grande Taumaturgo e Doutor da Igreja, Santo António de Lisboa ─ Fernando de Bulhões no século ─ que a cidade se orgulha de ter visto nascer e que tão tradicionalmente venera e popularmente festeja.

Publicação das Armas: Despacho s/n.º do CEME de 11 de Fevereiro de 2015
In: OE nº 03/2015 (1ª série) – pp. 85 a 88

ARMAS:
ESCUDO: de negro, uma pá de ouro, posta em pala, acompanhada de duas buzinas do mesmo embocadas, viroladas e com cordão de vermelho, a da sinistra voltada; brocante dois machados de prata encabados de ouro, passados em aspa;
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
CORREIA: de vermelho perfilada de ouro
PAQUIFE E VIROL: de negro e de ouro
TIMBRE: uma aspa de vermelho, com seis bolotas de ouro nas pontas de cima, três em cada uma; brocante um castelo de ouro iluminado e aberto de negro
CONDECORAÇÃO: circundando o escudo o colar de comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito
Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:
«SÃO OS PRIMEIROS»

SIMBOLOGIA:
A PÁ: alude aos trabalhos de sapa, atividade lenta e persistente. O nome de sapadores tem origem em sapa ─ pá ─ ferramenta essencial para o cumprimento das missões de que a unidade estava primitivamente incumbida.
AS BUZINAS recordam os Sapadores dos Caminhos de Ferro ─ os “Sempre Fixe” ─ , que tiveram origem no Regimento e a quem, posteriormente, legaram as suas tradições.
Os MACHADOS são o símbolo do discernimento objetivo dos contrários, tão necessário nos perigos da guerra como nas fadigas da reconstrução da paz.
A ASPA alude a Lisboa, onde a unidade esteve aquartelada até dezembro de 2014, através da figura do grande Taumaturgo e Doutor da Igreja, Santo António de Lisboa ─ Fernando de Bulhões no século ─ que a cidade se orgulha de ter visto nascer e que tão tradicionalmente venera e popularmente festeja.
O CASTELO simboliza a proteção que advém das obras de fortificação e organização do terreno, executadas pelos artífices, mestres e engenheiros.
A DIVISA: exprime a sua grande vontade em força, energia, espírito de sacrifício e desejo de bem servir, na ubiquidade e polimorfia das suas ações em proveito do mesmo ideal nobre e alevantado ─ o prestígio do Exército Português

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
O OURO: a sabedoria e constância que põe no seu agir presente na fidelidade ao passado cheio de tradições e glória;
A PRATA: a pureza da sua atuação na esperança de bem cumprir a multiplicidade das tarefas que lhe incumbem;
O VERMELHO: a bravura, por vezes temerária, no seu empenhamento em combate, e a generosidade do seu devotamento às missões de paz;
O NEGRO: a firmeza, no cumprimento integral das missões que lhe são atribuídas, e a humildade que anima o soldado de Engenharia, na sua atuação em apoio de outros.

Regimento de Engenharia 3

RE3

ARMORIAL: JORGE GUERREIRO VICENTE
ILUMINURA: JOSÉ ESTEVÉNS COLAÇO
Publicação das Armas:
 Despacho s/n.º do CEME de 14 de Abril de 2014
In: OE nº 05/2014 (1ª série) – pp. 260 a 262

ARMAS:
ESCUDO: de negro, dois castelos de ouro abertos e iluminados de vermelho acompanhados em chefe de uma margarida de prata abotoada de ouro; contra-chefe ondado de prata com três burelas de verde
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
CORREIA: de vermelho, perfilada de ouro
PAQUIFE E VIROL: de negro e de ouro
Timbre: dois golfinhos de ouro entrelaçados
CONDECORAÇÃO: Sotoposta ao escudo a cruz da Ordem Militar de Avis
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:
«NÃO MENOS NOS ENGENHOS QVE NA ESPADA»
GRITO DE GUERRA: num listel de prata, ondulado, sobreposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir “GENTE SVBLIMADA” –  (LUSIADAS, Canto III, estrofe XIV)

SIMBOLOGIA:
O CAMPO do escudo é da cor tradicional das carcelas da Arma de Engenharia
O CASTELO de ouro é o emblema tradicional da Engenharia. Estão representados dois castelos por a unidade ter sido o segundo regimento criado
A MARGARIDA alude ao Batalhão de Engenharia 3 instalado em Santa Margarida, onde teve as suas origens esta unidade
O ONDADO de prata e verde representa o mar junto do qual se encontra a unidade
Os GOLFINHOS são os do escudo de armas da cidade de Espinho, onde o regimento está sedeado

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
O OURO: nobreza e constância
A PRATA: riqueza e eloquência
O VERMELHO: ardor bélico e força
O VERDE: esperança e liberdade
O NEGRO: firmeza e honestidade.