Regimento de Lanceiros nº 2

RL 2

ARMORIAL: JORGE GUERREIRO VICENTE
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Aprovação: Despacho s/nº do CEME de 27 de Janeiro de 2015
Publicação das Armas:
 Ordem do Exército nº 02/2015 (1ª série) de 28 de Fevereiro 2015 -pp. 46-48
ALTERAÇÕES: A 11 de Dezembro de 2008 foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Avis. Passa a ostentar a Cruz da Ordem Militar de Avis com que foi condecorada por Alvará (extrato) nº 5/2009 de 14 de Janeiro da Chancelaria das Ordens Honorificas Portuguesas, Presidência da República.
Publicado em Diário da República, (2.ª série) nº 19 de 28 de Janeiro de 2009, com título de Membro Honorário da Ordem Militar de Avis o Regimento de Lanceiros N.º 2

ARMAS:
ESCUDO: de ouro, duas lanças, com bandeiras de duas pontas, tudo de vermelho, passadas em aspa, brocante sobre o cruzamento uma caveira de negro com as cavidades orbitais e nasal e dentes de prata, tendo sotoposto duas tíbias passadas em aspa, também de negro
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
CORREIA: de vermelho, perfilada de ouro
PAQUIFE E VIROL: de ouro e de vermelho
TIMBRE: pescoço e cabeça de cavalo, de negro, animado e com narinas de vermelho
CONDECORAÇÃO: Sotoposta ao escudo a cruz da Ordem Militar de Avis
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir
“MORTE OU GLÓRIA”

SIMBOLOGIA:
AS LANÇAS: em cruz, sotopostas à caveira e às tíbias consubstanciam o paradigma de clara vitória da vida sobre a morte.
O OURO: do campo atribui a aura de glória ao herói, a sua própria transfiguração infinita e eterna.
-Constitui com o timbre uma sigla que expressa a perenidade da força do espírito sobre a matéria: o homem na sua harmoniosa união mística com o impetuoso cavalo.
O CAVALO: alude directamente a Lisboa cujo étimo advém, segundo Plínio o Velho de Aulissippo local de reunião de cavalos.
– Tal simbologia confere ao Regimento de Lanceiros de Lisboa um perfil que os seus cavaleiros,
os seus lanceiros traçaram, merecendo assim a legenda “MORTE OU GLÓRIA”, que é a sua divisa atual.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
O OURO: a fé, a nobreza, a força
A PRATA: o sentido da esperança
O VERMELHO: o valor, a vitória, a audácia, a grandeza de alma
O NEGRO: a firmeza, a virtude

ARMAS DO REGIMENTO DE LANCEIROS DE LISBOA
(Com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos )

Aprovação: “Portaria” de 11 de Agosto de 1980
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 09/1980 – (1ª série) pp. 659-661
NOTA: O 1º Volume do Armorial do Exército Português (1992-1996) Não menciona na descrição heráldica das Armas do RL 2 a Medalha de Ouro de Serviços Distintos que este ostenta por Direito Próprio. Medalha atribuída à Companhia de Policia Militar (CPM) 8247 em Angola: Publicado na Ordem do Exército nº 21/78 (2ª Série) de 01 de Novembro de 1978

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REGIMENTOS DE LANCEIROS nº 2

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SÍNTESE:

O Regimento de Lanceiros de Lisboa (RLL), teve origem em 1884 no Regimento de Cavalaria nº 2 (RC 2-Lisboa) Em 1888, mudou de designação para Regimento nº 2 de Cavalaria do Príncipe Dom Carlos e em 1890 para Regimento de Cavalaria nº 2 Lanceiros D’El rei, em virtude de D. Carlos I ter subido ao trono em Dezembro de 1887. Voltou à designação de Regimento de Cavalaria 2 (RC 2) em 1899 Em 1948, passou a designar-se Regimento de Lanceiros nº 2 (RL 2) A 1 de Abril 1975, foi-lhe atribuída a designação de Regimento de Polícia Militar (RPM), na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974, o regimento vive uma fase de instabilidade, a que, tal como em outras ocasiões anteriores, não será alheia a sua localização geográfica, próximo dos centros de poder. Em 1976, regressa à designação de Regimento de Lanceiros de Lisboa (RLL)
O regresso à estabilidade, a partir de 25 de Novembro de 1975, permite que a 9 de Fevereiro de 1976 a especialidade de PM se passe a designar por Polícia do Exército (PE) Em 1993, na reorganização do Exército, a sua designação regressa à forma numérica tradicional, voltando a designar-se: Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2).

