Direcção do Serviço de Material – DSMat

DSMat

DIRECÇÃO DO SERVIÇO DE MATERIAL

SIMBOLOGIA E ALUSÃO DAS PEÇAS:

ESCUDO: de prata, dois malhos de negro em faixa, o da dextra em barra e o da sinistra em banda, acompanhados em ponta por uma bigorna o mesmo e uma arruela de vermelho ao meio do escudo.
ELMO: militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
CORREIA: de vermelho perfilada de ouro.
PAQUIFE E VIROL: de prata e de negro.
TIMBRE: uma áspide de negro com ventre de prata, olhos e língua de vermelho, sustendo uma chama do mesmo e um cadinho de prata.
DIVISA: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, estilo elzevir:

“ENGENHO E ARTE”. 

GRITO DE GUERRA: num listel de prata, ondulado, sobreposto ao timbre, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:

“FORÇA!

PEQUENA SÍNTESE:

DSMAT

A Direcção do Serviço de Material (DSM) foi extinta a 24 de Maio de 2006, pelo Despacho nº 12251/2006 do Exmo Ministro da Defesa Nacional tornando efectivo em 30 de Junho 2006

Esta extinção resulta do processo global de reestruturação do Exército e vem consubstanciar uma tentativa de alterar a filosofia do apoio logístico, deixando este de funcionar numa lógica de Serviços para passar a assentar numa lógica funcional.

Assim, a DSM integra a nova Direcção de Material e Transportes que aglutinou também, parte das missões e responsabilidades das antigas Direcção dos Serviços de Intendência, Chefia do Serviço de Transportes, Direcção dos Serviços de Transmissões, Direcção dos Serviços de Engenharia e Direcção dos Serviços de Saúde.

Esta nova Direcção tem a responsabilidade do Reabastecimento, Manutenção e Transporte de todo o material em uso no Exército e está neste momento a dar os seus primeiros passos nesse sentido.

A actual DMT ocupa  o edifício Ceuta sede do Comando da Logística
A actual DMT ocupa o edifício Ceuta sede do Comando da Logística

Serviço de Material (SMat) é o serviço do Exército Português responsável pelos assuntos de carácter técnico respeitantes à aquisição, manutenção e reabastecimento do material que não seja especificamente da competência de outras armas ou serviços

Serviço de Material tem como órgão central a Direcção dos Serviços de Material directamente dependente do Comando da Logística do Exército Português. Como órgãos de execução e de instrução o SMat dispôe do Regimento de Manutenção, do Depósito Geral de Material do Exército e do Centro Militar de Electrónica. Partilha com os restantes serviços do Exército a Escola Prática dos Serviços. O SMat possui um quadro de pessoal privativo que, além de guarnecerem os órgãos do próprio serviço, guarnecem as subunidades de manutenção das unidades das diversas armas e asseguram a gestão das Oficinais Gerais de Material de Engenharia.

A maioria dos oficiais do Serviço de Material são engenheiros formados na Academia Militar. Podem licenciar-se em Engenharia Mecânica ou em Engenharia Electrotécnica. Além disso, existem os oficiais do Quadro Técnico de Manutenção de Material, originários da classe de sargentos.A maior parte do Quadro é constituída por Sargentos especialistas em diversas Áreas Técnicas nomeadamente Mecânicos de Armamento,Viaturas,Instrumentos de Precisão, Óptica, Radar, Electrónica, etc. O Serviço de Material foi organizado como serviço autónomo do Exército Português em 1956. Até aí, a maioria das suas funções era assegurada pela Arma de Artilharia. Nesse mesmo ano foi também criada a primeira unidade do serviço, a Companhia Divisionária de Manutenção de Material (CDMM) da Divisão Nun’Álvares. Em 1961 foi criada a Escola Prática do Serviço de Material (EPSM)

(Fonte: Exército): Face à evolução constante das Forças Armadas no sentido da modernização e crescente mecanização dos seus meios materiais, foi aumentando a necessidade de se dotar o Exército de um corpo de pessoal especializado. Estes meios humanos seriam indispensáveis para uma correcta utilização, permanente manutenção e profundo domínio do conhecimento de reparação dos armamentos e materiais de que as tropas eram continuamente dotadas. Assim, foi publicado no “Diário do Governo”, Iª Série, nº 256, o Decreto-Lei nº 40 880, de 24 de Novembro de 1956, criando o Serviço de Material “para todos os assuntos de carácter técnico relativos à aquisição, manutenção e reabastecimento de material”.

