Grupo de Dragões de Angola

gda

Armorial: José Campos e Sousa 
Publicação das Armas: “Portaria”, 1970, Agosto, 20 in OE, 1970, 1.ª série, n.º 8, pp. 275 e 276

ARMAS:

Escudo de negro, duas espadas antigas de prata com guardas, punhos e maçanetas de ouro, passadas em aspa, acompanhadas em chefe, em ponta e nos flancos de quatro dragões rampantes de ouro.
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
Correia de vermelho perfilada de ouro.
Paquife e virol de negro e de ouro.
Timbre um dragão rampante de ouro segurando na garra dianteira dextra uma espada antiga.
Grito de guerra: num listel de prata, ondulado, sobreposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:

“DRAGÕES… CARREGAR!” 
(estas armas foram ordenadas sem divisa)

SIMBOLOGIA:

O Campo do Escudo simboliza a terra de Angola, no continente negro.
As Duas Espadas Antigas simbolizam a Arma de Cavalaria.
Os Quatro Dragões de ouro simbolizam os componentes do Grupo e o seu valor militar.
O Timbre simboliza um componente do Grupo, prestes a carregar.
O Grito de Guerra é histórico e alude à voz dada pelo comandante do 2º Esquadrão de Dragões do Planalto, Tenente Alfredo Pedreira Martins de Lima, na Campanha dos Cuamatos: “Dragões ao galope!

O OURO: nobreza e fé.
A PRATA: riqueza e eloquência.
O NEGRO: firmeza e prudência

Carlos Palhinha (furriel miliciano do CITC)  Falecido em 2013 Foto cedida por: DRAGÕES DE ANGOLA

Carlos Palhinha (furriel miliciano do CITC)  | Falecido em 2013 | Foto cedida por: DRAGÕES DE ANGOLA
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SÍNTESE:

gda(Via Wikipédia) Os Dragões de Angola constituíram as tropas a cavalo que o Exército Português empenhou na Guerra do Ultramar em Angola, no final da década de 1960 e início da de 1970. Historicamente, constituíram provavelmente as últimas tropas de genuínos dragões (infantaria a cavalo) a serem empregues em operações de combate.

A designação “Dragões de Angola” era apenas honorífica. Inicialmente aplicou-se como título meramente honorífico às unidades de cavalaria blindada e motorizada de guarnição normal em Angola. Como tal, foi aplicada sucessivamente ao Esquadrão de Reconhecimento de Luanda, ao Grupo de Reconhecimento de Angola e ao Grupo de Cavalaria n.º 1. Com o surgimento das subunidades de tropas a cavalo, a designação passou a aplicar-se mais especificamente a estas.

As unidades de dragões fizeram parte das guarnições dos territórios africanos de Portugal, desde o século XVIII até ao início do século XX. EmAngola e Moçambique, essas unidades ainda chegaram a ser empregues em combate contra os alemães, durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, pouco depois, essas unidades passaram a ser motorizadas e blindadas, mantendo, no entanto, o título honorífico de “Dragões”.

As tropas de Dragões – no sentido original e não honorífico do termo – ressurgiram no Exército Português, no contexto da Guerra do Ultramar. Em 1958 foi criada a primeira unidade da arma de Cavalaria, sedeada em Angola (Luanda) desde logo adoptando a designação de “Dragões de Angola”. Posteriormente veio a ser criado o Grupo de Reconhecimento de Angola, (mais tarde designado por Grupo de Cavalaria nº 1 ou GCav1),com sede na cidade de Silva Porto (Bié), integrando esse Esquadrão e dado origem à constituição de mais 2 esquadrões operacionais e um esquadrão de comando e serviços. Em Luanda ficou sedeado o ECav401 (1º Esquadrão), em Silva Porto o ECS e o ECav402 (2º Esquadrão) e na cidade do Luso o ECav403 (3º Esquadrão). Estas unidades estavam equipadas com blindados Panhard (EBR e ETT) de origem francesa, que haviam sido sujeitos às necessárias adaptações ao teatro operacional. Mais tarde foram também integradas unidades blindadas, de características diferentes, as AML. Esses veículos eram, preferencialmente utilizados em escoltas a colunas (militares ou civis), designados por MVL. Em 1966, devido às condições de combate no Leste de Angola, o Comando do Exército Português decidiu então criar um pelotão experimental a cavalo. Essa unidade mostrou-se ideal para a actuação na região, pois os militares a cavalo tinham uma boa visão do terreno coberto por capim elevado, conseguindo fazer uma aproximação silenciosa às forças inimigas.

O armamento padrão da unidade era uma espingarda G3, para uso em combate apeado, e uma pistola Walther P38, para tiro a cavalo. O seu sucesso foi de tal monta que a unidade experimental deu lugar a três esquadrões a cavalo, integrados no já citado GCav1. O GCav1 veio também a integrar uma unidade de atiradores de cavalaria, designada por CCav1407, com sedeado na povoação do Andulo. Esse sucesso incentivou ainda, no início da década de 1970, a criação de uma unidade deste tipo em Moçambique. Na atuação dos dragões destaca-se as operações onde estes “empurravam” as forças inimigas numa direção, as quais eram, posteriormente, cercadas por tropas, lançadas de helicóptero na retaguarda daquelas.

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Um pensamento sobre “Grupo de Dragões de Angola

  1. Estiveem estremoz assentei praca dia17 -4–67′ batalhao de cavalaria 1927 embarcamos para angola dia 14 /11/67 no naviu uige tivemos um ferido grave a bordo entalado no porao tivemos que voltar para traz rumo a guine bissau levamos14 dias de viagembo nosso destino era nmbuangongo norte de angola zona terrivel centro da guerra a quatro dias do final da comicao fui ferido e um colega meu morreu iamos num patrulhamento ao rio zenza vim evaquado num aviao da forca aeria para o ohspital da estrela sou DFA tenho 70 anos mas hoje sofro com problemas de traumas elem das mazelas no meu corpo

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