É Herdeiro das Tradições Militares da seguinte Unidade:

  • Regimento de Cavalaria nº 2 Lanceiros da Rainha, criado em 1833 em Lisboa e extinto em 1884

É Fiel depositário das tradições Militares das seguintes Unidades:

  • Regimento de Cavalaria nº 1 (RC 1) com origem no regimento de Cavalaria de Alcântara em 1717 Alcântara e extinto em 1834 em Lisboa
  • Regimento de Cavalaria nº 7 (RC 7), com origem no regimento de Cavalaria do Cais em 1715 em Lisboa
  • O RC 7, com origem no Regimento de Cavalaria nº 10 (RC 10) em 1834 em Vendas Novas – Aveiro e extinto em 1975 em Lisboa
  • Centro de Instrução de Polícia do Exército, criado em 1979 em Portalegre e extinto em 1985

Das Unidades antecessoras com Ligação a este Regimento destacam-se:

  • O Destacamento do regimento de Cavalaria de Alcântara e do regimento de Cavalaria do cais que fizeram parte das forças com que o Conde de Lippe interveio na campanha da “Guerra Fantástica” de 1762
  • O RC 2 que durante a 1º Guerra Mundial (1914-1918) mobilizou para França 1 Grupo de Esquadrões de Cavalaria
  • Desde 1954 até 1960, o RL 2 mobilizou para o Estado da Índia em Esquadrão de Reconhecimento
  • As Companhias de Polícia Militar que nas Campanhas do Ultramar (1971/74), desempenharam funções de relevo destacando-se a CPM nº 8247 em Angola
  • o RL 2 que durante a Guerra do Ultramar (1961-1974) Mobilizou para:
    – Angola: 21 Companhias de Polícia MIlitar e 19 Pelotões de Polícia Militar
    – Guiné: 7 Companhias de Polícia Militar e 6 pelotões de Polícia Militar
    – Moçambique: 20 Companhias de Polícia Militar
  • O RC 7 que na mesma ocasião mobilizou para:
    – Angola: 6 Batalhões de Cavalaria – 31 Companhias de Cavalaria e 2 pelotões de Reconhecimento
    – Guiné: 4 Batalhões de Cavalaria – 22 Companhias de Cavalaria – 4 Esquadrões de reconhecimento e 5 Pelotões de Reconhecimento.

CONDECORAÇÕES:
Por Herança:
– Atribuída ao Regimento de Cavalaria 6 em Espanha, 1853/1837 – Oficio da Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra de 28 Junho de 1837, OE n.º 38 de 06 de Julho de 1837.

Por Direito Próprio:
– Medalha de Ouro de Serviços Distintos com Palma,concedida à Companhia de Policia Militar (CPM) 8247 em Angola (1961-1974) In: OE n.º 21, 2ª Série de 01NOV1978.

– Ordem Militar de Avis a 06 Fevereiro 2009

LEGENDAS:
Por Citações, Louvores ou Condecorações têm atribuídas as seguintes Legendas:

Direito Próprio:
– Angola – (1961-1974) – (CPM nº 8247)

Herança:
– Espanha – (1835-1837) – (RC 2 Lanceiros da Rainha)

RL 2

A Parada do Regimento de Lanceiros nº 2 (na Calçada da Ajuda)

O regresso à estabilidade, a partir de 25 de Novembro de 1975, permite que a 9 de Fevereiro de 1976 a especialidade de PM se passe a designar por Polícia do Exército (PE) Em 1993, na reorganização do Exército, a sua designação regressa à forma numérica tradicional, voltando a designar-se: Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2).

CRONOLOGIA: 

rl207 de Fevereiro de 1833 – O Regimento de Lanceiros da Rainha constitui-se como Unidade através do Decreto-Lei de 31 Janeiro de 1833 em OE de 07 Fevereiro de 1883

18 de Julho de 1834 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. Reorganização após o final da Guerra Civil, Decreto-Lei de 18JUL1834 e OD n.º 236 de 11AGO1834.

04 de Julho de 1837 – Regimento de Cavalaria 2, Santarém (eventual). Reorganização do Exército criando oito Regimentos de Cavalaria, quatro de Lanceiros e quatro de Caçadores a cavalo.

26 de Novembro de 1844 – Regimento de Cavalaria 2 – Lanceiros da Rainha, Ajuda – Lisboa. Decreto-Lei de 26NOV1844 e OE n.º 51 de 02DEC1844.

30 de Setembro de 1884 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. O Regimento é dissolvido devido a actos de insubordinação em 22 de Setembro, OE n.º 16 de 27SET1884.

01 de Outubro de 1884 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. É de novo criado um Regimento de Cavalaria que vai receber o N.º 2, as mesmas armas e as mesmas instalações, Decreto de 30SET1884 e OE n.º 17 de 01OUT1884. Em 1888, D. Luís I ordenou que o Regimento passasse a designar-se por Regimento de Cavalaria 2 do Príncipe D. Carlos, em homenagem ao príncipe herdeiro, facto este que, com a subida daquele ao trono, levou a que dois anos mais tarde se alterasse de novo a designação para Regimento de Cavalaria 2 – Lanceiros D’ El Rei. O despertar colonial nos finais do século XIX e as ameaças às nossas colónias, obrigaram ao envio de forças do Regimento em expedições à Índia em 1896 e a Moçambique em 1901.

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31 de Outubro de 1888 – Regimento de Cavalaria 2 do Príncipe D. Carlos, Ajuda – Lisboa. Decreto-Lei de 31OUT1888 e OE n.º 26 de 03NOV1888.

05 de Março de 1890 – Regimento de Cavalaria 2, Lanceiros D’El-Rei, Ajuda – Lisboa. A subida ao trono de D. Carlos levou à alteração da sua designação, Decreto 05MAR1890 e OE n.º 11 de 08MAR1890 Com a implantação da República em 1910, apesar de ser então considerado o Regimento mais aristocrático do País, e de durante a Revolução se ter batido ao lado das forças monárquicas, a Unidade não foi extinta, tendo apenas voltado à designação de Regimento de Cavalaria 2, com a reforma do Exército de 1911.