Como Patrono do Serviço de Material, foi escolhida a prestigiada figura, do séc. XVIII, Ten. Gen. Bartholomeu da Costa, militar brilhante que iniciou a sua carreira no antigo Arsenal do Exército.

Ao longo desse ano, realizaram-se múltiplas acções preparatórias com vista à adaptação do Serviço de Material para o cabal cumprimento da missão que o Exército lhe tinha cometido.

Em 1958, enquanto decorriam as obras no Edifício Militar da Rua de Santo António à Sé com vista à instalação da Direcção do Serviço de Material, esta funcionou provisoriamente no edifício do Estado-Maior do Exército. Foi investido no cargo de Director do Serviço de Material o, então, Coronel de Artilharia, Engenheiro Fabril João António de Saldanha Oliveira e Sousa, oficial que viria a ser o primeiro Brigadeiro Director do Serviço de Material.

Em Santo António à Sé, permaneceu a Direcção de Serviço de Material entre 1960 e 1964, tendo seguidamente transitado para os 2º, 3º e parte do 4º andares do nº 180 da Rua Rodrigo da Fonseca, Edifício que passou a ser conhecido pelo “Edifício do Quartel-Mestre”.

Nos finais de 1980, a DSM conheceu a sua terceira instalação no nº 49 da Avenida Infante Santo, ocupando os 3º e 4º andares do chamado “Edifício Ceuta”, no qual se encontrou sediada até à sua extinção.

A primeira organização interna da DSM remonta ao Decreto-Lei nº 42 564 de 07OUT69 e era apresentada da seguinte forma:

  • Director;
  • As 1ª e 2ª Inspecções;
  • A Repartição de Organização, Mobilização e Distribuição (1ª Repartição);
  • A Repartição de Estudos Técnicos (2ª Repartição);
  • A Repartição de Abastecimentos e Manutenção (3ª Repartição);
  • A Secção de Expediente e Arquivo;
  • A Secção Gráfica;
  • O Conselho Administrativo.

Posteriormente, veio a funcionar uma inspecção de Instrução, única área em que a DSM não dependia do Quartel-Mestre-General, mas sim do Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército.

 A partir do início dos acontecimentos militares em África, até 1975, a actividade mais significativa da DSM foi a de conduzir a aquisição, recepção e distribuição dos equipamentos e sobressalentes requeridos pelas três frentes de operação nos territórios de Angola, Moçambique e Guiné. Em 1976, a título experimental, foi implantada uma nova organização interna que agrupou, sob a responsabilidade de uma mesma repartição, cada conjunto de actividades consideradas afins ou complementares, para que, sobre um só responsável, se fechasse o respectivo ciclo de vida do material. De acordo com o Decreto-lei nº 50/93, a Direcção do Serviço de Material integra-se no Comando da Logística e foi criada para tratar de todos os assuntos de carácter técnico, relativos à aquisição, manutenção e reabastecimento de material da sua gestão.

Esta estrutura orgânica da Direcção do Serviço de Material compreendia o Director, o Subdirector, a Inspecção de Material e Fabricos e Diversas Repartições, com funções específicas atribuídas a cada uma delas.

VER TAMBÉM:

– Companhia Divisionária de Manutenção de Material – (CDMM)
– Escola Prática do Serviço de Material – (EPSM)
– Batalhão do Serviço de Material – (BSM)
– Regimento de Manutenção – (RMan)

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Direcção do Serviço de Fortificações e Obras do Exército – DSFOE

DSFOE

Escudo de negro, um favo de ouro, cada alvéolo com uma abelha obreira de ouro com olhos e ferrão de vermelho, inclusa.
Elmo militar de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
Correia de vermelho perfilada de ouro.
Paquife e virol de negro e de ouro.
Timbre: um castelo de negro, lavrado de ouro aberto e iluminado de vermelho.
Divisa: num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir:

“VBIQUE ÆDIFICARE”.

Publicação das Armas: “Portaria”, 1980, Agosto, 18 in OE, 1981, 1.ª série, n.º 3, pp. 95-97.

