Regimento de Infantaria 3

RI 3

ARMORIAL: JOSÉ DE CAMPOS E SOUSA
ILUMINURA:
Publicação das Armas: “Portaria”, 1978, Outubro, 19 in OE, 1978, 1.ª série, n.º 11, pp. 704-707

ARMAS:
ESCUDO: de azul, um leão rampante de ouro segurando na garra dianteira dextra uma espada antiga de prata, guarnecida e empunhada de ouro, e acompanhando nos cantões dextro e sinestro do chefe e em ponta de uma cabeça de águia contornada do mesmo, bicada e lampassada de vermelho.
ELMO: militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
CORREIA: de vermelho perfilada de ouro.
PAQUIFE E VIROL: de azul e de ouro.
TIMBRE: Uma das cabeças de águia do escudo, trespaçada por dois virotões (ou xaras) de verde, passados em aspa.
CONDECORAÇÕES: pendente do escudo a cruz de guerra de 1ª classe.
DIVISA: num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir
“CONDUTA BRAVA E EM TUDO DISTINTA”

SIMBOLOGIA:
Estas armas aludem ao comportamento distinto do Regimento de Infantaria de Beja, durante as campanhas do sec XIX, em que contribuiu eficazmente para a derrota das forças inimigas

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
OURO: Nobreza, força e constância.
VERMELHO: Energia criadora, ardor bélico e força.
AZUL: Zelo e lealdade.
VERDE: Honra e esperança.

ESBOÇO ORIGINAL DO REGIMENTO DE INFANTARIA 16
(Congeminadas por José de Campos e Sousa)
(Iluminadas pelo Capitão Miguel de Paiva Couceiro)

RI 16

RI 3

SÍNTESE:

O Regimento de Infantaria de Beja teve origem no Regimento de Infantaria nº 22 – 1926 Évora.
Em 1927 mudou de designação para Regimento de Infantaria nº 16 (RI 16)
Em 1975 para Regimento de Infantaria de Évora RIEV)
Em 1977 foi transferido para Beja passando a designar-se por Regimento de Infantaria de Beja (RIBE)
Em 1993 volta à antiga designação de Regimento de Infantaria nº 3 (RI 3)
Em 2015 o RI 3 é Extinto

É Herdeiro das tradições Militares da seguinte Unidade:

  • Regimento de Infantaria nº 3 (RI 3), com origem no Regimento de Infantaria nº 17 (RI 17) 1850 em Estremoz – extinto em 1975 em Beja

É Fiel depositário das tradições militares das seguintes Unidades:

  • Terço de Évora – 1707 – Évora
  • Regimento de Infantaria de Moura (RI Moura), com origem no terço de Moura – 1642 em Moura – extinto em 1767
  • Regimento de Infantaria nº 22 (RI 22), com origem no Terço de Serpa – 1662 em Serpa – extinto pela Convenção de Évora-Monte em 1834 – Setúbal
  • Batalhão de Infantaria nº 15 (BI 15), Criado em 1837 em Beja e dissolvido em 1842

Das Unidades antecessoras com ligação a este Regimento, destacaram-se:

  • Os Terços de Moura e de Serpa que participaram na defesa do Alentejo nas Campanhas da Restauração contra os invasores Espanhóis (1640-1668). Ao longo dos 28 anos de guerra o esforço de tenaz e heróico das tropas e populações portuguesas logrou alcançar a vitória sobre um inimigo muito mais poderoso, culminando com a afirmação definitiva da independência nacional.
  • O 1º e 2º Regimentos de Infantaria de Moura e o 1º e 2º Regimentos de Infantaria de Serpa que participaram na defesa do Alentejo durante a “Guerra Fantástica” (1762)
  • O RI 17 que participou nas campanhas de Angola (1915-1918) durante a 1ª Guerra Mundial, mobilizando um Batalhão de Infantaria, no combate ás forças da África Alemã (actual Namíbia), salientando-se nos combates de Môngua e Cuanhama
  • O RI 3 que durante a 2ª Guerra Mundial mobilizou para os Açores o Batalhão de Infantaria nº 3
  • O RI 3 que desde 1954 até 1960, mobilizou para o Estado da Índia 1 Companhia de Caçadores. – O RI 16 que no mesmo período mobilizou 1 Companhia de Comando e Serviços.
  • O RI 16 que durante a Guerra do Ultramar (1961-1974) mobilizou para:
    – Angola: 16 Batalhões de Caçadores, 17 pelotões de Morteiros e 3 Pelotões de canhões
    – Guiné: 9 Batalhões de Caçadores , 21 Companhias de Caçadores e 4 Pelotões de Morteiros.
  • – Moçambique: 10 Batalhões de Caçadores e 36 Companhias de Caçadores.
  • O RI 3 que durante a Guerra do Ultramar mobilizou para:
    – Angola:  o Comando Operacional nº 1
    – Guiné: 1 Batalhão de Caçadores e 1 Companhia de Caçadores