04/05 de Outubro de 1910 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. O Regimento coloca-se ao lado das forças leais à monarquia, combatendo com as forças de Paiva Couceiro os republicanos O eclodir da I Guerra Mundial e a posterior entrada de Portugal no conflito, mobilizou um grupo de Esquadrões deste Regimento que viriam a integrar o corpo expedicionário enviado à Flandres. O Ministro da Guerra louvou a força “pela forma correcta e reveladora do notável zelo com que se apresentaram”. A imposição das circunstâncias do teatro de operações, obrigou à renúncia do tradicional emprego com sub unidades montadas, o que não impediu que na Guerra de Trincheiras, os homens deste Regimento brilhassem uma vez mais.

rl217 de Janeiro de 1917 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. Embarque para França das forças incorporadas no CEP (dois Esquadrões). Durante a década de quarenta, com a dotação de novos equipamentos motorizados, o Regimento evolui no sentido de se constituir como Unidade Blindada de Reconhecimento, equipando-se inicialmente com a Auto-Metralhadora Humber , e já na década de cinquenta, com carros de combate ligeiros M5Stuart .

1943 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. O Regimento é dotado com a Auto-Metralhadora Humber e com Carros de Combate Valentine .

1945 – Regimento de Cavalaria 2, Ajuda – Lisboa. Em 1948 o Regimento readquire o direito de ter na sua denominação oficial a menção da sua arma tradicional, passando a intitular-se Regimento de Lanceiros 2. É retomada a designação de Lanceiros, Despacho de 14AGO1948 e OE n.º 5 de 03AGO1948 – 1ª Série.

Com a criação da Polícia Militar (PM) em 1953, sendo a sua missão atribuída ao Regimento, cumulativamente com as tradicionais da arma, iniciou-se por essa altura, com a constituição de uma Companhia de Polícia Militar (CPM), um serviço que se estende até aos nossos dias, e que gradualmente foi vinculando o Regimento à específica missão da PM. Neste âmbito, durante as campanhas do Ultramar de 1961 a 1975, sessenta e sete CPM e cinquenta e quatro Pelotões de PM, num total de cerca de oito mil homens foram mobilizados para as diferentes Províncias Ultramarinas, muito contribuindo para os êxitos alcançados pelo Exército Português, prestando inegáveis e prestigiosos serviços que honraram as tradições do Regimento. Disso são testemunho os seus mortos e feridos em campanha, as referências elogiosas, os vários louvores e a condecoração da CPM 8247 com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos com Palma.

Na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974, o regimento vive uma fase de instabilidade, a que, tal como em outras ocasiões anteriores, não será alheia a sua localização geográfica, próximo dos centros de poder. A sua designação, inclusivamente, volta a ser alterada em 1 de Abril de 1975 para Regimento de PM.

1993 – Na reorganização do Exército, a sua designação regressa à forma numérica tradicional, voltando a ser o Regimento de Lanceiros N.º 2.

2008 – A 11 de Dezembro o Regimento de Lanceiro nº 2 é feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Avis

2012 – O Regimento de Lanceiros n°2 apronta e projecta uma Companhia de Force Protection, integrando forças do Corpo de Fuzileiros e de Polícia do Exército, com destino ao Teatro de Operações do Afeganistão, sendo responsável pela segurança e controlo de acessos ao Aeroporto de Kabul.
no âmbito dos compromissos assumidos internacionalmente, o regimento apronta uma Companhia de Polícia Militar (Military Police Company, abreviado MP Coy), para se constituir como NATO Response Force no período de stand-by de 2013, a MP Coy/NRF 2013.

2015 – O Regimento de Lanceiros 2 é transferido do Quartel da Calçada da Ajuda para o Quartel da Amadora ocupando as Instalações da extinta Unidade de Apoio da Área Militar Amadora Sintra

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REGIMENTO DE LANCEIROS 2 Porta Código de Honra do GPE Década de 80

Regimento de Lanceiros 2 – Porta Código de Honra do GPE (Anos 80)

Land Rover PM modelo de 1970,recuperado pelo Comando e a Secção de Manutenção do RL2.Apresentado no Dia da Unidade em 2010

Land Rover PM modelo de 1970,recuperado pelo Comando e a Secção de Manutenção do RL2.Apresentado no Dia da Unidade em 2010

Regimento de Lanceiros nº2 Ao centro Principe D.Luis Filipe como Porta Estandarte do Regimento e respectiva Escolta.

Regimento de Lanceiros nº 2 Ao centro Príncipe D. Luís Filipe como Porta Estandarte do Regimento e respectiva Escolta.