Escudo de peito do SFOE
Escudo de peito do SFOE

Fonte: Diário da República digital) – O artigo 1º do Decreto-Lei n.º 283 de 11 de Setembro de 1978, cria  na dependência do Departamento de Logística, a Direcção do Serviço de Fortificações e Obras do Exército (DSFOE) e extingue a Chefia do Serviço de Obras do Exército. (Documento em PDF)

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Decreto-Lei n.º 283/78 de 11 de Setembro

DATA : Segunda-feira 11 de Setembro de 1978

NÚMERO : 209/78 SÉRIE I

EMISSOR : Conselho da Revolução

DIPLOMA / ATO : Decreto-Lei n.º 283/78 (Rectificações)

SUMÁRIO : Cria a Direcção do Serviço de Fortificações e Obras do Exército (DSFOE) e extingue a Chefia do Serviço de Obras do Exército

PÁGINAS : 1883 a 188

Considerando que o Serviço de Obras do Exército é responsável, a nível nacional, pelo projecto, execução e bom funcionamento das infra-estruturas, instalações e equipamento especiais, destinados a assegurar o melhor aperfeiçoamento operacional das tropas e a satisfazer as condições indispensáveis ao seu bem-estar;

Considerando que ao Serviço de Obras do Exército incumbe organizar e actualizar o tombo de propriedades afectas ao Exército, arrendar e promover os trâmites legais destinados à compra, expropriação, permuta e alienação dos imóveis indispensáveis ao cumprimento das missões militares, bem como estudar as servidões destinadas a proteger as zonas confinantes com organizações ou instalações militares ou de interesse para a defesa nacional;

Considerando que um tal Serviço exige uma estrutura com capacidade de planeamento, projecto, administração, execução e inspecção que não corresponde, pelo nível hierárquico, ao fixado para a Chefia do Serviço de Obras do Exército, criada pelo n.º 2 da alínea f) do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 949/76, de 31 de Dezembro:

O Conselho da Revolução decreta, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 148.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 1.º É criada, na dependência do Departamento de Logística, a Direcção do Serviço de Fortificações e Obras do Exército (DSFOE).

Art. 2.º O director do Serviço de Fortificações e Obras do Exército é o director da Arma de Engenharia.

Art. 3.º É extinta a Chefia do Serviço de Obras do Exército.
Art. 4.º Enquanto a constituição orgânica e as atribuições específicas da Direcção do Serviço de Fortificações e Obras do Exército não forem regulamentadas por diploma especial, nos termos do artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 949/76, de 31 de Dezembro, transitam da Chefia do Serviço de Obras do Exército para a Direcção de Serviço ora criada, além das atribuições que lhe estão cometidas, o pessoal, as infra-estruturas e todo o material aí existente.

Art. 5.º Este diploma entra imediatamente em vigor.
Visto e aprovado em Conselho da Revolução em 17 de Agosto de 1978.
Promulgado em 17 de Agosto de 1978.
Publique-se.
O Presidente da República, ANTÓNIO RAMALHO EANES.

PALÁCIO DOS MARQUESES DO LAVRADIO
PALÁCIO DOS MARQUESES DO LAVRADIO

Copyright da fotografia: SKYSCRAPERCITY

A actual Direcção dos Serviços de Engenharia está sedeada no Palácio dos Marqueses do Lavradio, situada no Campo de Santa Clara, Freguesia de São Vicente de Fora, concelho de Lisboa.
O palácio dos Marqueses do Lavradio nasceu de umas casas mandadas construir no séc. XVI por descendentes de D. Francisco de Almeida, 1.º Vice-Rei da India, os quais, a partir de D. Luis de Almeida, e desde 1664, passaram a usar o título de Condes de Avintes.
Foi D. Tomás de Almeida, primeiro patriarca de Lisboa, que, querendo enobrecer o solar dos seus antepassados, comprou aquelas casas a D. Luis de Almeida, seu irmão e 3.º Conde de Avintes para, no mesmo local, mandar erigir o grande palácio que doou a seu sobrinho D. António de Almeida, que foi Vice-Rei do Brasil e a quem foram outorgados os títulos, primeiro de Conde e depois de Marquês do Lavradio. Assim se explica a designação do palácio, que também conhecido pela designação de «Palácio dos Condes de Avintes».
O palácio permaneceu na posse dos descendentes de D. António de Almeida, tendo ido à praça depois da morte do 5.º Conde de Avintes.
Adquiriu-o o Estado, em 1875, para nele instalar após obras de adaptação, os Tribunais Militares e a Direcção Geral de Engenharia.
Em 2 de Julho de 1875 pelo Director-General da Engenharia, é passada autorização ao Capitão de Engenharia, Domingos Pinheiro Borges, para que receba, para o Ministério da Guerra, o palácio que havia sido arrematado pelo Estado (Fonte: Exército.pt)

Palácio Lavradio, Palácio Sinel de Cordes e Jardim Boto Machado
Palácio Lavradio, Palácio Sinel de Cordes e Jardim Boto Machado

Fotografia de: Ferreira da Cunha, retirada do Arquivo Municipal de Lisboa

Direcção do Serviço de Fortificações e Obras do Exército

Fonte: Exército Português) – Ao longo da sua existência, a DAE (Direcção da Arma de Engenharia) constituiu um órgão de conselho do Chefe do Estado Maior do Exército, enquadrou a elaboração de documentação técnica da Arma e assumiu-se como órgão de inspecção técnica das unidades de Engenharia.