CONDECORAÇÕES:

Por Herança:

  • Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida à 9ª Companhia do RI 17 (1915-Angola Môngua)
  • Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao 3º Batalhão do RI 17 (1915- Angola destacamento de Cuanhama)

Por Direito Próprio:

  • Medalha de Ouro de Valor Militar
  • Medalha de Ouro da Cidade de Beja

RI 3

REGIMENTO DE INFANTARIA 3

IMG_8719O antigo RI 3, instalou-se pela 1ª vez na cidade de Beja em 1 de Janeiro de 1938, ocupando nessa altura as instalações do RI 17 no antigo convento de S. Francisco, actualmente transformado em pousada. A partir de 2 de Novembro de 1956, ocupou as instalações do novo quartel, construído no Vale do Aguilhão, a 1 Km de Beja.

 Até ao ano 2000, o RI 3 teve como missão aprontar e manter o 2º Batalhão de Infantaria Motorizado, para a Brigada Ligeira de Intervenção, cuja ultima acção foi a participação nas Forças Nacionais Destacadas (Agrupamento Conjunto Alfa) na Bósnia Herzegovina, com a participação de uma Companhia de Fuzileiros.

RI 3

O RI 3 comemora o seu Dia festivo em 11 de Maio, em homenagem ao comportamento das tropas do RI 16 no Combate de Grijó (1809), que levou o Marechal Beresford a publicar na Ordem do dia: « … o primeiro batalhão do RI 16, debaixo das ordens do Coronel Machado, recebeu do Marechal General Sir Arthur Wellesley, nas suas ordens publicadas os seus agradecimentos pela sua Conduta Brava e Em Tudo Distinta na Batalha de 11 deste mês…”. É esta a divisa que o RI 3 orgulhosamente ostenta.

Comemoração do 209º Aniversário (11 de Maio 2015)
O RI 3, comemorou o seu Aniversário (O ultimo),na Pousada de S. Francisco, local onde esta unidade militar esteve aquartelada durante vários anos, antes de se mudar para o quartel no Vale do Aguilhão.
A cerimónia militar foi presidida pelo Comandante da Brigada de Reacção Rápida, Major-General Carlos Perestrelo.

ri 3

A EXTINÇÃO DO RI 3:

Na sequência da publicação do Decreto Regulamentar da Lei Orgânica do Exército, o RI3 foi extinto e o RI1, sob o comando do Coronel de Infantaria Carlos Fernando Nunes Faria, iniciou o processo de transferência de Tavira para Beja em 01 de Agosto de 2015. Simultaneamente, em Beja, começaram os trabalhos da Comissão Liquidatária do RI3, sob a presidência do Tenente-coronel de Infantaria Joaquim Manuel Mira Branquinho.

Seguindo a tradição militar, o Regimento de Infantaria 1 herda o património histórico do Regimento de Infantaria 3, bem como das unidades que lhe antecederam.
RI 3

 CONDECORAÇÕES:

Cruzes de Guerra de 1ª Classe
Cruzes de Guerra de 1ª Classe

© Rui Simão
© Rui Simão
Regimento de Infantaria 16
Regimento de Infantaria 16

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Fotografia: Coronel Fernando Figueiredo
Fotografia: Coronel Fernando Figueiredo
Fotografia: Coronel Fernando Figueiredo
Fotografia: Coronel Fernando Figueiredo
Fotografia: Coronel Fernando Figueiredo
Fotografia: Coronel Fernando Figueiredo
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