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COMEMORAÇÃO DO 181º ANIVERSÁRIO DO RL 2 – (2014)
(Fotografia: Carlos Vilas)

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COMEMORAÇÃO DO 181º ANIVERSÁRIO DO RL 2 – (2014)
(Fotografias de: José Manuel Amado Santos)
Clique nas fotos para uma melhor visualização

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ASSOCIAÇÃO DE LANCEIROS
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É uma Associação sem fins lucrativos, que foi constituída por um grupo de Antigos Oficiais em 20 de Setembro de 1994 sob a denominação de Associação de Antigos Oficiais de Lanceiros (AAOL), passando a designar-se por Associação de Lanceiros (AL), em 10 de Março de 2010, englobando todas as classes, Oficiais, Sargentos e Praças).

associação de lanceiros

Temos como objectivos fomentar o convívio e reforçar os laços de camaradagem e solidariedade entre os Associados, Lanceiros que prestaram ou prestam serviço no Regimento de Lanceiros nº2, no Centro de Instrução de Polícia do Exército (CIPE) e no Exército Português ou que se encontrem destacados, em vários teatros de operações ou missões oficiais (incluindo as de paz), tanto em território nacional, como no estrangeiro. Estabelecer adequada comunicação, entre os nossos  associados, através da publicação de revistas e outras de cariz militar, promover encontros regulares e diversificados, aí se incluindo também a prática desportiva com outras Unidades Militares, reforçar os laços de camaradagem e de solidariedade, celebrar as efemérides da história do Regimento de Lanceiros 2, incluindo as relativas à Arma de Cavalaria da qual a maioria dos Associados é oriunda e à qual pertence, e também às do Exército a nível nacional, ramo das Forças Armadas em que se integra a Unidade, manter vivo, na sociedade portuguesa, o culto e o respeito pela prática e seus valores militares, como expressão mais elevada dos próprios deveres cívicos, contribuindo para a existência de um salutar clima de confiança, amizade, compreensão, abertura e de mútuo entendimento entre o País, a Sociedade civil e as suas Forças Armadas, promover e participar em acções e parcerias de interesse social, sem qualquer objectivo financeiro e/ou contrapartida material para a Associação, mas de forma a apoiar, em cada momento e desinteressadamente, os mais carenciados e desfavorecidos (militares ou civis) em conformidade com as disponibilidades materiais da Associação e pelos meios mais convenientes e adequados aos critérios de contribuição e de distribuição definidos pela Direcção Nacional quanto à sua selecção e atribuição.

Informação e Fotografia: Associação de Lanceiros
Site Oficial: http://alanceiros.wix.com/associacaolanceiros
Página no Oficial no Facebook

MURAL DA MEMÓRIA NO QUARTEL DA AMADORA

MONUMENTOS DO RL 2

RL 2
9/11/2015 – Foto: (Associação de Lanceiros) Imagem do início da montagem das placas memoriais no Monumento aos Mortos pela Pátria, o qual foi construído de raiz nas novas instalações do Regimento de Lanceiros Nº. 2 na Amadora. Na outra foto, pormenor da identificação do limite das instalações na antiga estrada militar, entre a Amadora e Queluz

O QUARTEL NA AMADORA

2016

19 de Fevereiro 2016

Comemorações do 183º aniversário do RL 2, e pela primeira vez no Quartel da Amadora
Cerimónia Militar foi presidida pelo Exmo. Chefe do Estado-Maior do Exército, General Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo.
Do programa das Comemorações, constaram uma Guarda de Honra à Alta Entidade (AE) que presidiu à cerimónia, a Homenagem aos Mortos pela Pátria, inauguração do “Mural da Memória”, leitura do Código de Honra do Lanceiro, alocuções alusivas ao Dia da Unidade, proferidas pelo Exmo. Comandante do RL2 e pelo Exmo. Chefe do Estado-Maior do Exército e da imposição de condecorações. A Cerimónia Militar terminou com o desfile das forças em parada em continência à AE, um desfile histórico e uma demonstração de capacidades do Grupo de Polícia do Exército. Após a cerimónia militar, decorreu a abertura da Coleção Visitável “Os Lanceiros Portugueses” e as entidades presentes foram convidadas para um almoço convívio onde se fomentou a sã camaradagem e a convivência entre os Lanceiros de diversas gerações e de todos os convidados. Para encerrar as cerimónias, foi clamado de forma fervorosa o “Grito do Lanceiro”
Clique nas fotos para uma melhor visualização

25 de Abril 2016

Os Lanceiros na Homenagem ao Tenente Coronel Salgueiro Maia em Santarém

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LINKS ÚTEIS:

 

ÚLTIMA ACTUALIZAÇÃO:
13 de Maio de 2016

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Escola Prática de Cavalaria

EPC

ARMORIAL: JOSÉ DE CAMPOS E SOUSA
ILUMINURA: XXX
Aprovação: “Portaria” 3 de Fevereiro de 1972
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 02/1972 (1ª Série) –  pp. 50-51
ARMAS:
Escudo: de vermelho : Com duas espadas antigas de oiro passadas em aspa, encimadas por um livro de oiro, acompanhadas à dextra e à sinistra por duas moletas de oiro, raios do mesmo e em ponta por um elefante armado de oiro, encilhado de vermelho.
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
Correia de vermelho perfilada de oiro.
Paquife e virol de vermelho e de oiro.
Timbre: Um cavalo brincão espantado de vermelho, animado de prata.
Condecoração: Circundado o escudo o Colar de Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor Lealdade e Mérito.

Divisa: Sotoposto ao escudo, em letras negras, maiúsculas, de estilo elzevir:
“MENS AGITAT MOLEM”.
Grito de Guerra: Num listel branco, ondulado, sobreposto ao timbre, em letras negras, maiúsculas, de estilo elzevir:
“AO GALOPE…À CARGA!”.