Pela mesma altura é criado o orgão que mais tarde se vem a designar Serviço de Fortificações e Obras Militares (DSFOM) que possui uma direcção própria, mais tarde Direcção do Serviço de Fortificações e Obras do Exército (DSFOE) – Decreto Lei Nº 283/78 de 11Set – O.E. Nº9 – 1ª Série de 30Set de 1978 – cujo Director é o mesmo da Arma de Engenharia ( na verdade é no Subdirector que são delegadas as funções de dirigir o seviço)
Em 1980 pelo despacho 33/80 de 6de Junho do Gen CEME (O.E. Nº7 – 1ª Série de 31Jul de 1980) a DSFOE é integradana Direcção da Arma de Engenharia. A DSFOE possuía delegações em Lisboa, Porto, Évora, Santa Margarida, Ponta Delgada e Funchal, correspondendo a cada Região Militar Territorial.
Com a extinção das Direcções das Armas e Serviços, decorrente da reorganização de Exército de 1993, foi criada, de acordo com o Decreto-Lei 50/93 de 26 de Fevereiro e em conformidade com o Despacho 72/93, de 30 de Junho do Ministro da Defesa Nacional, a nova Direcção dos Serviços de Engenharia (DSE), na dependência do Comando da Logistica.
A DSE relativamente à Direcção da Arma a que sucedeu perdeu funções de gestão do pessoal da Arma, bem como da Instrução das matérias e técnicas designadas de Engenharia e ministradas a pessoal do Exército, da Marinha, da Força Aérea das Guardas e Policia de Segurança, assim como a outras entidades civis (Bombeiros por exemplo).
Deixou também de ter qualquer comando sobre as Unidades de Engenharia ( Regimento de Engenharia 1, Regimento de Engenharia 3 e Escola Prática de Engenharia) e Orgão ( Depósito de Material de Engenharia). Manteve apenas a função de gestão (incluindo aquisições) de Material de Engenharia em todo o Exército. A DSFOE foi extinta e substítuida pela Chefia deInfra-Estruturas do Exército (CIEE). Foram constituidas Secções de Infra-Estruturas orgânicas dos Quartéis-Generais do Governo Militar de Lisboa, da Região Militar do Sul, da Região Militar do Norte, do Campo Militar de Santa Margarida, do Comando deTropas Páraquedistas, da Zona Militar dos Açores e da Zona Militar da Madeira.
Em 2006, no âmbito da transformação do Exército – Decreto Lei Orgânico Nº61/2006 de 21 de Março – a DSE passou a designar-se Direcção de Infra-Estruturas, perdendo as atribuições no âmbito da gestão do pessoal da Arma, do material de Engenharia e a função inspectiva, ficando apenas com a direcção da gestão das infra-estruturas do Exército. A DIE possui 3 Delegações: Delegação de Lisboa Sul e Ilhas, Delegação do Centro e Delegação do Norte.

Links úteis:

***

Localização:

Campo de Santa Clara
1149-056 Lisboa
Portugal

E-mail: die@mail.exercito.pt
Telefone 1: 218815700
Fax: 218815712

Regimento de Artilharia nº 4

 

RA4

ARMAS:
Escudo
de oiro, um leão de negro, animado, lampassado e armado de vermelho; franco-cantão de vermelho com uma flôr de lis de prata.
Elmo militar: de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
Correia: de vermelho perfilada de oiro.
Timbre: Dois canhões passados em aspa, sustendo um castelo, tudo de prata.
Condecorações: Circundando o escudo, o colar de Oficial da Ordem de Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Divisa: Num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir

“FORTES E LEAIS”

