Brigada Mecanizada

BRIGADA MECANIZADA

ARMORIAL: JOSÉ DE CAMPOS E SOUSA
ILUMINURA: JOSÉ ESTÉVENS COLAÇO
Aprovação: Despacho s/n.º do CEME de 22 de Dezembro de 2011
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 09/2013 (1ª Série) – pp. 671 a 673
ALTERAÇÕES: Passa a ostentar nas suas Armas a Cruz da Ordem Militar de Cristo por ter sido conferido o título de Membro Honorário da Ordem Militar de Cristo por Alvará de 4 de Abril de 2002, publicado no Diário da República nº 123 (2ª Série) de 28 de Maio de 2002, ao Campo Militar de Santa Margarida de que é herdeiro.
O Modelo das Armas da Brigada Mecanizada, é aprovado ao abrigo do disposto no artigo 59º da Portaria nº 213/87 de 24 de Março do Regulamento de Heráldica do Exército

ARMAS:
ESCUDO: de prata, cinco escudetes antigos de azul, postos em cruz, os dos flancos apontados ao centro, carregados, cada um, de onze besantes de prata, 3, 2, 3, 2, 1; bordadura diminuída e ameiada de azul.
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra
CORREIA: de vermelho perfilada de ouro
PAQUIFE E VIROL: de prata e de azul
TIMBRE: um leão sainte de ouro, empunhando na garra dianteira dextra um chicote de armas de prata, encabado a azul
CONDECORAÇÃO: sob o escudo a Cruz da Ordem de Cristo
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir
“FEITOS FARÃO TÃO DIGNOS DE MEMÓRIA”

SIMBOLOGIA:
A PRATA: do campo alude à riqueza do conhecimento que esta Grande Unidade proporciona, como Escola Inter-Armas do Exército, tal como acontecia com a Divisão Nun’ Álvares, sua antecessora.
OS ESCUDETES: antigos, armas de Portugal anteriores a El-Rei D. Afonso III, aludem ao contributo da Brigada na sua missão de defesa do território nacional.
A BORDADURA: diminuída, caracteriza um Comando Territorial e é ameiada como diferença dos Comandos Territoriais Independentes das Regiões Autónomas; a sua cor é a da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
O LEÃO SAINTE: alude ao símbolo heráldico do Exército Português e simboliza a Grande Unidade de Armas Combinadas de que o Exército dispõe para a satisfação de compromissos assumidos por Portugal no seio da Organização do Tratado do Atlântico Norte ; empunha um chicote de armas com os esmaltes da mesma organização.
A DIVISA: “ FEITOS FARÃO TÃO DIGNOS DE MEMÓRIA”
Lusíadas. X-70, é a afirmação do que se espera da actuação desta Grande Unidade, no âmbito das suas diversificadas missões.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
O Ouro, nobreza e constância;
A Prata, riqueza e eloquência
O Vermelho, energia, ardor bélico e sangue derramado
O Azul, zelo e lealdade

ANTERIORES BRASÕES DE ARMAS DA BRIGADA MECANIZADA

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ARMAS DA 1ª BRIGADA MISTA INDEPENDENTE
(Iluminadas pelo Capitão MIGUEL DE PAIVA COUCEIRO)

0-1ª Brig.Mec.Inde 1978-1993
ARMORIAL: JOSÉ DE CAMPOS E SOUSA
ILUMINURA:
MIGUEL DE PAIVA COUCEIRO
Aprovação: 
“Portaria” de 11 de Agosto de 1980
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 09/1980 (1ª Série) – pp. 659-661

ARMAS:
ESCUDO: de prata, cinco escudetes antigos de azul, postos em cruz, os dos flancos apontados ao centro, carregados, cada um, de onze besantes de prata, 3, 2, 3, 2, 1; bordadura diminuída e ameada de azul.
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
Correia de vermelho perfilada de ouro.
PAQUIFE E VIROL: de prata e de azul.
TIMBRE: leão sainte de ouro, empunhando na garra dianteira dextra um chicote de armas de prata, encabado de azul.
SUPORTES: dois cavalos de batalha: o da dextra de negro, ajaezado de vermelho, gualdrapado da Ordem de Templo, couraçado de prata, enfreado e com estribos e fivelas de ouro, sustentando o balsão da Ordem do Templo, franjado de ouro, a lança de vermelho, com ferro e copos de ouro; o da sinistra de vermelho, ajaezado de negro, gualdrapado da Ordem de Cristo, couraçado de prata, enfreado e com estribos e fivelas de ouro, segurando o balsão da Ordem de Cristo, franjado de ouro, a lança de negro, com ferro e copos de ouro (as armas e o balsão da Ordem do Templo são: partido de prata e de negro e brocante na linha divisória uma cruz da Ordem de vermelho).
TERRADO: de verde e nele assente um guante de prata, posto em faixa virado à sinistra; à dextra uma figueira-do-inferno e à sinistra um cardo, ambos de sua cor.
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo gótico:
“FEITOS FARÃO TÃO DIGNOS DE MEMÓRIA”
«Os Lusíadas» – Canto X, Estância 70