SIMBOLOGIA:
ESPADAS – Antigas simbolizam a Cavalaria.
LIVRO – Aberto simboliza o carácter didáctico da Escola
MOLETAS – Simbolizam as rosetas das esporas dos cavaleiros, indispensáveis à arte de bem cavalgar.
ELEFANTE – Armado simboliza as características essenciais de Cavalaria: potência de posição e de deslocamento.
CAVALO – Simboliza o hipismo
A divisa e o grito de guerra são os tradicionais da arma de cavalaria. A divisa”MENS AGITAT MOLEM” (o espírito comanda a massa). O seu grito de guerra é tradicional da Arma de Cavalaria: Ao Galope, Ao Galope, Ao Galope! À Carga!
SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
OIRO – Fé e Nobreza
PRATA – Riqueza e Eloquência
VERMELHO – Ardor bélico e Força

ESCOLA PRÁTICA DE CAVALARIA
*
A Escola Prática de Cavalaria (EPC), foi criada em 1890 em Vila Viçosa.

Foi transferida em 1902 para Torres Novas

Em 1911, passou a designar-se Escola de Equitação

Em 1925, mudou de designação para Escola de Aplicação de Cavalaria e em 1926, volta a designar-se por Escola Prática de Cavalaria.

Em 1955 é transferida para Santarém para as antigas instalações, ocupadas pelo Regimento de Artilharia 6 e pelo regimento de Cavalaria 4. A transferência ficou concluída a 15 de Março de 1957.

Em 2006 a EPC, é transferida para Abrantes, ocupando as instalações do extinto Regimento de Infantaria 2

Em 2013 é desactivada, com efeitos imediatos desde 1 de Outubro do mesmo ano por Despacho de S.Exa o Ministro da Defesa Nacional, de 03 de Julho de 2013

epc
Escola Prática de Cavalaria Vila Viçosa
( 1890-1902)
Convento de Santo Agostinho
Escola Prática de Cavalaria - TorresNovas  ( 1902-1955) Fotografia: Postal de autor desconhecido
Escola Prática de Cavalaria – TorresNovas
( 1902-1955)
Fotografia: Postal de autor desconhecido
Escola Prática de Cavalaria - Santarém (1955-2006)
Escola Prática de Cavalaria – Santarém (1955-2006)
Escola Prática de Cavalaria - Abrantes (1955-2006)
Escola Prática de Cavalaria – Abrantes
(2006-2014)
A EPC é herdeira das tradições militares das seguintes Unidades:
– Depósito Geral de Cavalaria criado em 1834 em Lisboa e extinto em 1869 em Torres Novas
– Ramo de cavalaria da Escola Prática de Infantaria e cavalaria, criado em 1887 e extinto em 1890 em Mafra
.
A EPC é fiel depositária das tradições militares dos regimentos de cavalaria fiéis ao Rei D. Miguel I e extintos em 1834 pela convenção de Évora-Monte:
– Regimento de Cavalaria nº 6 (RC 6) com origem no regimento de Cavalaria de Chaves – 1829 em Chaves e extinto em 1834
– Regimento de Cavalaria nº 12 (RC 12) criado em 1834 em Bragança e extinto no mesmo ano.
– Regimento de Cavalaria  nº 9 (RC 9) criado em 1834 Miranda do Corvo e extinto em 1834
– Regimento de Cavalaria nº 10 (RC 10) criado em 1833 em Salvaterra e extinto em 1834
– Regimento de Cavalaria nº 11 (RC 11) criado em 1834 em Almeida e extinto em 1834
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É ainda fiel depositária das tradições militares das seguintes unidades:
– Regimento de Cavalaria nº 5 (RC 5) com origem no RC 8 1837 em Almeida e extinto em 1967 em Aveiro
– Escola Normal para o Ensino de Ordenança de Cavalaria, criada em 1841 em Évora e extinta em 1841
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A EPC durante a Guerra do ultramar (1961-1974), mobilizou para Angola uma Companhia de Cavalaria.
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Das Unidades antecessoras com ligação a esta Escola, destacaram-se:
– A Escola de Equitação, que durante a 1ª Guerra Mundial mobilizou um destacamento para França
– O RC 5, que desde 1954 até 1960, mobilizou para o Estado da Índia um Esquadrão de Reconhecimento.
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CONDECORAÇÕES:
A EPC possui por direito próprio as seguintes condecorações:
– Membro Honorário da ordem Militar da Torre e espada, do Valor, Lealdade e Mérito, concedida em 1985
– Membro Honorário da Ordem Militar de Cristo, concedida em 1966
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Fotografia de: Alfredo Cunha http://olhares.sapo.pt/alfredocunha/
Fotografia de: Alfredo Cunha
http://olhares.sapo.pt/alfredocunha/
O nome de Salgueiro Maia, ficará para sempre ligado à Escola Prática de Cavalaria.
Coube à EPC na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, marchar sobre Lisboa e ocupar o Terreiro do Paço e, posteriormente, cercar o Quartel do Carmo para obrigar o Chefe do Governo a render-se. Composta por 2 esquadrões, um de atiradores auto-transportados e outra de auto-metralhadoras, esta força era comandada pelo então Capitão Salgueiro Maia.
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ANTECEDENTES:
(Via Exército)
Mouzinho de Albuquerque Fotografia oferecida a Henrique Paiva Couceiro
Mouzinho de Albuquerque
Fotografia oferecida a Henrique Paiva Couceiro

Sediada inicialmente em Vila Viçosa, a EPC vive nos seus primeiros anos um período simultaneamente agitado e complexo. Agitado, porque corresponde à participação da Cavalaria em vitórias militares decisivas para o estabelecimento da soberania portuguesa em África, nomeadamente em Moçambique com a actuação de Joaquim Mouzinho de Albuquerque.