SIMBOLOGIA:
LEÃO evoca os campos de batalha de Flandres onde, durante a I Guerra Mundial, as Batarias do Regimento de Obuses de Campanha (ROC) praticaram brilhantes feitos de armas e evidenciaram excepcional valor, coragem e decisão que o 1º Grupo de Baterias de Artilharia (GBA) demonstrou por ocasião da Batalha de 9 de Abril, apondo com o seu fogo tenaz resistência ao avanço do inimigo, até ao total esgotamento das suas munições.
A FLÔR DE LIS alude à cidade de Leiria onde, em 1926, o ROC e o 2º Grupo do RA 2 originaram o Regimento de Artilharia nº 4.
TIMBRE recorda o ROC de Castelo Branco, origem do Regimento de Artilharia nº4 e cujo comportamento em combate acresceu lustre e glória ao historial do Exército Português.
A DIVISA “FORTES E LEAIS” exprime a intenção de cultivar em permanência a força de ânimo como factor essencial para poder cumprir com lealdade.
O OIRO, a força de ânimo demonstrada nos feitos de armas praticados.
A PRATA, a riqueza do historial do seu comportamento em combate.
O NEGRO, a constância demonstrada nas horas amargas da adversidade.

RA4O actual Regimento de Artilharia Nº 4 (RA 4), é uma unidade territorial do Exército Português dependente da Região Militar Norte (RMN), está instalado no Quartel da Cruz da Areia, na cidade de Leiria, sendo normalmente conhecido por Regimento de Artilharia de Leiria. O Regimento tem uma zona de acção constituída pelos Concelhos de Leiria, Castanheira de Pera, Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere, Ansião, Pombal, Marinha Grande, Batalha, Nazaré, Alcobaça e Porto de Mós, do Distrito de Leiria.Desde 1997 o RA 4 tem o encargo operacional do Grupo de Artilharia de Campanha da Brigada Aerotansportada Independente (GAC/BAI), a unidade de apoio de fogos desta Brigada. Durante 1998 reforça-se a ligação do Regimento à BAI com a atribuição do encargo operacional da Bataria de Artilharia Anti-Aérea da BAI (BAAA/BAI)

CONDECORAÇÕES:

Direito Próprio:
– Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, concedida à 4ªBataria/6ºGrupo de Batarias de Artilharia do ROC em 1918/França;
– Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, concedida ao ROC em 1918/França;
– Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao ROC em 1918/França.

Herança:
– Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao 1º Grupo de Batarias de Artilharia/RA 2 em 1918/França;
– Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao 2º Grupo de Batarias de Artilharia/RA 2 em 1918/França;
– Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao 2º Grupo de Batarias de Artilharia/RA 8 em 1915/Angola.

Legendas:
Por citações, louvores ou condecorações têm atribuídas as seguintes legendas:
– FRANÇA – 1917 (ROC)
– FRANÇA – 1918 (6ºGBA/CEP)

Capturar
Fotografia retirada da web

Regimento de Artilharia Nº 4 teve origem em 1916 no Batalhão de Obuses de Campanha do RA 6 – Porto e no 2ºBatalhão de Obuses de Campanha do RA 5 de Viana do Castelo. Em 1917 foi transferido para Castelo Branco onde recebeu a designação de Regimento de Obuses de Campanha (ROC); foi transferido para Leiria em 1926, onde recebeu a designação de Regimento de Artilharia Nº4.
Mudou de designação: em 1927, para Regimento de Artilharia Ligeira Nº4 (RAL 4); em 1975, para Regimento de Artilharia de Leiria e em 1993, de novo para Regimento de Artilharia Nº 4. (Fonte: http://clientes.netvisao.pt/boinaverde/paras.htm)

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Fotografias: exercito.pt

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Em 1975, a unidade passa a designar-se “Regimento de Artilharia de Leiria (RAL)”. A partir de 1977, o RAL recebe o encargo de organizar o Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) da nova 1ª Brigada Mista Independente. Para isso é equipado com obuses autopropulsados de 155 mm M109 e rebocados de 105 mm M101.

Em 1993, a unidade adopta a actual denominação de “Regimento de Artilharia n.º 4” passando a ser responsável pela organização e manutenção do GAC da Brigada Aerotransportada Independente primeiro equipado com obuses M101 e posteriormente com obuses M119 Light Gun.

Em maio de 2005, no âmbito da reorganização do dispositivo do Exército Português, a Brigada de Reação Rápida (ex-Brigada Aerotransportada) deixou de ter artilharia de campanha orgânica, sendo o seu GAC transferido para a Brigada de Intervenção (BrigInt). Na sequência dessa reorganização, dada a extinção do antigo grupo da BrigInt, o GAC do RA4 passou a ser a única unidade operacional de artilharia de campanha rebocada do Exército Português.