SIMBOLOGIA:
OS ESCUDETES: antigos são as armas de Portugal antigo (anterior a el-Rei D. Afonso III)
A BORDADURA: diminuída caracteriza um Comando Territorial Independente e hierarquicamente inferior ás Regiões Militares e é ameiada como diferença dos comandos Territoriais Independentes das Ilhas Adjacentes.
A CRUZ DE CRISTO: (potentea) vermelha e vazia do campo) constituí um símbolo heráldico Nacional, conhecido internacionalmente  e simultaneamente é o símbolo heráldico da ordem da mesma invocação, em cujo antigo território se situa a sede da 1ª BMI
A CRUZ DO TEMPLO: (orbicular) é o símbolo heráldico daquela ordem, imediata antecessora da Ordem de Cristo.
A BORDADURA: e a sua cor aludem à missão da NATO e ao seu modo de actuar.
O LEÃO: sainte alude ao símbolo heráldico do exército Português; o chicote de armas ostenta o metal e a cor da NATO
OS CAVALOS: de batalha couraçados representam a característica técnico-militar da 1ª BMI, constituída por unidades blindadas.
O GUANTE: significa um desafio futuro de cujo espírito novo a 1ª BMI se apresenta como expoente.
A FIGUEIRA DO INFERNO  e o CARDO: significam a aspereza dos caminhos da honra.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
OURO: nobreza e constância
PRATA: riqueza e eloquência
VERMELHO: energia, ardor bélico, e sangue derramado
AZUL: zelo e lealdade
VERDE: liberdade e abundância

BRIGMEC

SÍNTESE:

A Brigada Mecanizada foi criada em 1978 em Santa Margarida.

Teve as seguintes Designações:

  • 1ª Brigada Mista Independente – (1978 – 1993)
  • Brigada Mecanizada Independente – (1993-2006)
  • Brigada Mecanizada – (2006 – Até ao Presente)

CONDECORAÇÕES:

  • Medalha de Ouro de Serviços Distintos – 1ª Brigada Mista Independente (1ª BMI) – 23 de Março de 1988, pelo Ministro da Defesa Nacional
  • Medalha de Ouro de Serviços Distintos – Brigada Mecanizada Independente (BMI) – 18 de Fevereiro de 1998, pelo Presidente da República Portuguesa
  • Membro Honorário da Ordem Militar de Avis (alvará de concessão de 16 de Maio de 2001 do Presidente da República Portuguesa
  • Membro Honorário da Ordem Militar de Cristo (alvará de concessão de 04 de abril de 2002 do Presidente da República Portuguesa

BRIGMEC

BRIGADA MECANIZADA

IMG_9470A Brigada Mecanizada tem as suas raízes na Divisão Nun’ Álvares – 1ª Divisão do Corpo Expedicionário Português – criada e organizada em 1953 para responder aos compromissos assumidos por Portugal, como membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), sendo herdeira das suas tradições e património histórico. A Divisão Nun’Álvares alterou a sua designação em 1954 para 2ª Divisão e para 3ª Divisão, mantendo-se até 1976.

Após o 25 de Abril de 1974 e o consequente termo da guerra em África, a opção Europeia e o desejo manifesto de manutenção da nossa posição no seio da OTAN e, por outro lado, a necessidade de reorganizar, reinstruir e reequipar o Exército em termos convencionais, conduziram à criação de uma Grande Unidade destinada a preencher a lacuna deixada pela 3ª Divisão.