Complexo, porque quer a nível Nacional quer a nível Internacional a conjuntura política, económica e cultural das últimas décadas da Monarquia foi extremamente perturbada. Quanto à EPC, depois de um período de 12 anos de instalação é deslocada em 30 de Janeiro de 1902 para Torres Novas. Aproximava-se assim dos grandes centros de decisão e dos eixos mais importantes, daí o seu papel também passar a ser mais relevante. A nova situação criada pelo 5 de Outubro de 1910 veio trazer, além da substituição de chefias, novas reformas ao Exército e à EPC, em particular. Em 24 de Dezembro de 1911 a Escola muda de nome para Escola de Equitação, com a natural restrição de funções que tal mudança deixa supor. A designação da Escola, como Escola de Equitação, não correspondia à verdadeira função da Unidade que formava em Torres Novas os cavaleiros da arma. A realidade impõe-se e a Escola passa a chamar-se Escola de Aplicação de Cavalaria. Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, a ainda Escola de Aplicação de Cavalaria é sujeita a novas reformas, volta então ainda em Torres Novas a designar-se por Escola Prática de Cavalaria. Assim, como grande novidade, surge a ideia da criação de um Centro de Instrução de Auto-Metralhadoras que, no entanto, do material necessário. Apesar de Portugal ter adquirido os seus primeiros meios blindados em França (1926) e Inglaterra (1928), não foram atribuídos à Escola. Para se manter actualizada do ponto de vista técnico e táctico, da simulação de situações e de meios, com auxiliares desta situação, a responsabilidade pela instrução prática da Arma levava a que, a iniciativa dos seus militares, fizesse da Escola de Torres Novas um núcleo activo e actual. A cavalaria continuava voltada para o emprego do cavalo, mas a 2ª Guerra Mundial iria demonstrar definitivamente que a velocidade, potência e segurança que caracterizavam as Unidades de cavalaria estavam dependentes de meios mecanizados e blindados.

otografia: José Carreira, 1º Sargento da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas espólio de seu neto: http://recuemos.blogspot.pt/2006/09/escola-prtica-de-cavalaria.html
otografia: José Carreira, 1º Sargento da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas
espólio de seu neto:
http://recuemos.blogspot.pt/2006/09/escola-prtica-de-cavalaria.html

O ano de 1943 foi aquele em que, já presentes os ensinamentos fornecidos pelo conflito mundial e feita a opção Portuguesa a favor dos Aliados, a EPC recebeu o seu primeiro material mecanizado. Equipam-se então pelotões com motos, viaturas “Bren”, camiões, canhões anti-carro e metralhadoras anti-aéreas. Com a constituição no ano seguinte de um esquadrão blindado com base em auto – metralhadoras “Humber”, a EPC passa a ocupar instalações no Entroncamento. O fornecimento destes materiais obrigou alterar significativamente as instalações e dependências de Torres Novas, bem como a preparação técnica e táctica dos quadros da Arma. Com a vinda em 1952 para Portugal de carros de combate M47, passou a EPC a ter o papel, não de apenas receber estes carros, mas também de dirigir a instrução no recém criado Centro de Instrução de Blindados, após a sua transferência do Regimento de Cavalaria 7, em Lisboa, para Santa Margarida. A 2ª Guerra Mundial e o pós-guerra alteraram significativamente o enquadramento diplomático e os compromissos militares Portugueses.

1971 - Pelotão de Instrução Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 – Pelotão de Instrução
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
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EPC - 1971 - Carro de Combate M47 Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
EPC – 1971 – Carro de Combate M47
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
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1971 - Auto Metralhadora Humber Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 – Auto Metralhadora Humber
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
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1971 - Engenho de Transporte de Tropas, ETT Panhard Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 – Engenho de Transporte de Tropas, ETT Panhard
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
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Parada Chaimite EPC
Parada Chaimite
EPC

Criada a OTAN, Portugal passa a integrar um bloco estratégico que lhe impõe uma determinada operacionalidade a nível militar. É criada a Divisão Nun´Álvares e, posteriormente, a 1ª Brigada Mista Independente. A transferência da EPC de Torres Novas para Santarém inicia-se em 01JAN1955 com a deslocação de um Destacamento, este mesmo destinou-se não só a manter segurança, como a preparar as instalações para a transferência que ficou concluída em 15MAR1957, ocupando assim as antigas instalações do Regimento de Cavalaria 4 e as do Regimento de Artilharia 6, vem marcar um ponto alto na transferência da instrução da cavalaria Portuguesa.