Em 2009, é levantado no Regimento de Artilharia n.º 5 um novo GAC, que é atribuído à BrigInt. O GAC do RA4 volta a ser integrado na Brigada de Reação Rápida. Fonte: (http://criptos1968.webnode.pt/news/quartel-onde-foi-efectuado-o-curso-de-escriturario/)

Fotografia retirada da web
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Fotografia retirada de: http://torneioacm.blogspot.pt/
Fotografia retirada de: http://torneioacm.blogspot.pt/

Artigo em Actualização

Batalhão do Serviço de Material

BSM.jpg

ARMORIAL: MIGUEL DE PAIVA COUCEIRO
ILUMINURA:
JOSÉ ESTEVÉNS COLAÇO (sob orientação do Coronel Guerreiro Vicente)
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 7/1992 de 31JUL92 (1.ª série) pág. 334
Aprovação e Publicação Original:
“Portaria” 2 de Abril de 1979 -in OE 04/1979 (1.ª série) pp. 90-93.
NOTA: As Armas aprovadas para o REGIMENTO DE MANUTENÇÃO (RMan) são as mesmas do BSM.

ARMAS:
Escudo: de negro,uma roda dentada de oiro,encimada por uma cruz de prata, florenciada e vazia,ladeada por duas granadas de oiro acesas de vermelho perfilado a oiro.
Elmo Militar: de prata,forrado a vermelho,a três quartos para a dextra.
Correias: de vermelho,perfiladas de oiro.
Paquife e Virol: de negro e oiro.
Timbre:uma bigorna de oiro.
Divisa: num listel branco,ondulado,sotoposto ao escudo,em letras negras, maiúsculas de estilo elzevir:
“QUE A FAMA NOS EXALTE “

SIMBOLOGIA:
RODA DENTADA: traduz a actividade técnica oficinal.
GRANADAS: representam o serviço de munições,que constitui parte do Serviço de Material.
CRUZ FLORENCIADA DOS PEREIRAS: alude à Unidade sua antecessora-a Companhia Divisionária de Manutenção de Material-pertencentes à Divisão “NUNO ALVARES”.
BIGORNA: simboliza a artesania medieval percussora das modernas tecnologias.

SIGNIFICADO DOS ESMALTES:
NEGRO:significa honestidade e firmeza.
OIRO:significa nobreza e constância.
PRATA:significa eloquência e humildade.
VERMELHO:significa fogo e energia criadora.

ARMAS DO BATALHÃO DO SERVIÇO DE MATERIAL

Autoria e Iluminura: Capitão MIGUEL DE PAIVA COUCEIRO
Aprovação “Portaria” 2 de Abril de 1979
Publicação das Armas: Ordem do Exército nº 04/1979 (1ª Série) – pp. 90-93

Armorial Paiva Couceiro 08.jpg

BSM

Batalhão do Serviço de Material
(1975-2006)
Regimento de Manutenção
(2006)

A 21 de Março de 1975 é constituído o Batalhão do Serviço de Material (B.S.M.) por intermédio do Decreto-Lei nº 181/77, herdando as tradições e o património histórico da Companhia Divisionária de Manutenção de Material (CDMM)  no Entroncamento que foi extinta em Abril, prosseguindo a missão que a esta estava confiada: Manutenção, Reabastecimento e Instrução.

Por força do disposto no Decreto-Lei n.º 50/93 de Fevereiro, a Escola Prática do Serviço de Material (EPSM) transferiu-se de Sacavém para o Entroncamento a 1 de Setembro 1993, passando a ocupar as instalações do BSM, que integra, ficando este na sua dependência administrativo-logística.

No âmbito da última reorganização da estrutura do Exército, no dia 1 de Julho de 2006 é criado nos termos do Despacho do MDN nº 12 555/2006 (2ª série) de 16 de Junho o Regimento de Manutenção (RMan) que passa a ocupar as antigas instalações do BSM

Na sequência da extinção da EPSM e do BSM, de acordo com o Despacho do MDN n.º 12 251/2006 (2ª série) de 12 de Junho. O Regimento de Manutenção (RMan) fica na directa dependência hierárquica e funcional da Direcção de Material e Transportes / Comando da Logística

O património histórico do Batalhão do Serviço de Material, é herdado pelo Regimento de Manutenção, conforme determinam os despachos do General CEME nº 131/CEME/2006 de 21 de Junho, nº 132/CEME/2006 de 23 de Junho e nº 266/CEME/2006 de 17 de Outubro.

FOTO-GALERIA:
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