A ideia de substituição da 3ª Divisão por outro tipo de GU adaptada às necessidades do Teatro de Guerra Europeu, talvez remonte a 1960, data em que se pôs à prova a organização e possibilidades tácticas e logísticas da Divisão tipo LANDCENT. Porém, a criação da Brigada Mista somente se concretizou com o despacho de 09 de Fevereiro de 1976, em que o Chefe do Estado-Maior do Exército determinou a constituição urgente do Comando da Brigada correspondente.

Foi assim que, em 19 de Fevereiro de 1976, se nomeou o Brigadeiro HENRIQUE DO NASCIMENTO GARCIA para seu Comandante e a 5 de Abril do mesmo ano a Brigada passou a ser designada por 1ª Brigada Mista Independente (1ª BMI).

 principal actividade da Brigada Mecanizada desenvolve-se nas Infra-estruturas afectas ao Campo Militar de Santa Margarida. O Campo Militar ocupa uma área de 67 Km2 e está fisicamente dividido em duas grandes áreas: uma urbana, onde se instala a Brigada Mecanizada (BrigMec) com quartéis individualizados para todas as unidades orgânicas, além do Comando da Brigada e zonas residenciais para familiares; outra, muito mais extensa, onde se localizam as áreas de treino, o polígono de tiro e a respectiva área de impactos.

O Decreto-Lei nº 91/78, de 11 de Maio, formalizou a criação da  1ª BMI desde 1 de Janeiro do mesmo ano, referindo que  aquela GU era “herdeira das tradições e património histórico da 3ª Divisão”.

A sua missão foi definida por despacho do General CEME, de 18 de Janeiro de 1979, e o  Dia da Unidade foi fixado em 6 de Abril, dia da Batalha dos Atoleiros, considerando-se seu patrono D. Nuno Álvares Pereira, como já tinha sido das GU suas predecessoras.

O Comandante do Campo e o Comandante da 1ª BMI, até então distintos, passaram a ser exercidos pela mesma entidade – O Comandante da Brigada ( Decreto-Lei nº 44/81 )

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Como consequência, do processo de completa mecanização da Brigada, por despacho de 17 de Março de 1994, do General CEME, tomou a designação de Brigada Mecanizada Independente, com efeitos a partir de 12 de Outubro de 1993.

No âmbito da Transformação do Exército Português, foi extinto desde 30 de junho de 2006, o Campo Militar de Santa Margarida (Despacho n.º 130/CEME/2006, de 20 de junho de 2006) e a Brigada Mecanizada Independente passou a designar-se, desde janeiro de 2006 (por despacho de 23 de agosto de 2005, de S. Exª General CEME), de Brigada Mecanizada.

A Brigada Mecanizada assumiu desde essa data, na generalidade, as missões que eram atribuídas ao extinto Campo Militar de Santa Margarida, ocupando o mesmo aquartelamento, reunindo naturalmente os requisitos para herdar o seu património histórico e as tradições militares, fato esse consagrado através do Despacho n.º 220/CEME/2010, de 13 de dezembro de 2010.

No âmbito das Operações de Apoio à Paz foi responsável pela preparação, aprontamento, projeção e sustentação de catorze Unidades de Escalão Batalhão (UEB) para os Teatros de Operações (TO) da região dos Balcãs, uma UEB para o TO de Timor-Leste, cinco Unidades de Engenharia para o TO do Líbano e bem como três Contingentes Nacionais para o TO no Afeganistão. De destacar ainda o Projeto 5, Cooperação Técnico Militar – apoio técnico à componente terrestre das F-FDTL, do qual a Brigada Mecanizada é a entidade técnica responsável desde fevereiro 2011.

Agraciada com vários prémios de Defesa Nacional e Ambiente, a Brigada Mecanizada é desde 2003, uma entidade certificada ambientalmente pela APCER, de acordo com a norma ISO 14001, sendo a terceira unidade militar a obter esse reconhecimento externo de conformidade ambiental e a primeira unidade operacional do Exército.

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A Brigada Mecanizada possui o título de Membro Honorário da Ordem Militar de Cristo (alvará de concessão de 04 de abril de 2002 do Presidente da República Portuguesa),Membro Honorário da Ordem Militar de Avis (alvará de concessão de 16 de maio de 2001 do Presidente da República Portuguesa), e duas Medalhas de Ouro de Serviços Distintos, que lhe foram concedidas em 23 de março de 1988, (1ª Brigada Mista Independente), pelo Ministro da Defesa Nacional e em 18 de fevereiro de 1998, (Brigada Mecanizada Independente), pelo Presidente da República Portuguesa.

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