1971 - Desfile no Dia da Cavalaria Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5 http://ultramar.terraweb.biz/index.htm
1971 – Desfile no Dia da Cavalaria
Fotografia: Amílcar Monge da Silva, ex- Alferes Mil.º de Cavalaria
Timor 1971/1973: ECav6, CCac11 e ECav5
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As características da EPC entre 1961 e 1974 vão ser afectadas pelas novas necessidades que a guerra em África criou. A organização de forças para actuação em Angola, Guiné, e Moçambique foi condicionada pelas disponibilidades financeiras e de política internacional, de que resultou dificuldade na aquisição de meios no estrangeiro, donde ter havido uma preponderância do factor humano. O esforço desenvolvido pela Escola foi então o de fornecer grandes contingentes aos Regimentos de Cavalaria de todo o país. Este é o período durante o qual maior número de jovens passa pela Escola de Cavalaria. O arrastar da guerra, com o esforço social que acarretava, e a agudização das tensões sociais e políticas portuguesas levou, no início da década de 70, a que sectores das Forças Armadas manifestassem a sua preocupação por tal situação.

Fotografia: http://macores.forumativo.com/t140-25-de-abril-chaimit
Fotografia:
http://macores.forumativo.com/t140-25-de-abril-chaimit

Era convicção desses sectores que seria necessário pôr fim ao esforço da guerra, instaurar uma democracia e reabilitar o prestígio internacional. Nesse processo a EPC teve um papel relevante. Pela sua força em meios blindados coube à EPC na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, marchar sobre Lisboa e ocupar o Terreiro do Paço e, posteriormente, cercar o Quartel do Carmo para obrigar o Chefe do Governo a render-se. Composta por 2 esquadrões, um de atiradores auto-transportados e outra de auto-metralhadoras, esta força era comandada pelo então Capitão Salgueiro Maia. Desde essa data a missão da Cavalaria tem sido a de recuperar o seu papel específico no contexto das Forças Armadas. Com excepção das VBL “Chaimite” introduzidas em 1967, todo o material blindado foi renovado: 1977 – Chegaram os primeiros carros de combate M48A5; 1979 – Chegaram as viaturas blindadas “Ferret”. Já na década de 80, chegaram VBTP M113, as M106 e as Auto-Metralhadoras ligeiras “Saladine”. A colaboração entre a EPC e o Regimento de Cavalaria de Santa Margarida permitiu que, mesmo sem esse material, a EPC realizasse a instrução dos quadros necessários à Cavalaria portuguesa. Em 1990 a EPC recebeu duas AM V-150 “Cadillac Gage”, substituindo as AM “Saladine” existentes no Esquadrão de Reconhecimento. Em 1991 foram substituídas as VBRec “Ferret” pelas VBRec M11 “Panhard”, também existentes no ERec. Em 2006 a EPC é deslocada de Santarém para Abrantes e em 2007 recebe novo equipamento nomeadamente as VBR PANDUR que vieram substituir as VBL “Chaimite”.

EPC

EPC | Santarém
EPC | Santarém
Juramento de Bandeira - 2008 Abrantes Fotografia cedida por: Henrique Francisco
Juramento de Bandeira – 2008 Abrantes
Fotografia cedida por: Henrique Francisco
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ABANDONADOS: SIC (Maio 2015)

No 41º aniversário da Revolução, o Abandonados visitou o local de onde saiu o 25 de abril.
A Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, foi um antigo quartel do exército e berço do dia da liberdade em Portugal . Está abandonada desde 2006.

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Regimento de Cavalaria 3

RC3

REGIMENTO DE CAVALARIA DE ESTREMOZ
Armorial: Jorge Guerreiro Vicente

Publicação das Armas: “Portaria”, 1980, Dezembro, 3 in OE, 1981, 1.ª série, n.º 4, pp. 181-183.

ARMAS:
ESCUDO: De azul, dois dragões adossados de prata, lampassados, sacados e armados de vermelho, segurando nas garras dianteiras dextra e sinistra, respectivamente uma espada antiga de prata, ponta embutida de prata com alerião invertido de negro.
ELMO: Militar de prata, forrado de vermelho a três quartos para a dextra.
CORREIA: De vermelho perfilada de oiro.
PAQUIFE E VIROL: De azul e de prata.
TIMBRE: Uma cruz florenciada de verde, entre duas asas de dragão de prata armadas de vermelho.
CONDECORAÇÕES: Pendente do escudo a medalha de Prata de Valor Militar.
DIVISA:  Num listel de branco, ondulado sotoposto ao escudo, em letras negras maiúsculas, de estilo elzevir:
“CONDUTA BRILHANTE NA GUERRA”.
SIMBOLOGIA E ALUSÃO DAS PEÇAS:
Os DRAGÕES, adossados em sinal de unidade e camaradagem, aludem ao calor e ímpeto com que os corpos de cavalaria, espadas nuas, se lançavam sobre as posições inimigas em cargas de epopeia.
O ALEIRIÃO – águia despojada de bico e de garras – em queda, recorda as “águias” napoleónicas que tropas do Regimento obrigaram a morder o chão, vergadas na derrota.
As ASAS de dragão do timbre definem a Arma da Unidade, enquanto a CRUZ DE AVIS, localizando-a regionalmente, perpetua a velha Cavalaria de ALÉM-TEJO.
A PRATA simboliza a humildade com que a firmeza – O NEGRO – e a bravura – O VERMELHO – firmavam a esperança – O VERDE – de vitória, que ao longo da história cimentaram a fama – O AZUL – da sua brilhante actuação na guerra.OS ESMALTES SIGNIFICAM
A Prata: Humildade.
O Vermelho: Bravura.
O Azul: Fama.
O Verde: Esperança.
O Negro: Firmeza.

REGIMENTO DE CAVALARIA DE ESTREMOZ

rc 3

RC3O Regimento de Cavalaria de Estremoz (RCE) teve origem em 1762, no Regimento de Cavalaria Ligeira de Castelo Branco. Três anos mais tarde o Regimento foi transferido para Torres Novas. Em 1767, foi transferido para Penamacor, e em 1788, para Santarém, onde mudou de designação para Regimento de Cavalaria de Santarém.
Recebeu a designação de Regimento de Cavalaria nº 10 (RC 10) em 1806 e em 1814, transferiu-se para Torres Novas para, dois anos mais tarde voltar à cidade escalabitana. Em 1834, mudou novamente de designação para Regimento de Cavalaria nº 3 (RC 3); em 1835 foi transferido para Castelo Branco e em 1840, para Elvas, data que marcou a sua passagem definitiva para o Alentejo.
Assim em 1863 foi transferido para Vila Viçosa e em 1896 para Estremoz. Em 1901, mudou a sua designação para Regimento nº 3 de Cavalaria do Rei Eduardo VII de Inglaterra, designação devida à visita que o monarca britânico realizou ao nosso país. Em 1911, voltou a designar-se RC.
O Regimento toma parte activa no 25 de Abril de 1974 e no 25 de Novembro de 1975. Com a extinção do Regimento de Lanceiros Nº1 de Elvas e o Regimento de Cavalaria Nº 8 de Castelo Branco, em Abril de 1975, o Regimento de Cavalaria Nº 3 herda as tradições e património dos Regimentos extintos. Em 1 de Abril de 1975 passa a designar-se Regimento de Cavalaria de Estremoz.

Fotografia: http://100diasdebicicletaemportugal.blogspot.pt/2010/06/dia-27-estremoz.html
Fotografia:
http://100diasdebicicletaemportugal.blogspot.pt/2010/06/dia-27-estremoz.html

O RCE integra as tradições militares das seguintes unidades:
– Regimento de Cavalaria nº 5 (RC 5), criado em 1834 em Évora e integrado em 1939
– RC 10, criado em 1901 em Vila Viçosa e integrado em 1927

o RCE é herdeiro das tradições Militares do RC3, com origem no Regimento de Dragões de Santarém – 1738 em Santarém e extinto em 1834 em Elvas.

É fiel depositáriondas tradições militares das Seguintes Unidades:
– Regimento de Cavalaria nº 2 (RC 2), com origem no Regimento de Cavalaria de Moura -1754 em Moura, extinto em 1834 em Vila Viçosa
– Regimento de Cavalaria nº 8 (RC 8), com origem no Regimento de Cavalaria de Elvas – 1754 em Elvas, extinto em 1834 em Campo Maior.
– RC 5, com origem no Regimento de Dragões de Évora – 1736 em Évora extinto em 1834.
– Regimento de Lanceiros nº 1 (RL 1), com origem no regimento de Cavalaria nº 1 – 1834 em Lisboa, extinto em 1975 em Elvas.

Das unidades antecessoras com ligação a este Regimento, destacaram-se:
– O Regimento de Cavalaria Ligeira de Castelo Branco, que participou na Campanha de 1762 conjuntamente com o RC Moura, o RC Elvas eo Regimento de Dragões de Évora, sob o comando do Marechal-General do Exército Português o Conde Guilherme de Schaumburg-Lippe.
– Os RC 3, RC 5 e RC 8, que constituindo uma brigada, participaram em 1810, na batalha de Fuentes de Campos, durante a 3ª Invasão francesa a Portugal
Em 1993, com a ultima reorganização do Exército, ao RC3 é atríbuida com encargo o ERec/BAI.
Em 15 de Setembro de 1998, por ocasião das comemorações do 291º Aniversário do Regimento de Cavalaria Nº 3, o Estandarte do Regimento é condecorado com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
Em Agosto de 1999 o Esquadrão de Reconhecimento (ERec) integra o Agrupamento Bravo/BAI em missão no Kosovo e com regresso em Fevereiro de 2000.

Fotografia: http://rc3operacionais.blogspot.pt/search?updated-min=2010-01-01T00:00:00Z&updated-max=2011-01-01T00:00:00Z&max-results=50
Fotografia:
http://rc3operacionais.blogspot.pt/search?updated-min=2010-01-01T00:00:00Z&updated-max=2011-01-01T00:00:00Z&max-results=50
Guarda de Honra com o Marechal Spínola a presidir às cerimónias
Guarda de Honra com o Marechal Spínola a presidir às cerimónias
306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3 Fotografia: Digital Point https://www.facebook.com/digitalpointpt
306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3
Fotografia: Digital Point
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Mural em Azulejo, exposto na porta de Armas do Regimento de Cavalaria de Estremoz
Mural em Azulejo, exposto na porta de Armas do Regimento de Cavalaria de Estremoz
306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3 Fotografia: Digital Point https://www.facebook.com/digitalpointpt
306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3
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306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3 Fotografia: Digital Point https://www.facebook.com/digitalpointpt
306º Aniversário do Regimento de Cavalaria 3
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